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Anderson Martins
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Os gigantes contra atacam!
Que o mercado de moveis e cíclico todos nos sabemos. As tendencias vem e vão e a cada ano que passa isso acontece em períodos de tempo cada vez mais curtos. A mais ou menos 15 anos vivemos um boom dos planejados. Lojas que antes eram multimarcas começaram a optar por essa ou aquela marca mostrando ao mercado uma maneira um pouco diferente de comprar moveis. O consumidor tinha a sua disposição lojas mais ambientadas onde o show rom começava a dar importância a ambientes mais amplos e elaborados diferentes daqueles que encontrávamos nas lojas multimarcas onde tínhamos uma cozinha pequena ali outra acola, um roupeiro com uma cama ao lado. naquela época tínhamos as famosas portas com almofadas e postforming! Estávamos começando a usar corrediças apoiadas e as marcenarias ainda ditavam o design do que usávamos em nossas casas em matéria de cozinha, quarto e banheiro. MDF e MDP eram sinônimos de produtos de baixa qualidade e quando pensávamos em moveis duráveis o compensado formicado e a madeira maciça eram as opções que todos concordavam. O móvel sob medida e o planejado ainda era considerado um artigo para poucos. A classe C não tinha esse tipo de produto como algo viável. 
Ai de forma sutil o mercado começou a mudar e quase que sem percebermos nos entramos na era do reto!! Tudo o que era reto era chique era sinônimo de modernidade! As feiras de cologna e a de Milão apresentavam ao mundo um mix de cores mais neutras, de bordas retas, de novas ferragens e essas tendencias eram rapidamente aceitas e incorporadas ao nosso mercado. 
Diante disso uma porta se abriu para os pequenos marceneiros pois o que eles demoravam 60, 90 dias para produzir agora podia ser fabricado muito mais rapidamente e aqueles que perceberam logo essa mudança começaram a ganhar dinheiro. Por outro lado a industria de moveis planejados começou a inundar o mercado com marcas e sub marcas diversificando cada vez mais seus produtos! Os fabricantes de MDF aumentaram absurdamente a oferta de padrões que cada a cada dia se pareciam mais e mais com a madeira! Os fabricantes de ferragens estreitaram seu relacionamento com as revendas e assim chegaram ao mercado de moveis sob medida e o marceneiro que antes so ouvia falar de ferragens como blum, hettich haffele agora tinha ao alcance das mãos ali nas revendas aquelas mesmas ferragens que antes eram exclusivas dos fabricantes! As madeireiras por sua vez enxergaram uma possibilidade muito boa de aumentar suas vendas agregando valor aos seus produtos e agora oferecem serviços de corte e fitamento de bordas. Montadores agora tem acesso a serviços que acaba por torná-los concorrentes dos marceneiros!Hora se o montador de loja aquele que prestava serviços as lojas de planejados ja estava habituado a entender aquele monte de códigos e números que as fabricas mandavam para as lojas em suas embalagens o que o impedia agora de montar seu próprio negocio e ele mesmo vender os moveis para o consumidor final agora que ele tinha quem cortasse e fitasse o MDF?Eles agora podiam se tornar marceneiros e aqueles mais organizados começaram a incorporar estrategias de empresas grandes do setor e passavam então a concorrer em pe de igualdade com as lojas que não param de pipocar uma a cada esquina, com fabricantes lançando segundas, terceiras e quartas marcas! O consumidor que antes não podia comprar moveis planejados e ou sob medida agora tinha a sua escolha um sem numero de opções a classe C entrou com toda força nesse mercado elevando nas alturas os números!
Porem esse cenário esta se tornando muito ruim para os grandes fabricantes porque se o pequeno marceneiro hoje tem acesso a todas as ferragens que eles tem, se o pequeno marceneiro consegue entregar no mesmo prazo que eles usando serviços terceirizados esse mesmo marceneiro não tem as despesas que o grande fabricante tem pois a operação dele e muito mais enxuta!! Se somarmos a isso a agilidade do pequeno negocio para mudar sua estrategia comercial teremos os grandes fabricantes acumulando prejuízos e lidando com a diminuição das margens!
So que eles estão contra atacando!! Não de uma forma direta. A coisa esta acontecendo de forma sutil e vou explicar como isso esta acontecendo!
Ja faz uns dois anos que venho notado algo comum nas linhas oferecidas por fabricantes que ditam tendencias e que formam opiniões no mercado moveleiro. Empresas como Kitchens, ornare, formaplas, delta, sca, entre outras que atendem ao pubico AB colocaram e mantem em linha produtos com portas fresadas ou com almofadas e pintadas! Alguém pode falar: Grande coisa isso! Mas espera la...Os pequenos se dobraram a ditadura do reto! A maioria deles não tem maquinário, mão de obra para fazer esse tipo de produto! Aqueles que tem pintura em suas oficinas e fabricas dificilmente tem o centro de usinagem para fazer esse tipo de porta. Fazer da forma antiga alem de levar muito tempo acabara aumentando muito o prazo de execução e por consequência o prazo de entrega! Isso por si so ja seria um grande golpe nos pequenos e médios que agora pelo menor poder de compra vão se ver com dificuldades para adequar suas oficinas e maquinário ao novo cenário que se apresenta! isso e algo que ja esta acontecendo e as edições das casas cor espalhadas pelo pais estão comprovando! Espero ansiosamente a casa cor São paulo para constatar o sem numero de ambientes com produtos, curvos, com ranhuras, portas com detalhes fresados e ou almofadas, pintura, enfim tudo aquilo que aqueles que se voltaram totalmente para o estilo de moveis retos terão grande dificuldade em executar! 
Sem querer ser pessimista mas prevejo muitas dificuldades para os pequenos e médios do nosso setor nos próximos 3 anos. Acredito que muitos vão fechar suas portas caso não se adequem rapidamente a esse novo cenário que se apresenta. Mas ainda da tempo de achar uma solução. Basta para isso pesquisar, entender o que esta acontecendo no mercado e se preparar! 
Para aqueles que estão duvidando desse texto basta apenas entrar nos sites desses fabricantes que citei e de outros que tem seus produtos voltados ao publico A e B para constatar o que estou afirmando aqui!
E galera os gigantes estão querendo retomar o espaço perdido!
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Um bate papo sobre aquisição de maquinas tema abordado no grupo do face Marcenaria Brasil

