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João Manuel Ribeiro
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Quanto mais poético, mais verdadeiro! (Novalis)
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Apaixão de ser leitor!: A Revista do Expresso de 28 de abril passado dá-nos a conhecer o escritor, tradutor e editor  Alberto Manguel (1948), nascido na Argentina, sendo hoje cidadão canadiano, apesar de ter passado a infância em Israel, estudado na Argentina, vivido no interior da França de ser, atualmente, o diretor da Biblioteca Nacional da Argentina, numa soberba entrevista conduzida por Luciana Leiderfarb, significativamente intitulada A verdadeira casa de papel se preferirmos o titulo da capa ou A sociedade anestesiou-nos se optarmos pelo título do interior. Trata-se, com efeito, de uma entrevista que vale a pena ler e reler, pela profundidade, pelo conhecimento que revela da literatura e do facto literário e, ainda, pela amplitude que possibilita e propõe, surpreendendo a cada afirmação ou tema abordado.A mim, impressionou-me sobremaneira a decisão de viver entre os livros e não a de ser escritor: Tentei sê-lo, mas rapidamente percebi que não escreveria nada que se comparasse com os textos que admirava. Disse a mim mesmo que não tinha necessidade de ser escritor, que podia ser leitor.Um escritor aleatório, um leitor essencial… sugere a entrevistadora, ao que Manguel responde lapidarmente: Totalmente. Se não se escrevesse mais nada, o que está até agora publicado bastaria para uma eternidade.Esta é uma perspetiva que pode funda(menta)r o gosto e a paixão de muitas pessoas pela leitura e não pela escrita e talvez imponha a alguns escritores a humildade de se tornarem leitores do que outros escreve(ra)m ou do bom que está escrito.Vale a pena (re)ler! http://dlvr.it/QTBRwq
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Poema(s) sobre poesia 4:  A OUTRA POESIA É tão fácil dizer que saem dos olhos das mulheres andorinhas verdesou chamar à lua a caveira voada da flâmula dum navio pirata! Mas a outra poesia - onde está? A poesia que transforma de repente a música em lâminapara romper a noite até à solidão dos archotesque escurecem mais e maiseste abismo absurdosem astros de céu vivoonde as pedras apodreceme as andorinhas verdes não saem dos olhos das mulheres? Mas a outra poesia - onde está? Essa esperança convictade teimar na certeza do nadacom explicações de papoilase esqueletos a abraçarem-seno amor final já sem sentido de bandeiras? Sim. Onde está? Que palavra abrepara além da luz secretaque os dedos dos mortos acendem no perfume das flores? Sim. Onde está? - Poesia de rasgar pedras.Poesia da solidão vencida.Poesia das pombas assassinadas.Poesia dos homens sem morte. José Gomes Ferreira (Eléctrico, 1943, 1944, 1945) http://dlvr.it/QSyL0S
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Sugestão de Leitura - As piores crianças do mundo!: O que fará com que algumas crianças sejam as piores do mundo?David Walliams não tem medo de identificar algumas características que podem tornar algumas crianças as piores do mundo. Como Sofia Sofá, uma superviciada em televisão, tão colada ao sofá que quase se confunde com ele. Como João Babão, um rapaz cuja baba o mete em sarilhos tremendos numa simples visita de estudo. Ou como Fiona, a Chorona, uma irmã mais velha que só sabe berrar! Assim juntas, estas crianças parecem fazer adivinhar confusões e trapalhadas! E que bem que nos são descritas e apresentadas estas histórias de vida que, bem vistas as coisas, tornam estas crianças (e todas as crianças) irreverentes, impertinentes, mas nem por isso as piores do mundo!Este livro ajuda-nos a compreender como exagerar (hiperbolizar) e generalizar é sempre perigoso e nunca diz o que uma pessoa (no caso, uma(s) criança(s)) é (são), correndo-se mesmo o risco de separar e discriminar a diferença. Por outro lado, estas histórias, pelo modo como estão narradas e “apanham” o cómico das personagens constituem-se como um hino ou elogio à (boa) rebeldia e uma crítica divertida, mas mordaz, aos comportamentos morais (sejam eles de que tipo forem). Um livro para desempoeirar a cabeça e desarmar atitudes…Uma boa nota para as ilustrações fabulosas de Tony Ross. http://dlvr.it/QSYfG3
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O Passaporte: Um dia foi a minha vez de ir a Paris. Foi necessário um passaporte. Pediram a minha profissão. Fiquei atrapalhado! Pensei um pouco para responder verdade e disse a verdade: Poeta!Não aceitaram.Também pediram o meu estado. Fiquei atrapalhado. Pensei um pouco para responder verdade e disse a verdade: Menino!Também não aceitaram.E para ter o passaporte tive de dizer o que era necessário para ter o passaporte, isto é – uma profissão que houvesse e um estado que houvesse! Almada Negreiros (Obras Completas, Vol. I – Poesia. Lisboa: Imprensa Nacional Casa da Moeda). http://dlvr.it/QSCJm8
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Poema(s) sobre Poesia - 2: A poesia = ao que é +o que não é Sendo o que é +o seu contrário Número ambivalentenegado e positivopostodos dois lados do zeroela se devorae crescem em dois sentidosmúltipla de si mesmairracional mas demonstrávelracional mas indemonstrávelquimicamente purae carregada de fermentaçõesrepetida sem limitenos espelhos opostospara exaurir a almaque o mundo não dominae atenta sempre à mesmaunidade do universo Sophia de Mello Breyner Andresen (geografia) http://dlvr.it/QRQMV3
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Poeta:   O poetadeclina toda a responsabilidadena marcha do mundo capitalistae com suas palavras, intuições, símbolos e outras armaspromete ajudara destruí-locomo uma pedreira, uma floresta,um verme. Carlos Drumond de Andrade (Antologia Poética, 2003. Lisboa: Círculo de Leitores, p.158) http://dlvr.it/QQfWmD
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ANDANÇAS DO POETA
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andancasdopoeta.blogspot.com
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