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Paulo Telles
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Amante do Cinema Antigo e pesquisador da Sétima Arte. Radialista e Locutor -Reg. Profissional: DRT-21959/RJ
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BLOG FILMES ANTIGOS CLUB – A NOSTALGIA DO CINEMA
Peregrino da Esperança (1960): Uma Saborosa Crônica Familiar nas mãos de Fred Zinnemann.

Dirigido em 1960 pelo cineasta de “A Um Passo da Eternidade” (1953) e “Matar ou Morrer” (1952), PEREGRINO DA ESPERANÇA (The Sundowners) de 1960, se impõe como um dos trabalhos mais singelos do diretor. A trajetória da família Carmody, que percorre toda a Austrália em busca de trabalho. aonde vão são bem recebidos, mas Ida (Deborah Kerr, 1921-2007), esposa de Paddy (Robert Mitchum, 1917-1997) e mãe de Sean (Michael Anderson Jr) sonha com a estabilidade de uma casa, sonho este apenas dividido com o filho e não compartilhado por Paddy, que esta satisfeito com a vida nômade que leva. Uma obra que Zinnemann cujo grande mérito repousa na humanidade dos personagens, onde o elenco fica mais acalorado com a presença de Peter Ustinov (1921-2004) e Glynis Johns. Resenha e curiosidades para apreciação.
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DELÍRIO DE LOUCURA (1956): Uma Reflexão que Leva Nicholas Ray a Denunciar os Efeitos Colaterais da Cortisona.

Em 1956, ano que foi lançado DELÍRIO DE LOUCURA (Bigger Than Life) por Nicholas Ray (1911-1979), a cortisona, uma droga que tem função de combater inflamações articulares ou alérgicas, estava ainda em estudo. Entretanto, o cineasta, com base em um caso verídico, resolveu realizar esta que é considerada uma obra denunciatória, alertando os riscos da substância. Com roteiro de Cyril Hume (1900-1966), que foi responsável por algumas das histórias de Tarzan no cinema estreladas por Johnny Weissmuller, e de Richard Maibaum (1909–1991), DELÍRIO DE LOUCURA traz o notável James Mason (1909-1984) na pele do professor Ed Avery, casado com Lou (Barbara Rush) e pai de um menino. Uma inflamação arterial leva Ed a um tratamento com a cortisona. As dores desaparecem, mas a droga acaba viciando-o. O então equilibrado e prestativo professor muda totalmente seu comportamento, transformando-o num megalomaníaco, com delírios de grandeza e poder, submetendo toda a família a pressão psicológica e violência. DELÍRIO DE LOUCURA foi produzido pelo próprio Mason, e ainda tem no elenco Walter Matthau (1920-2000) e Robert F. Simon (1908-1992). Uma das obras mais significativas do cineasta Nicholas Ray resenha e curiosidades, para apreciação e leitura
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MOISÉS, O LEGISLADOR (1974): Burt Lancaster Mais Distante de DeMille Como Moisés em "Carne e Osso" Para Rádio e Televisão Italiana (RAI).

Em 1974, a RAI, Radio e Televisão Italiana, produziu para a TV a minissérie MOISÉS, O LEGISLADOR (Mosè, la legge del deserto), produzido por Sir Lew Grade e Vincenzo Labella e dirigido por Gianfranco De Bosio. Estrelado pelo premiado Burt Lancaster (1913-1994), a obra difere muito de “Os Dez Mandamentos”, clássico de Cecil B. DeMille realizado em 1956. Se a película de DeMille oferecia efeitos visuais monumentais, exageradas citações bíblicas, e um Moisés “acima dos mortais” como o que interpretado por Charlton Heston - o Moisés de Burt era humanamente de “Carne e Osso” como definiu o próprio ator, sob um roteiro magnífico e inteligente escrito por Anthony Burgess (1917-1993), com o líder de Israel enfrentando o deserto árido e infinito. Embora produzido para a TV, foi realizada uma edição para exibições nas salas de cinema, com projeção de 141 minutos. Lancaster lidera grandes nomes na superprodução, como Irene Papas, Anthony Quayle (1913-1989) e Ingrid Thulin (1926-2004). Para leitura e apreciação em
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MOBY DICK (1956): John Huston Abusa dos Efeitos Cromáticos em Sua Magnífica Adaptação do Livro de Herman Melville.

