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Sírio de Andrade
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Já te amei muitas vezes mas nunca fora do quarto

Já te amei muitas vezes
E tantas vezes me esqueci de amar
Na janela que abro ao amor
Espero a brisa que passa
Que te traga por graça
Ao regaço do meu cansaço!

Já te amei muitas vezes
Mas nunca fora do quarto
Na sala não tenho janelas
Que dêem para o teu lado
Nas janelas da sala, ninguém passa
Ninguém fica, não há brisa que me sustenha…

Já te amei tantas vezes
Na solidão do meu tecto
E outras sem afecto
Sem me lembrar sequer de mim…

Já te amei muitas vezes mas nunca fora do quarto
Fora do quarto não vivo, em mim sobrevivo
Na tinta que me escorre dos dedos…

Sírio de Andrade
14/07/2017
03:02

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Bom dia a todos os que viram este desejo!
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Pesadelo!
 
Cego no errante vício caminhante,
Hirtas árvores erguidas aos céus,
Força da sorte nas tábuas cortadas,
Repouso caído, fechado por pregos,
Firmemente cravados no madeiro,
Onde o corpo do filho do homem,
Padeceu cravado por minha incúria!
Revolvo nos pés rubras folhas,
Gastas e desgastas no tempo,
Como escritas num passado,
Que se quer esquecido, apagado,
Sombras disformes, humanas,
No pesadelo assombrado do sonho,
Que um dia este mísero homem,
Ousou sonhar a felicidade!
 
Sírio Andrade®
26/08/2015
Pesadelo!
Pesadelo!
letrasjarasgadas.blogspot.be
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Confissão

Afaste de mim o gosto que eu não gosto
Acredite-me no que ainda não aposto
Encha-me o meu crescente e parco vazio
Noites sós em que de ti me distancio!

Sou apenas metade do que fui, não ligo
na perda do todo afastei de ti o perigo
crente fui eu na abnegação só amor, cego
em mim esconjuro a convicção, eu me renego!

Certezas clamaste que em ti edifico
nunca semelhantes aos atos que prático
fiz-me passar viscerais tormentos
nas palavras, carinhos e outros alentos!

deixo de mim versos escritos
de paixões, traições, e outros ditos
não espero remissão ou compaixão
na alma sei que não terei redenção!

no inferno onde resido e mantenho
sofrimento do pecado tudo o que tenho
apenas de mim, por amor a ti te peço
na verdade que hoje aqui confesso!

Ai de mim pobre e enganado pecador
prazeres da vida, fiquei com a dor
por narcisista egoísmo vi-me sofrer
a solidão que tenho até morrer!

Sírio de Andrade
Confissão
Confissão
letrasjarasgadas.blogspot.be
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Divagações noturnas
 
Entre o céu e mar,
A mesma cor, tom
Entre a tarde e a manhã
Que diferença me apraz?
As noites essas,    
-vagueio-as por entre lençóis frios e amarotados
Gemendo solitariamente sob um deito despido
- amor? Qual amor?
Nada, nem ninguém…
amor talvez seja, talvez fora
uma ardilosa forma de convénio humano
para agrado de um punhado de solitários
que como eu, sonham, anseiam
por ecos doces de vozes
das paredes despidas e gasta do tempo
de um cérebro empobrecido de emoções!
 
Entre a imobilidade da morte,
E o arrastar das perna penosamente pela vida,
-que mal fiz eu? Antes que me levem…
Onde param os prazeres momentâneos
E arrependimentos ordinários
De nem um nome saber?
- mesmo assim acácia floriu..
Como se veramente eu não contasse para nada!
 
As ruas de Lisboa por onde me arrasto
Apinhadas de gente que se cruza,
Que se empurra indiferente, que nãos e fala
Não se conhece, apenas segue como cordeiros
O movimento desordenado do rebanho…
 
O banho? Desperdício absoluto de água,
Que nem as ideias suicidas me lava…
Ainda me irei afogar nos pensamentos distantes,
E na ausência do teu nome ou na memória
Das tuas formas, esquecidas no passado…
 
Sírio de Andrade®

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Divagações noturnas
 
Entre o céu e mar,
A mesma cor, tom
Entre a tarde e a manhã
Que diferença me apraz?
As noites essas,    
-vagueio-as por entre lençóis frios e amarotados
Gemendo solitariamente sob um deito despido
- amor? Qual amor?
Nada, nem ninguém…
amor talvez seja, talvez fora
uma ardilosa forma de convénio humano
para agrado de um punhado de solitários
que como eu, sonham, anseiam
por ecos doces de vozes
das paredes despidas e gasta do tempo
de um cérebro empobrecido de emoções!
 
Entre a imobilidade da morte,
E o arrastar das perna penosamente pela vida,
-que mal fiz eu? Antes que me levem…
Onde param os prazeres momentâneos
E arrependimentos ordinários
De nem um nome saber?
- mesmo assim acácia floriu..
Como se veramente eu não contasse para nada!
 
As ruas de Lisboa por onde me arrasto
Apinhadas de gente que se cruza,
Que se empurra indiferente, que nãos e fala
Não se conhece, apenas segue como cordeiros
O movimento desordenado do rebanho…
 
O banho? Desperdício absoluto de água,
Que nem as ideias suicidas me lava…
Ainda me irei afogar nos pensamentos distantes,
E na ausência do teu nome ou na memória
Das tuas formas, esquecidas no passado…
 
Sírio de Andrade®
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Não me seduzas…
 
“Procuro conter o pouco amor que tenho,
Desiludes-me por não saberes amar,
Amar, não é corpo, não é palavra, não é!”
 
Amar não é a busca desenfreada por mais uma presa
Um pouco de carne desnuda no horizonte da imaginação,
Amar, não é tesão satisfeito com a irmã da direita,
Amar, não é sedução fingindo ser outro estafermo,
Amar, não é enganar sofrido coração ainda dorido,
Amar, não é o eu da questão…
Amar, não são palavras distantes,
Não são viveres diferentes,
Não são corpos presentes num ecrã
Não são ilusões vendida por um amanhã…
Amar é dar, é não enganar, é olhar,
É entregar o corpo, a quem nos possui a alma…
 
As noites podem ser frias, solitárias,
Mas ficaram mais frias, mais solitárias
Quando acordares da ilusão…
 
Sírio de Andrade
27/05/2016
20:35

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Não me seduzas…
 
“Procuro conter o pouco amor que tenho,
Desiludes-me por não saberes amar,
Amar, não é corpo, não é palavra, não é!”
 
Amar não é a busca desenfreada por mais uma presa
Um pouco de carne desnuda no horizonte da imaginação,
Amar, não é tesão satisfeito com a irmã da direita,
Amar, não é sedução fingindo ser outro estafermo,
Amar, não é enganar sofrido coração ainda dorido,
Amar, não é o eu da questão…
Amar, não são palavras distantes,
Não são viveres diferentes,
Não são corpos presentes num ecrã
Não são ilusões vendida por um amanhã…
Amar é dar, é não enganar, é olhar,
É entregar o corpo, a quem nos possui a alma…
 
As noites podem ser frias, solitárias,
Mas ficaram mais frias, mais solitárias
Quando acordares da ilusão…
 
Sírio de Andrade
27/05/2016
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