Profile cover photo
Profile photo
Paulo Telles
108 followers -
Amante do Cinema Antigo e pesquisador da Sétima Arte. Radialista e Locutor -Reg. Profissional: DRT-21959/RJ
Amante do Cinema Antigo e pesquisador da Sétima Arte. Radialista e Locutor -Reg. Profissional: DRT-21959/RJ

108 followers
About
Paulo's posts

Post has attachment
BLOG FILMES ANTIGOS CLUB – A NOSTALGIA DO CINEMA
(Matéria Inédita)
O Maior Espetáculo da Terra (1952): A Arte Cinematográfica e o Espetáculo de Cecil B. DeMille.

O nome de Cecil B. DeMille (1881-1959) ficou para sempre na história da Sétima Arte como sinônimo de superprodução e grandes espetáculos. Mas em 1952, o veterano cineasta de 71 anos não pensava em se aposentar (e dirigia desde 1913, ainda na fase silent do cinema) e resolveu produzir e dirigir O MAIOR ESPETÁCULO DA TERRA (The Greatest Show On Earth, 1952). Para isso, ele teve que contar com a participação de vários artistas de circo dos Estados Unidos, e a Paramount (a produtora da película) comprou pelo valor de 250 mil dólares o uso da marca da Ringling Brothers and Barnum & Bailey, a ser utilizado em toda a produção. O Ringling Brothers and Barnum & Bailey era considerado na época não somente o mais famoso e popular circo da América, mas também de todo mundo. Em 152 minutos de projeção, esta penúltima obra de DeMille conta os conflitos paralelos do jovem administrador do circo (vivido por Charlton Heston, em seu segundo filme em Hollywood) com sua namorada, a trapezista Holly (Betty Hutton), que apesar de ama-lo, se sente atraída por um colega de trapézio, o “Grande Sebastian” (Cornel Wilde) – e também do palhaço Buttons (James Stewart), outrora um médico que matou sua esposa em estado terminal pelo crime de eutanásia, e que se infiltrou no picadeiro para fugir da Lei. O MAIOR ESPETÁCULO DA TERRA foi o grande marco da carreira do diretor Cecil B. DeMille, pois sua obra acabou arrebatando o Oscar de melhor filme e de melhor argumento de 1952. O cineasta ainda ganhou pelo seu trabalho o prêmio Irving Thalberg. Um toque de arte cinematográfica com junção de espetáculo e divertimento assinado por um dos grandes autores da Sétima Arte, com estilo único e inconfundível desse grande diretor. Para conhecer mais sobre a produção do filme, a matéria esta a disposição para leitura e apreciação

Post has attachment
BLOG FILMES ANTIGOS CLUB – A NOSTALGIA DO CINEMA
(MATÉRIA INÉDITA)
A Um Passo da Eternidade (1953): Consciência e Integridade na Obra Ousada de Fred Zinnemann.

Em 1953, o cineasta Fred Zinnemann (1907-1997) realizou uma de suas obras mais ousadas e geniais que pertencem a sua competente filmografia: A UM PASSO DA ETERNIDADE (From Here to Eternity). O diretor teve diversas dificuldades de levar para as telas o volumoso livro de James Jones (1921-1977). Para começar, bateu de frente inúmeras vezes com o chefão da Columbia, Harry Cohn (1891-1958), por divergências com a escolha do elenco. Depois, a árdua e difícil tarefa de adaptar o romance de Jones, cercado de linguagem pesada e de situações extremas de violência e sexo, muito bem elaborado pela colaboração do roteirista Daniel Taradash (1913-2003). Com tudo acertado, o filme foi rodado em apenas 41 dias de filmagem, sendo que um destes dias foi dedicado apenas para a mais ousada sequencia da fita: a ardente cena de amor entre o Sargento Warden (Burt Lancaster) e Karen Holmes (Deborah Kerr) na praia. Montgomery Clift (1920-1966) é o soldado Robert Prewitt, que é atormentado pelos seus colegas de farda por não querer integrar a equipe de boxe do pelotão, mas sua integridade e consciência o fazem seguir adiante sem se importar com o bullyng. Frank Sinatra, cuja carreira estava no ostracismo e em franco declínio, se submeteu a um teste para o papel do soldado Maggio, melhor amigo de Prewitt, que como este, também não tem melhor sorte, entretanto o cantor arrebatou um Oscar de melhor ator coadjuvante pelo papel e reabilitou sua carreira. A UM PASSO DA ETERNIDADE ganhou ao todo 8 (oito) Oscars, inclusive o de melhor filme de 1953. Para conhecer mais sobre o que andou por trás desta produção, acesse para apreciação e leitura.

