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Raquel Pereira
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"yes, you are on my mind now"
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Ler Opinião Completa em: http://deliriousbeautifulmind.blogspot.pt/2017/07/a-sereia-de-kiera-cass.html Este não é o meu primeiro livro de Kiera Cass e, certamente não será o último. O tópico do romance também não me é estranho, ou à autora que conquistou milhares de leitores com as dúvidas intermináveis de América Singer, no entanto, A Sereia, ao contrário de A Seleção apresenta um tom muito mais mórbido e muito mais questionável do que um grupo de raparigas que aparecem num reality show.
Em A Sereia a protagonista é uma assassina. A autora brincou com vários aspectos da mitologia no que toca às raparigas com caudas de peixe mas dois mantiveram-se incólumes: a beleza e a voz. Mas, a forma como decidiu descrever os assassinatos, os afogamentos, a própria indecisão e depressão da protagonista e das suas companheiras pareceu-me fria, egoísta e demasiado questionável para ser capaz de ver para lá disso. Não achei que foi um trabalho completo ou que deixasse a sua marca. A própria personagem de Oceano soou-me a forçada. Não consegui afundar-me no mundo de Kahlen. Não consegui ver para lá da morte e, principalmente, para a justificação dela, ou de frases como: "Apesar de Ela me aterrorizar, sinto o amor por baixo da Sua agressão". Não foi algo com o qual me conseguisse identificar. (...)

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Ler Opinião Completa em: http://deliriousbeautifulmind.blogspot.pt/2017/07/o-coracao-de-simon-contra-o-mundo-de.html O Coração de Simon Contra o Mundo, uma das novas apostas da Porto Editora e em breve uma adaptação cinematográfica, revelou-se um livro verdadeiro e profundo em mais do que um sentido, o que foi uma surpresa. Há muito tempo que não me debruçava sobre as páginas de um contemporâneo onde cada um dos intervenientes, desde os amigos ao fundo da página, aos pais, surgem como pessoas com mais do que duas camadas, com defeitos e qualidades que somos capazes de reconhecer por entre as linhas.
O título original Simon VS The Homosapien Agenda encaixa na perfeição na tonalidade do livro. A autora, Becky Albertalli fez, com Simon Spier, o leitor importar-se e tornar-se conhecedor das dificuldades ou, se não das dificuldades, das emoções pelas quais uma pessoa homosexual passa no processo de se dar a conhecer ao mundo.
Eu, como muitas outras pessoas, pois não quero acreditar que sou a única, vejo e compreendo melhor o mundo à minha volta através das páginas dos livros, se é que isso faz algum sentido e, apesar deste tema não ser nada estranho na minha vida, senti-me educada e com um maior nível de compreensão, embora como rapariga heterosexual, não seja a melhor pessoa para comentar quanto à veracidade e representação da comunidade homosexual. (...)

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Ler Opinião Completa em: http://deliriousbeautifulmind.blogspot.pt/2017/07/o-diario-de-anne-frank-de-anne-frank.html O Diário de Anne Frank não é uma leitura nova para mim. O meu exemplar está mais do que usado. Era uma leitura frequente quando era mais nova mas já se passaram anos desde a última vez que o li e, embora os pormenores continuem frescos, quis relê-lo uma vez mais. Foi uma experiência de leitura completamente diferente, infelizmente baseado em factos mais do que reais, já que fui vendo vários documentários sobre o Holocausto, Anne Frank, Otto Frank e Miep, relatos que complementaram a minha leitura, que me deram não só uma ideia do mundo exterior, como da vida daqueles que ajudaram a família Frank. Documentários que relataram o dia em que as oito pessoas que viviam no Anexo Secreto foram levadas pela SS.
Como classificar o Diário de Anne Frank? É impossível para mim dar outra classificação que não esta. O Diário de Anne Frank resulta do pensamento de uma rapariga de quinze anos (no final) que, embora quisesse ver o seu trabalho publicado, nunca teve oportunidade de o analisar completamente de forma crítica. E, embora infantil em alguns aspectos - devido à própria idade de Anne - é extremamente eloquente. Lembro-me de ficar espantada com a forma como Anne tinha a capacidade de colocar as suas opiniões de forma tão articulada no papel mas, a verdade é que Anne parecia destinada para a escrita porque, embora os seus erros gramaticais tenham sido corrigidos, não se alterou nenhum ponto do seu discurso. (...)

