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Will Dávila
Administrador do Saint Seiya Alfa, blogueiro, otaku, potterhead, desenhista nas horas vagas, pernambucano com orgulho e apaixonado pela vida
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Chegou hoje essa delícia aqui em casa!!! Harry Potter e a Pedra Filosofal Edição Ilustrada! Um para mim e outro para o meu namorido, para acompanharmos juntinhos, agora em grande estilo, a saga do Menino que Sobreviveu!
Destaque para nossa coleção de A Pedra Filosofal... --
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06/07/16
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🌈 Feliz Dia Internacional do Orgulho LGBT!!!!!!! 🌈

🌈 Apenas lembrando, que no dia 28 de Junho de 1969, um grupo de gays afeminados, pintosos e maravilhosos juntos com as travestis mais corajosas da história, começaram as manifestações no bar Stonewall, depois de cansarem de tanto serem humilhados e espancados pela polícia. Hoje devemos parabenizar também os LGBTs que sempre dão a cara a tapa, sendo quem eles realmente são nas ruas, ou em casa, ou trabalho, porquê foi graças a eles que conseguimos chegar tão longe, pois se dependesse do "gay machinho que vive trancado no armário" ainda estaríamos sendo espancados e sem nenhum direito de voz. 🌈

#LoveWins #LGBT #Pride #OrgulhoGay #‎VaiTerRespeitoSim
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Ele dormiu no calor dos meus braços, e eu acordei sem saber se era um sonho... ♫♪
+Jhonny Mantovani
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Ler todos os volumes das Brumas de Avalon esperando ver Galahad/Lancelote pegar o Arthur... é frustrante... Deveria ter apenas um livro contado pelo ponto de vista de Lancelote... ><'

"A princípio, ficara apenas inebriada pela sua beleza morena, pela graça do corpo. Agora, via os detalhes: a sombra da barba que começava a despontar do queixo - ele não tivera tempo, ou não quisera, de barbear-se à maneira romana; as mãos longas, bem-feitas, destinadas às cordas da harpa ou às armas, calejadas nas palmas e na parte interna dos dedos, mais na direita do que na esquerda. Havia uma pequena cicatriz no antebraço, um fio esbranquiçado que parecia estar ali havia muitos anos, e uma outra, em forma de crescente, na face esquerda. Seus cílios eram longos como os de uma moça. Não tinha, porém, o ar andrógino de menino-menina de muitos rapazes na pubescência: era como um garanhão novo. Parecia a Morgana jamais ter visto uma criatura tão masculina."

(Morgana sobre seu primo Galahad/Lancelote - A Senhora da Magia, capítulo 12, página 162.)
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Apenas se disponha a ler se você quiser encarar 27 páginas bem interessantes (escritas por mim) voltadas aos LGBTs, aos pais e mães, aos amigos, e enfim, voltadas ao mundo:

Depois da Tempestade (vem o arco-íris)

- Sobrevivendo - (Introdução)

Lembro-me que quando eu tinha apenas 5 anos de idade, na escolinha do bairro, havia um garoto. Ele não era meu amigo, eu nunca gostei de fazer amizades e desde muito novo me privava do mundo. Bem, mas tinha esse garoto, que tinha a mesma idade que eu na época, e ele chamava a minha atenção, me distraia e eu me perdia olhando para ele. As meninas mais velhas das classes mais avançadas me pediam um beijo na bochecha, me provocavam, tentavam chamar a minha atenção, mas elas eram para mim apenas parte do cenário, e nada impedia que meu olhar se atraísse por aquele garoto.

O termo homossexual era algo desconhecido para mim na época, e eu só vim descobrir mais de 10 anos depois o motivo daquele garoto me atrair tanto e as meninas não.
Hoje sou assumido, minha família me aceitou, mas não me aprovaram por completo. Não é fácil para eles, assim como durante tantos anos não foi fácil para mim, e ainda não é. Quando perdemos a vergonha de nos aceitarmos gays, e o medo de se assumir para a família e amigos, o que nos resta é um medo constante da violência que o preconceito cria na sociedade atual.
São tantos desafios que acabamos desistindo de ser quem realmente somos nos primeiros degraus, sem nenhuma esperança de um dia chegar ao topo. Parar de mentir, ter alguém para amar, formar uma família, ser feliz. Acredito que esses sejam os desejos de muitas pessoas, sejam elas heterossexuais, homossexuais, bissexuais, transexuais, brancos, negros, mamelucos, cafuzos, portadores de alguma deficiência, religiosos ou não religiosos. Esse é o instinto do ser humano, buscar a felicidade. Então porque a felicidade é mais difícil de ser alcançada pelas minorias? Porque quem parece estar no alto da escada tenta nos derrubar do primeiro degrau com seu preconceito e intolerância? Afinal, não somos todos iguais? A Bíblia Sagrada (o livro que guia a religião mais seguida aqui no Brasil) prega que todos somos irmãos e devemos amar o próximo como amamos a nós mesmos, é uma das leis mais absolutas da religião judaico-cristã, então por qual motivo eu vejo tantos pastores e padres condenando a homossexualidade? Não podemos nos fazer de cegos e negar que o fruto do preconceito é o machismo, a insegurança, e a religião.