Levada a tela anteriormente em duas ocasiões (1926 e 1930, ambas estreladas por John Barrymore) a obra literária MOBY DICK, de Herman Melville (1819-1891) recebeu toda atenção e esmero do cineasta John Huston (1908-1987), já que o cineasta se deixou motivar pelo romance e sonhou em realizar sua adaptação cinematográfica, pensando em colocar o pai Walter Huston ou Humphrey Bogart na pele do atormentado e obsessivo Capitão Ahab. Huston conseguiu patrocínio da Warner em 1953 para a realização de MOBY DICK (Moby Dick, 1956), mas na impossibilidade de ter seu pai ou Bogart no papel principal, o diretor escolheu o galã Gregory Peck (1916-2003) para desempenhar uma figura psicótica e amargurada como p Capitão Ahab. A determinação de John Huston não ficou apenas por conta da direção, ele ainda fez o script junto com o escritor de ficção científica Ray Bradbury (1920-2012), e ainda realizou um belo trabalho de fotografia com Oswald Morris (1915-2014), que realizou um novo estilo cromático, usando negativos coloridos e em preto e branco, gastando meses só nesse trabalho até obter um efeito pictórico até então inédito na época. Por conta disso, o filme só pode ser lançado em 1955. No elenco, destaques para Orson Welles (1915-1985), em breve participação como o Reverendo Mapple; Richard Basehart (1914-1984) como Ishmael, o narrador da história; e Leo Genn (1905-1978) como Starbuck, o imediato de Ahab. Muito mais que um filme de aventura, Huston realizou sua versão para MOBY DICK como um estudo áspero dos abismos profundos que a mente humana pode abrigar, cheia de labirintos filosóficos, arcaísmos e ensinamentos citológicos. Para leitura e apreciação.
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Da Terra Nascem os Homens (1958): Na Era da TV, O Primeiro Grande
Western em Superprodução, Com Rara Temática Pacifista para o Gênero.
(matéria inédita – revisão)

DA TERRA NASCEM OS HOMENS (The Big Country), realizado em 1958, é uma obra prima elevada a terceira dimensão as telas de cinema, conduzida magistralmente pelo diretor William Wyler (1902-1981), o mesmo cineasta de “Ben-Hur” (1959) e “a Princesa e o Plebeu” (1953). Considerado o primeiro Western em estilo de superprodução pós-surgimento da TV, numa época em que a telinha invadia os lares americanos lançando muitas séries do gênero. Para Wyler, seria imperioso um investimento alto para não perder a concorrência com a televisão. Para isto, nada como reunir um cineasta premiado e de renome internacional como Wyler, uma fotógrafo que pudesse enquadrar todo o panorama (Franz Planer, 1894-1963), um mestre que compusesse uma grande trilha sonora (Jerome Moross, 1913-1983) e atores consagrados como Gregory Peck (que co-produziu o espetáculo), Jean Simmons, Carroll Baker, e Charlton Heston. Burl Ives ainda arrebatou o Oscar de coadjuvante pelo seu papel como um rude fazendeiro na trama. Conheça toda a trajetória desta grande superprodução do gênero Western.
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Vem aí uma estreia na WEB RÁDIO VINTAGE. O programa CINE VINTAGE, que estreia amanhã, dia 18, as 22 horas. Os maiores compositores da História do Cinema e suas inesquecíveis trilhas. Grandes temas que compuseram a Sétima Arte.

CINE VINTAGE
Apresentação de Paulo Telles
Estreia 18/02/2018
as 22 horas

Na RÁDIO VINTAGE - ANTIGO QUE É BOM
Link: http://webradiovintage.com/
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Farrapo Humano (1945): Billy Wilder leva Ray Milland à “bebedeira” e ao Oscar.
(MATÉRIA INÉDITA)

