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Pedro Cesar Batista
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Combatente por uma sociedade mais justa, com homens e mulheres livres.
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UFPA apresenta software sobre regularização fundiária
Com a participação de pesquisadores de quatro Estados brasileiros, a Comissão de Regularização Fundiária da Universidade Federal do Pará (CRF-UFPA) e o Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação (CTIC) iniciam, nesta sexta-feira, 23 de junho, das 9 às...

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Opacidade
As cortinas se fecham. Luzes continuam acesas. Olhares ávidos se ofuscam, Querem mais e mais e mais. Um vício insaciável. Nem chegou ainda o dia. O palco permanece resplandecente, Tanto quanto a lua, Sem luz própria. Espelho. Cada reflexo um umbigo. Saramag...

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Com este artigo quero destacar dois pontos na atualidade.

Primeiro, Karl Marx escreveu o Manifesto Comunista, em 1848, e a Comuna de Paris ocorreu em 1871, tendo a organização da República de Palmares sido dois séculos antes, entretanto, Marx não teve conhecimento da experiência existente nos quilombos no Brasil, a qual mostrou uma organização de uma sociedade superior para a época, conseguindo se estruturar política, militar e economicamente, assegurando a vida de milhares de pessoas, não apenas os africanos, mas também índios e brancos, estes últimos em número menor, mas integrados às normas estabelecidas. Infelizmente a perseguição aos escravos nunca cessou, chegando a ser publicado, em 1741, um decreto pela Coroa portuguesa que definia quilombo qualquer agrupamento composto com cinco ou mais escravos fugitivos , o qual devia ser combatido e seus integrantes presos. Destaca-se, que, o papel que Ganga Zumba e Zumbi tiveram ao liderar Palmares foi muito além da questão racial, mostrando ao conjunto das classes oprimidas a importância da organização, unidade e resistência contra o opressor.

Em segundo lugar destaco os dados do Mapa da Violência 2016: homicídios por armas de fogo no Brasil , que aponta apenas no Estado de Alagoas, onde se localizou o Quilombo de Palmares, que, apenas em 2014, foram assassinados 60 brancos e 1.702 negros. No geral, o Mapa da Violência apresenta o índice de 7 negros para cada grupo de 10 pessoas assassinadas. Uma violência aind direcionada pelas classes dominantes. Isso sem citar os dados da população carcerária majoritariamente negra, dos salários menores para homens e mulheres negra, o que mostra que a população negra segue sendo a principal vítima do sistema e do Estado. O mesmo que ocorre com os povos indígenas, que mesmo não sendo assassinados, estão completamente abandonados pelo Estado. As formas de violência contra os pobres se dá de muitas formas, o que mostra a necessidade das classes exploradas e oprimidas se unirem para combaterem o mesmo inimigo.

Os ensinamentos e a experiência dos quilombos, especialmente os deixados por Palmares, com a liderança de Zumbi e Dandara, exigem uma análise além da questão racial, mas com um olhar de classe, como um experiência revolucionária e multirracial na história das lutas dos explorados no Brasil e no mundo, que teve como finalidade combater a opressão, a exploração e a escravidão. Palmares se organizou como um estado autônomo, com suas características idiossincráticas, em um tempo em que os colonizadores traficavam pessoas, saqueavam riquezas e impunham a ferro e fogo sua violência de classe.

Infelizmente esta situação pouco mudou, apenas as formas para explorar e oprimir foram alteradas e maquiadas, pois o Estado continua servindo aos mesmos senhores, segue a violência em todas as suas formas contra negros, indígenas e pobres e continua o saque das riquezas nacionais com a prática de uma política (ultra)liberal.

Combater o racismo, defender a compensação e pagamento financeiro pelo trabalho desenvolvido por séculos pelos escravos é uma necessidade histórica, para isso, é necessário a unidade de todas as classes exploradas e oprimidas pelo capital, ousar se unir, organizar-se e seguir lutando por justiça, igualdade e liberdade, pra conquistar um novo tempo, uma nova sociedade.

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Palmares – Exemplo revolucionário
Pedro César Batista* A Santidade de Jaguaripe, formada a partir de 1580, por índios e africanos que fugiram da escravidão imposta pelos colonizadores, possuiu forte influência religiosa milenarista. Com sua organização os índios e negros começaram a queimar...

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A história de um povo combativo.
Pedro César Batista* Fala-se do povo brasileiro como se ao longo dos séculos fosse um povo covarde, acomodado e que passivamente aceitasse a opressão e a exploração das classes dominantes, fossem estas os colonizadores portugueses ou as oligarquias nacionai...

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