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Sírio de Andrade
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Divagações noturnas
 
Entre o céu e mar,
A mesma cor, tom
Entre a tarde e a manhã
Que diferença me apraz?
As noites essas,    
-vagueio-as por entre lençóis frios e amarotados
Gemendo solitariamente sob um deito despido
- amor? Qual amor?
Nada, nem ninguém…
amor talvez seja, talvez fora
uma ardilosa forma de convénio humano
para agrado de um punhado de solitários
que como eu, sonham, anseiam
por ecos doces de vozes
das paredes despidas e gasta do tempo
de um cérebro empobrecido de emoções!
 
Entre a imobilidade da morte,
E o arrastar das perna penosamente pela vida,
-que mal fiz eu? Antes que me levem…
Onde param os prazeres momentâneos
E arrependimentos ordinários
De nem um nome saber?
- mesmo assim acácia floriu..
Como se veramente eu não contasse para nada!
 
As ruas de Lisboa por onde me arrasto
Apinhadas de gente que se cruza,
Que se empurra indiferente, que nãos e fala
Não se conhece, apenas segue como cordeiros
O movimento desordenado do rebanho…
 
O banho? Desperdício absoluto de água,
Que nem as ideias suicidas me lava…
Ainda me irei afogar nos pensamentos distantes,
E na ausência do teu nome ou na memória
Das tuas formas, esquecidas no passado…
 
Sírio de Andrade®

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Divagações noturnas
 
Entre o céu e mar,
A mesma cor, tom
Entre a tarde e a manhã
Que diferença me apraz?
As noites essas,    
-vagueio-as por entre lençóis frios e amarotados
Gemendo solitariamente sob um deito despido
- amor? Qual amor?
Nada, nem ninguém…
amor talvez seja, talvez fora
uma ardilosa forma de convénio humano
para agrado de um punhado de solitários
que como eu, sonham, anseiam
por ecos doces de vozes
das paredes despidas e gasta do tempo
de um cérebro empobrecido de emoções!
 
Entre a imobilidade da morte,
E o arrastar das perna penosamente pela vida,
-que mal fiz eu? Antes que me levem…
Onde param os prazeres momentâneos
E arrependimentos ordinários
De nem um nome saber?
- mesmo assim acácia floriu..
Como se veramente eu não contasse para nada!
 
As ruas de Lisboa por onde me arrasto
Apinhadas de gente que se cruza,
Que se empurra indiferente, que nãos e fala
Não se conhece, apenas segue como cordeiros
O movimento desordenado do rebanho…
 
O banho? Desperdício absoluto de água,
Que nem as ideias suicidas me lava…
Ainda me irei afogar nos pensamentos distantes,
E na ausência do teu nome ou na memória
Das tuas formas, esquecidas no passado…
 
Sírio de Andrade®

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Divagações noturnas
 
Entre o céu e mar,
A mesma cor, tom
Entre a tarde e a manhã
Que diferença me apraz?
As noites essas,    
-vagueio-as por entre lençóis frios e amarotados
Gemendo solitariamente sob um deito despido
- amor? Qual amor?
Nada, nem ninguém…
amor talvez seja, talvez fora
uma ardilosa forma de convénio humano
para agrado de um punhado de solitários
que como eu, sonham, anseiam
por ecos doces de vozes
das paredes despidas e gasta do tempo
de um cérebro empobrecido de emoções!
 
Entre a imobilidade da morte,
E o arrastar das perna penosamente pela vida,
-que mal fiz eu? Antes que me levem…
Onde param os prazeres momentâneos
E arrependimentos ordinários
De nem um nome saber?
- mesmo assim acácia floriu..
Como se veramente eu não contasse para nada!
 
As ruas de Lisboa por onde me arrasto
Apinhadas de gente que se cruza,
Que se empurra indiferente, que nãos e fala
Não se conhece, apenas segue como cordeiros
O movimento desordenado do rebanho…
 
O banho? Desperdício absoluto de água,
Que nem as ideias suicidas me lava…
Ainda me irei afogar nos pensamentos distantes,
E na ausência do teu nome ou na memória
Das tuas formas, esquecidas no passado…
 
Sírio de Andrade®

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Não me seduzas…
 
“Procuro conter o pouco amor que tenho,
Desiludes-me por não saberes amar,
Amar, não é corpo, não é palavra, não é!”
 