Em 1945, o cineasta Billy Wilder (1906-2002) ousou levar as telas o livro de Charles Jackson, sobre um escritor decadente e seu drama como dependente do álcool – FARRAPO HUMANO (The Lost Weekend). Alguns executivos não concordaram com que o diretor levasse as telas um tema tão polêmico, mas para surpresa de todos, o filme foi um estrondoso sucesso, arrebatando quatro Oscars da Academia: Melhor Filme, Melhor Ator (Ray Milland, 1905-1986), Melhor Diretor (Billy Wilder), e Melhor Roteiro (Charles Brackett, 1892-1969). A trajetória de Don Birdman (Milland), um escritor arruinado que recorre ao álcool para esquecer seus problemas e frustrações. Seu irmão e a namorada (Jane Wyman, 1917-2007) tentam afasta-lo do vício, mas a dependência de Birdman vai muito mais longe, quando tenta roubar a bolsa de uma mulher num night-club ou tenta penhorar sua máquina de escrever para conseguir bebidas. FARRAPO HUMANO é o maior impacto que o cinema teve na abordagem na dipsomania, ou da degradação humana que o diretor Wilder voltaria a tratar em “Crepúsculo dos Deuses” (1950) e “A Montanha dos Sete Abutres” (1951). Curiosidades sobre este grande clássico para leitura e apreciação:
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A Revolta dos Escravos (1960): Rhonda Fleming Em Uma Versão Peplum da Obra Literária do Cardeal Nicholas Wiseman.
(Matéria Inédita)
Baseado no romance “Fabíola” (também intitulado “A Igreja das Catacumbas”) publicado em 1854 pelo Cardeal inglês Nicholas Wiseman (1802-1865), surge em 1960 A REVOLTA DOS ESCRAVOS (La Rivolta Degli Schiavi), terceira adaptação cinematográfica do livro anteriormente levado as telas em 1918 e 1949. A versão aqui presente foi dirigida na Itália por Nunzio Malasomma (1894-1974) e aproveitando o modismo dos épicos “Peplums” (ou “Espadas & Sandálias), a produção aproveitou tudo que poderia ter direito, com sangue, suor, e músculos. A estrela da fita é a belíssima hollywoodiana Rhonda Fleming, que interpreta Cláudia, uma dama da aristocracia romana que enfrenta o poder do Imperador Maximiniano (Dario Moreno, 1921-1968) junto com seu amado Víbio (Lang Jeffries, 1930-1987), outrora seu escravo, que passa a liderar uma rebelião de escravos cristãos para tentar salvar a vida daqueles prestes a morrer no Coliseu. Víbio e Cláudia recebem a ajuda do oficial romano Sebastião (Ettore Manni, 1927-1979) e de Agnes (Wandisa Guida), ambos cristãos que estão prestes a dar suas vidas em nome da fé. Um espetáculo onde a grandiosidade e o uso da força bruta são méritos maiores do que atentar para uma história de cunho religioso, em uma adaptação livre do livro de Wiseman. Resenha e curiosidades sobre o filme segue neste texto, para leitura e apreciação -
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Batman, o Homem Morcego (1966): O Escapismo e a Diversão em uma Obra Cinematográfica Adaptada da Série de TV.
(MATÉRIA INÉDITA).

BATMAN, O HOMEM MORCEGO (Batman), produzido em 1966, é um longa-metragem planejado justamente para anteceder a famosa série de TV (1966-1968), que fez muito sucesso na década de 1960. Como não deu tempo, o filme foi lançado no final da primeira temporada para atrair o público de outros países e vender mundialmente a série. Dirigido por Leslie H. Martinson (1915-2016), a fita traz todos os ingredientes que se tornaram características na telinha, como o Bat-Móvel, a Bat-Lancha, o Bat-Cóptero, e as famosas lutas cheias de onomatopeias, onde os quatro arqui-inimigos do herói unem forças para dominar o mundo: A Mulher Gato (Lee Meriwether), o Coringa (Cesar Romero, 1907-1994), o Pinguim (Burgess Meredith, 1907-1997), e o Charada (Frank Gorshin, 1933-2005). Batman (Adam West, 1928-2017) e Burt Ward terão que combater com todas suas forças os vilões para salvar todos os membros das Nações Unidas. Com base nos personagens dos quadrinhos de Bob Kane (1915-1998) e Bill Finger (1914-1974), BATMAN, O HOMEM MORCEGO é diversão garantida. Curiosidades e bastidores da produção para apreciação
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Sansão e Dalila (1949): A Magia em Cores e a Tradição do Espetáculo Épico Bíblico por Cecil B. DeMille.
(Matéria Inédita)

“A Bíblia sempre foi um Best-Seller ao longo dos séculos. Por que iria eu desperdiçar dois mil anos de publicidade gratuita?” – Estas foram as palavras do cineasta Cecil B. DeMille (1881-1959) em sua autobiografia, justificando suas razões de filmar histórias tiradas da bíblia. Com um registro de mais de 70 filmes em seu currículo até seu falecimento em 1959, SANSÃO E DALILA (Samson and Delilah, 1949) foi sua antepenúltima obra a seguir a tradição “demilleana” do superespetáculo épico (três milhões de dólares em orçamento, 600 extras), e juntamente com “Quo Vadis” (de Mervyn LeRoy, 1951), da Metro, e “Davi e Betsabá” (David and Bathsheba, de Henry King, 1951) da Fox, trouxe o gênero épico de volta a Hollywood no pós-Guerra. Nas bilheterias, SANSÃO E DALILA arrecadou onze milhões e meio de dólares – uma fortuna para a época. E na distribuição dos prêmios da Academia de Hollywood, em 1950, o filme conquistou os Oscars de melhor cenografia em cores e melhor vestuário em cores. Ao lado de “O Maior Espetáculo da Terra” (1952) e “Os Dez Mandamentos” (1956), SANSÃO E DALILA despontou como um dos trabalhos mais populares da fase sonora da extensa carreira de Cecil B. DeMille, trazendo Victor Mature (1913-199) como o herói Sansão, e a austríaca Hedy Lamarr (1914-2000) como a insinuante Dalila. Muitas críticas foram feitas pelo excesso de colorido na superprodução, mas isto era um recurso que o cineasta programava para realçar o espetáculo, se tornando um registro indelével de um tempo quando o cinema não era apenas comercial ou espetacular, mas era a arte somada à diversão. Para leitura e apreciação
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