Post has attachment
BLOG FILMES ANTIGOS CLUB – A NOSTALGIA DO CINEMA
A Felicidade Não Se Compra (1946): O Espírito Natalino de Frank Capra.

Há 70 anos atrás, quando foi realizado A FELICIDADE NÃO SE COMPRA (It's a Wonderful Life, 1946) não haviam muitas produções (ou quase nenhuma) sobre o Natal. O diretor Frank Capra (1899-1991) realizou esta fascinante fábula que tem como tema o espírito natalino e a importância de cada ser humano na vida das pessoas. É a história de George Bailey (James Stewart, 1908-1997, em seu primeiro filme depois de retornar da II Guerra), um “boa-praça”, que cativa com seu carisma e altruísmo todas as pessoas de uma pequena cidade. Benfeitor para com os amigos e vizinhos, ele tem uma provação pela frente, quando é confrontado pelo Sr. Potter (Lionel Barrymore, 1878-1954), homem rico e avarento, que mesmo preso à uma cadeira de rodas, quer prejudicar a Bailey e a sua família. Não vendo saída, George recorre ao suicídio, mas é salvo por seu anjo, que explica a ele a importância que ele tem na vida das pessoas que o cercam e que ele ajudou, e a importância na vida da esposa Mary (Donna Reed, 1921-1986), sua cúmplice nos bons gestos, e de seus filhos. Apesar do fracasso nas bilheterias, A FELICIDADE NÃO SE COMPRA concorreu aos Oscars de melhor filme, diretor (Capra), ator (James Stewart) e montagem (William Hornbeck, 1901-1983), contudo acabou se tornando um clássico, reprisado inúmeras vezes pela televisão em época de Natal, se tornando o filme favorito de seu criador, o cineasta Frank Capra.

Post has attachment

Post has attachment
BLOG FILMES ANTIGOS CLUB – A NOSTALGIA DO CINEMA
(Resenha Inédita)
AMARGA ESPERANÇA (1948): Nicholas Ray estreia em sua quintessência cinematográfica.

AMARGA ESPERANÇA (They Live By Night) foi o filme de estreia do diretor Nicholas Ray (1911-1979), considerado uma de suas maiores obras primas, que juntamente com JUVENTUDE TRANSVIADA (outra fita do diretor, de 1955) figura como um de seus grandes sucessos. Rodado em apenas sete semanas e com baixo orçamento, esta fita de estreia de Ray se tornou com o tempo obra revisitada por grandes críticos, que concederam a honra de torna-lo um clássico de primeira grandeza. A História de amor (ou de fuga) de dois jovens namorados a margem da sociedade (vividos por Farley Granger e Cathy O’ Donnell), que enfrentam o mundo ao seu modo e estão fugindo da lei. A Partir desta obra, Ray condicionou uma característica marcante em seus trabalhos, com a defesa da juventude desajustada e a convicção que nesta vida o amor e o lirismo são impossíveis. Assim é o cinema de Nicholas Ray. Assim é AMARGA ESPERANÇA.

Post has attachment
BLOG FILMES ANTIGOS CLUB – A NOSTALGIA DO CINEMA
(Resenha Inédita)
AS SETE CARAS DO DR LAO (1964): Fantasia com Mistura de Faroeste, e Tony Randall em Sete Papéis.

Com a proximidade do dia das crianças, o editor recorda um filme infantil, que mistura fantasia com Velho Oeste, e ainda tem uma fantástica sétupla atuação de Tony Randall (1920-2004), que personifica sete personagens. AS SETE CARAS DO DR. LAO (7 Faces of Dr. Lao), dirigido por George Pal (1908-1980), produzido em 1964, conta a história de um estranho e místico mágico chinês de sete milênios, que chega a um pequeno vilarejo do Velho Oeste americano com seu circo que tem como atrações: A Medusa, Merlin-O Mago, Pan- O Deus da Alegria, O Abominável Homem das Neves, o vidente e cego Apolonio de Tiana, e a Serpente Gigante. O Dr. Lao acaba usando seus personagens para mudar a vida das pessoas, fazendo com que vejam a verdade e com que enxerguem melhor seus problemas, induzindo cada morador do vilarejo a melhor conhecer a si mesmo. Ganhador de um Oscar especial pela maquiagem, do especialista William Tuttle (1912-2007), a fita remete boas lembranças de infância, assegurado por um bom elenco, como Barbara Eden, Arthur O’ Connell (1908-1981), John Ericson, e os ótimos coadjuvantes Royal Dano (1922-1994) e John Doucette (1921-1994). Resenha para apreciação NO BLOG.