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Ler Opinião Completa em: http://deliriousbeautifulmind.blogspot.pt/2017/07/o-cavaleiro-da-dinamarca-de-sophia-de.html Tal como A Menina do Mar, O Cavaleiro da Dinamarca foi um, de uma lista interminável de livros de leitura obrigatória. Na escola, as aventuras do cavaleiro dinamarquês foram avaliadas ao pormenor, retirando qualquer prazer à leitura. Agora, anos mais tarde, uma maratona levou-me a relê-lo. Uma leitura de uma hora, rápida que me fez voltar atrás no tempo. Uma prosa simples, mas repleta de aventuras, tão diferente de A Menina do Mar. Posso dizer com toda a confiança que apreciei muito mais a leitura deste livro. A complexidade dentro da simplicidade - se é que tal faz sentido, - deixaram-me encantada e as histórias dentro da história levaram-me a sorrir em alguns pontos, principalmente com as aventuras de Dante no mundo para lá deste e dos portugueses que desvendavam as águas para lá da Europa. (...)

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Ler Opinião Completa em: http://deliriousbeautifulmind.blogspot.pt/2017/06/a-menina-do-mar-de-sophia-de-mello.html Fazendo parte do Plano Nacional de Leitura, A Menina do Mar foi um livro requisitado por professores e por progenitores pela sua simplicidade. Um livro perfeito para espicaçar em qualquer criança o gosto pela leitura, um livro que, mesmo com as suas míseras páginas é capaz de despertar o pensamento. Afinal, o que é a saudade? No entanto, sou a primeira a admitir que, quando escolhi A Menina do Mar para a minha leitura foi, pura e simplesmente, porque não me recordava, de todo, da história. Li e leram-me a história incontáveis vezes - na sala de aula ou em casa - mas, por alguma razão, o seu conteúdo nunca ficou comigo durante muito tempo ao contrário do que acontece com, por exemplo, O Principezinho. (...)

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Ler Opinião Completa em: http://deliriousbeautifulmind.blogspot.com.es/2017/06/a-furia-dos-reis-de-george-r-r-martin.html A Fúria dos Reis de George R. R. Martin é um livro cuja acção decorre de forma mais vagarosa. Não há uma quantidade absurda de momentos lentos mas, a verdadeira luta, a verdadeira acção, é deixada para algumas míseras páginas. Neste volume os reis multiplicam-se como a praga, havendo um em cada esquina mas, tal como nos seus livros anteriores, é fácil de seguir as motivações das personagens "mais básicas" como Robb, Stannis, Renly ou Cersei, cujas acções se baseiam apenas na ânsia de vencer ou na preocupação pelos filhos mas, as motivações dos personagens mais interessantes, como do Duende, aprofundam-se e a teia de mistérios e de lutas políticas adensa-se. (...)

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Ler Opinião Completa em: http://deliriousbeautifulmind.blogspot.pt/2017/06/se-eu-fosse-tua-de-meredith-russo.html
Se Eu Fosse Tua ou If I Was Your Girl, na versão original, de Meredith Russo é uma história comovente e, sobretudo, importante. O livro relata a história de Amanda Hardy, uma rapariga tímida, inteligente, bondosa mas marcada por acontecimentos passados, cujo nome de batismo é Andrew Hardy e que se vê forçada a deixar a sua casa para conseguir sobreviver.
Desde a primeira página que sabia do que Se Eu Fosse Tua se tratava. Não houve qualquer dúvida para mim de que queria lê-lo pois queria saber mais sobre um tema onde o meu conhecimento é quase nulo e, posso dizer que a autora fez um belíssimo trabalho ao intercalar a vida actual da Amanda com a sua vida passada e as suas experiências porque, para ser completamente honesta, era onde o meu foco de interesse residia.
Se Eu Fosse Tua contém uma grande carga de emoções. Há uma sensação de impotência, de raiva e de ternura num curto espaço de tempo. Tudo isto, acontece à medida que vamos conhecendo mais e mais da história de Amanda e, consequentemente, mais e mais do que significa a palavra "transexual". Para mim, ver a protagonista a adaptar-se ao mundo à sua volta como uma adolescente "normal", vê-la a fazer amigos e a evoluir enquanto pessoa foi uma das partes mais maravilhosas do livro. Tudo acontece ao mesmo tempo que a autora nos presenteia com flashbacks de um passado doloroso e cruel, dando-nos um ponto de partida. (...)
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