Amar não é a busca desenfreada por mais uma presa
Um pouco de carne desnuda no horizonte da imaginação,
Amar, não é tesão satisfeito com a irmã da direita,
Amar, não é sedução fingindo ser outro estafermo,
Amar, não é enganar sofrido coração ainda dorido,
Amar, não é o eu da questão…
Amar, não são palavras distantes,
Não são viveres diferentes,
Não são corpos presentes num ecrã
Não são ilusões vendida por um amanhã…
Amar é dar, é não enganar, é olhar,
É entregar o corpo, a quem nos possui a alma…
 
As noites podem ser frias, solitárias,
Mas ficaram mais frias, mais solitárias
Quando acordares da ilusão…
 
Sírio de Andrade
27/05/2016
20:35

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Não me seduzas…
 
“Procuro conter o pouco amor que tenho,
Desiludes-me por não saberes amar,
Amar, não é corpo, não é palavra, não é!”
 
Amar não é a busca desenfreada por mais uma presa
Um pouco de carne desnuda no horizonte da imaginação,
Amar, não é tesão satisfeito com a irmã da direita,
Amar, não é sedução fingindo ser outro estafermo,
Amar, não é enganar sofrido coração ainda dorido,
Amar, não é o eu da questão…
Amar, não são palavras distantes,
Não são viveres diferentes,
Não são corpos presentes num ecrã
Não são ilusões vendida por um amanhã…
Amar é dar, é não enganar, é olhar,
É entregar o corpo, a quem nos possui a alma…
 
As noites podem ser frias, solitárias,
Mas ficaram mais frias, mais solitárias
Quando acordares da ilusão…
 
Sírio de Andrade
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Não me seduzas…
 
“Procuro conter o pouco amor que tenho,
Desiludes-me por não saberes amar,
Amar, não é corpo, não é palavra, não é!”
 
Amar não é a busca desenfreada por mais uma presa
Um pouco de carne desnuda no horizonte da imaginação,
Amar, não é tesão satisfeito com a irmã da direita,
Amar, não é sedução fingindo ser outro estafermo,
Amar, não é enganar sofrido coração ainda dorido,
Amar, não é o eu da questão…
Amar, não são palavras distantes,
Não são viveres diferentes,
Não são corpos presentes num ecrã
Não são ilusões vendida por um amanhã…
Amar é dar, é não enganar, é olhar,
É entregar o corpo, a quem nos possui a alma…
 
As noites podem ser frias, solitárias,
Mas ficaram mais frias, mais solitárias
Quando acordares da ilusão…
 
Sírio de Andrade
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Não me seduzas…
 
“Procuro conter o pouco amor que tenho,
Desiludes-me por não saberes amar,
Amar, não é corpo, não é palavra, não é!”
 
Amar não é a busca desenfreada por mais uma presa
Um pouco de carne desnuda no horizonte da imaginação,
Amar, não é tesão satisfeito com a irmã da direita,
Amar, não é sedução fingindo ser outro estafermo,
Amar, não é enganar sofrido coração ainda dorido,
Amar, não é o eu da questão…
Amar, não são palavras distantes,
Não são viveres diferentes,
Não são corpos presentes num ecrã
Não são ilusões vendida por um amanhã…
Amar é dar, é não enganar, é olhar,
É entregar o corpo, a quem nos possui a alma…
 
As noites podem ser frias, solitárias,
Mas ficaram mais frias, mais solitárias
Quando acordares da ilusão…
 
Sírio de Andrade
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Momentos de outra vida VI

Louco seria se te esperasse na crença de que os sentidos, não se negariam aceitar a evidência da tua alma… - Na realidade Amas-me, mesmo que no teu íntimo o negues a ti própria. Escuta o desejo ardente de teu corpo, o grito da tua alma, o calor de teu rosto ao sentir-me, ao cuidar de me recordares em ti.
Recorda as horas profanas no nosso primeiro desejo, ante da visão, ante da voz, ante do toque, as palavras que te incendiaram sem que eu falasse, sem que eu me insinuasse num gemido, na estravagância de apenas me imaginares em ti.
Nome gemido no eco da aura, na paixão solene, ardor devorador do húmido desejo, que te dilacera o corpo, apenas restituída à vida, nos amplos movimentos te levam ao êxtase…
-Ah, se fosse possível, prolongar, e desejar que o momento existisse num tempo de sempre!..
 
Sírio de Andrade®
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