Post has attachment
BLOG FILMES ANTIGOS CLUB - A NOSTALGIA DO CINEMA
CASA DE BAMBU (1955) : Samuel Fuller e um conto sobre Gangsters em Tóquio.

Um dos primeiros grandes espetáculos da Fox na fase inicial do CinemaScope, CASA DE BAMBU (House of Bamboo), realizado em 1955 pelo cineasta Samuel Fuller (1912-1997) traz uma história policial pitoresca e bem elaborada sobre uma organização criminosa americana que age em Tóquio, assaltando trens de carga e cometendo assassinatos. Após a morte de um soldado americano pela quadrilha, o Sargento Kenner (Robert Stack, 1919-2003) é incumbido de investigar e desbaratar esta quadrilha, liderada por Sandy Dawson (Robert Ryan, 1909-1973). Contudo, para isso, Kenner precisará se passar por marginal e tentar conquistar a confiança do chefe da gang. Um dos trabalhos mais expressivos do cineasta Samuel Fuller, cheios de vícios e virtudes, próprios do gênero policial, realizado com muita competência por este grande diretor, e ainda tendo Robert Ryan em um magistral desempenho

Post has attachment
Photo

Post has attachment
BLOG FILMES ANTIGOS CLUB – A NOSTALGIA DO CINEMA
“A Maior História de Todos os Tempos” (1965): A Versão Cinematográfica do Evangelho Segundo George Stevens, e um grande elenco de Hollywood.

Em 1965, o diretor e produtor George Stevens (1904-1975) resolveu produzir uma obra cinematográfica sobre a Vida e a Paixão de Cristo intitulada A MAIOR HISTÓRIA DE TODOS OS TEMPOS (The Greatest Story Ever Told), movida por um grande elenco de astros e estrelas e que, segundo ele, seria a versão definitiva da vida de Jesus. Contudo, o investimento de mais de $20 milhões de dólares gastos em cinco anos de produção não resultou em sucesso de crítica e bilheteria, mesmo com as presenças de Max Von Sydow (como Jesus, em seu primeiro trabalho em Hollywood), Charlton Heston, Sidney Poitier, Van Heflin,Carroll Baker, e John Wayne. Mas o que poderia da de errado com tamanha superprodução de requinte e com um elenco primoroso jamais reunido em Hollywood? Simplesmente vários fatores desencadearam a falta de êxito no penúltimo filme do cineasta de “Giant” e “Shane”, inclusive seu famoso excesso de perfeccionismo. Para entender mais sobre esta produção, que mesmo atentando estas falhas vale a pena uma revisita, leia a matéria presente no blog FILMES ANTIGOS CLUB - A NOSTALGIA DO CINEMA.

Post has attachment
BLOG FILMES ANTIGOS CLUB - A NOSTALGIA DO CINEMA
BIOGRAFIA: JERRY LEWIS, O MITO VIVO DA COMÉDIA
Esta semana, Jerry Lewis, verdadeira lenda viva da comédia cinematográfica, completou 90 anos. Um dos artistas mais famosos de todos os tempos, amado por gerações, que também tem grandes fãs no Brasil, graças às exibições de seus filmes pela TV no final da década de 1970, onde uma emissora até o prestigiou com um festival dedicado a ele aos Domingos. Em homenagem a este Rei da Comédia e Gênio do Humor, o Blog FILMES ANTIGOS CLUB – A NOSTALGIA DO CINEMA – tem o prazer de fazer uma retrospectiva deste grande gênio que se notabilizou pelo estilo pastelão de se fazer rir (além disso, Lewis é ator, diretor, produtor, roteirista, cantor, e showman), e que ao longo de mais de 60 anos de carreira realizou grandes trabalhos no cinema e pela TV, embora nem sempre sua vida fosse cheia de risos. Para conhecer a vida e a obra de JERRY LEWIS, acesse ....e boa leitura!
Wait while more posts are being loaded