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Segunda Vez
uma distopia lisboeta
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6/13 P’TIT QUINQUIN (2014). O realizador Bruno Dumont, habitué de cenários místicos e desolados, dá um passo em direcção ao burlesco macabro com esta mini-série de 4 episódios passada no Norte de França. A adolescência em bruto, longe dos corredores da escola, é o guia para um universo simultaneamente hiper-realista e surrealista, reverso da ruralidade idealizada e espelho da desagregação contemporânea. "On est au cœur du mal."

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6/13 MAD MAX 2 (1981). Poucas vezes uma sequela introduz um universo mais marcante do que o original: o segundo capítulo da saga fixa os cânones contemporâneos do filme pós-apocalíptico. Por entre o caos pós-nuclear e a aparição dos novos bárbaros, George Miller conjuga a decepção niilista de um no man’s land com o lado espectacular do filme de acção. Escassos diálogos e uma montagem frenética como epílogo da renovação da linguagem cinematográfica.

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6/13 DO ANDROIDS DREAM OF ELECTRIC SHEEP? / SERÁ QUE OS ANDROIDES SONHAM COM OVELHAS ELÉTRICAS?, de Philip K. Dick (1968). Com o planeta a apodrecer, o Eldorado está nas colónias espaciais. Na Terra, os humanos querem defender-se dos simulacros que criaram, novos escravos desprovidos de empatia. Rick Deckard, o exterminador de androides, não é o anti-herói romântico que encontramos no filme "Blade Runner" mas um modelo avançado do fim da humanidade.
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5/13 Corinne Marchand, "Sans toi"

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5/13 MISFITS (2009-2013). Cinco jovens têm de cumprir serviço à comunidade por actos de pequena delinquência quando uma tempestade eléctrica lhes confere inexplicáveis superpoderes. Pérolas a porcos: que uso vão fazer os marginais desses dons? Engraçadíssima e envolvente, a história revela as desigualdades da sociedade inglesa em pano de fundo. "You lot, superheroes? No offence, but in what kind of fucked-up world would that be allowed to happen?"

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5/13 STALKER (1979). A Zona é uma área circunscrita onde o mundo acabou, e de que circulam mil rumores. Ninguém tem o direito de se aventurar por essas terras consideradas perigosas e proibidas pela polícia. Mas a atracção pelo risco é mais forte, e há passantes – os “stalkers” – que proporcionam viagens clandestinas. Andrei Tarkovski oferece uma visão mística do apocalipse, feita de expectativa e mal-estar.

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5/13 A CLOCKWORK ORANGE / A LARANJA MECÂNICA, de Anthony Burgess (1962). O filme de Kubrick popularizou este retrato vertiginoso de uma sociedade cínica e sem piedade, que conhece a vingança como única lei. À violência lúdica e gratuita opõem-se terrificantes modalidades científicas de controlo e punição. O estilo inovador, que antecipa a linguagem contemporânea, ainda consegue surpreender.
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4/14 Marvin Gaye, "Stubborn kind of fellow"

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4/13 THE WIRE (2002-2008). Nas ruas de Baltimore, dealers e polícias lutam pelo território, num confronto físico e tecnológico. As instituições mais diversas jogam um xadrez cínico que condiciona a vida de toda a gente e decide do futuro dos mais jovens. A quarta temporada segue um grupo de miúdos na escola pública, e de repente somos nós. “Trick them into thinking they aren't learning, and they do.”

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4/13 SOYLENT GREEN (1973). Gente a mais, emprego a menos, escassez de recursos, penúria alimentar. O filme de Richard Fleischer imagina um século XXI de sobrevivência, mas em que uma minoria vive no luxo, e pergunta até onde podemos ir face à perda de equilíbrio. Ainda não chegámos lá, mas aquela nostalgia do passado já não nos é de todo estranha.
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