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Anderson Martins commented on a post on Blogger.
Voltemos aos serviços! Vou fazer um contraponto ao seu texto: Vou separar por partes que fica mais fácil a compreensão, ou seja vamos fatiar o boi! Inclusão social e questão ambiental comummente e usado como apelo e jutificativa para algumas atitudes no mercado moveleiro porem na sua grande maioria nao passam de afirmações vagas e vou explicar o porque. A inclusão social antes de mais nada e a elaboração de políticas e leis na criação de programas e serviços voltados ao atendimento das pessoas com necessidades especiais ou não para que todo o individuo seja ele portador de algum tipo de deficiência física, mental, social, geográfica para que esse possa usufruir de todos os benefícios que a vida em sociedade oferece. Ou seja o buraco e bem mais embaixo. Tornar um meio oficial dono de marcenaria e praticar a inclusão social com ele ou oferecer a ele meios de se tornar um marceneiro através de especialização profissional e a saída? Note que uma coisa não tem absolutamente nada a ver com a outra. Outro ponto abordado no seu texto e a questão ambiental: Sera mesmo que o marceneiro artesanal esta pronto para atender essas demandas? As marcenarias mais antigas adeptas ainda da pintura, do entalhe, dos moveis laqueados tem condições de tratar seus resíduos??? O que e pior pintar o movel com tinta a base de agua e lavar o revolver e o pincel da torneira da pia ou tratar a agua e resíduos provenientes da cabine de pintura onde vc usou tiner como solvente? E quanto a madeira certificada? Alguem aqui se deu conta de quanto a madeira certificada e mais cara do que a madeira sem certificação usada nas marcenarias? Experimenta comprar um metro cubico de caxeta ou cedrinho certificado e depois me fala se e viavel para o pequeno marceneiro ou não! OUtro ponto crucial no seu texto e a falta de entendimento quando nos referimos a pequena empresa! Quando podemos afirmar que uma empresa e micro, pequena, media ou grande???? Eu sou representante de uma empresa que vende moveis a lojistas franqueados que tem seu galpão com menos de 1000 metros quadrados tem 6 funcionários e fabrica 1 milhão por mes. E uma micro empresa no tamanho porem no faturamento e uma media. Como definir seu impacto na economia baseado apenas em parâmetros tão frágeis? Quando vc afirma que muitas pessoas encontram no empreendedorismo uma saida as crises financeiras vc não menciona o numero enorme de pessoas que abrem e fecham uma empresa num ciclo de 24 meses. Esse numero e aida mais acentuado quando trazemos para o nosso meio. Quantos marceneiros decidem abandonar seus empregos em marcenarias maiores para se tornar dono do próprio negocio e por absoluta falta de conhecimento na área administrativa quebram a cara. Usar semiótica para analisar o mercado moveleiro e como usar Sal de fruta para socorrer um infartado. A meu ver a saida e investir em tecnologia não me refiro a grandes investimentos e sim aos poucos, com orientação para que o investimento feito possa realmente trazer beneficios a curto prazo! Um exemplo disso e investir em routers para madeira aja visto a raridade que e encontrar entalhadores hoje. E uma forma de trazer exclusividade a um movel com prazos competitivos sem depender de mao de obra escassa e com um investimento baixo. Um router hoje custa a partir de 5 mil reais! Da sim para ser artesanal e contemporânea so que ai a grande sacada e sair da caverna!

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Esse video e parte integrante do novo Curso promob By Anderson Rios

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