O machismo, pelo fato de que na sociedade desde temos primordiais, o homem é considerado um ser melhor do que a mulher (sim, considerado pelo próprio homem, que criou a ilusão que a mulher é um ser mais frágil), o homem sempre tem que estar acima da mulher seja em decisões, em direitos, em escolhas. E um homem que gosta de praticar sexo com outros homens, ou seja, “estar no lugar de uma mulher”, é considerado pelos homofóbicos como se rebaixar ao dito "nível dos homens", ou seja, ser tratado como um ser inferior, um ser pior. Pois é isso que os machistas enxergam, ou o homem é o macho alfa, aquele que penetra uma mulher, ou é um inútil, pois esse tipo de machista acredita que a sua masculinidade é medida pela quantidade de vaginas em que seu pênis penetrou durante toda sua vida.
Por conta da insegurança, por muitos homossexuais não se aceitarem como de fato nasceram, eles passam uma vida de angustias se escondendo do mundo e criando a ilusão de que é um heterossexual e de que isso o faz feliz, porém isso o torna uma pessoa carregada de preconceitos e medos e é então que nasce o termo "homofobia", medo de homossexuais, medo dele mesmo, e medo dos outros. Não aceita ser comparado a um homossexual assumido, e constantemente desaprova o fato de um homossexual demonstrar que é homossexual, ou ver que o homossexual se orgulha de ser homossexual, tudo que ele não pode e nem consegue ter. A inveja e o medo geram o ódio. E a violência é uma forma de tentar aliviar todos esses sentimentos ruins.
E por fim pela religião. Muitas das religiões que antecederam o judaísmo e o cristianismo foram contra relações do mesmo sexo e tentaram extinguir esse tipo de prática pelas terras por onde esse "império purificado" se estendia, usando a força bruta e punindo até com a morte. Isso mudou drasticamente as práticas familiares e nos afeta até hoje. Lembro-me que uma das primeiras coisas que minha mãe disse, quando a comuniquei que eu era homossexual, foi algo como "você sabe que isso é errado não é? Isso é pecado." Afinal amar é pecado? A bíblia prega o amor ou o ódio?

Todos esses fatores juntos dominando uma sociedade, torna a vida de qualquer homossexual uma agonia sem fim, sem esperanças, e muitos acreditam que a morte é a única solução.
Conheci muitos casos onde homossexuais jovens ou velhos, se suicidaram por não aguentar a pressão da sociedade, a pressão da família, ou por não se aceitarem, e por sentir que esse desejo por alguém do mesmo sexo é tão forte que não pode ser controlado. Nós nascemos com esse instinto, e na nossa infância ele toma uma forma completa inconscientemente, não é algo que consentimos, não é um caminho que escolhemos, estamos apenas sendo seres humanos. E se suicidar não é a solução, pois acredite, tudo vai melhorar, tudo vai ficar bem, só bastar lutar. Temos que ter forças para isso.
Somos fortes.

- Como descobrir ser homossexual -

Todos nós temos uma história, e ela não precisa ser curta e terminar em sangue e lágrimas.
Como eu já disse, desde meus 5 anos de idade eu comecei a notar sutilmente que me interessava por garotos, mas não entendia o porquê, e nunca cheguei a me perguntar o motivo de olhar para um deles com aquele sentimento estranho. Nunca tive amigos, apenas amigas, e minha atração sexual, e as brincadeiras de crianças eram dois mundos separados, um escondido do outro. Os anos passaram e no começo da puberdade, quando todos os hormônios começam a explodir e o assunto "sexo" é uma das coisas mais desejadas e exploradas, eu como qualquer garoto tinha acesso a revistas com conteúdo adulto, e quando aparecia alguma oportunidade até filmes adultos eu chegava a assistir. Nunca tratei como normal ver esse tipo de material erótico, era algo tão proibido quanto gostar de pessoas do mesmo sexo. No fim da puberdade, início da adolescência, notei que eu preferia ver mais revistas com sexo explícito no lugar de revistas apenas com mulheres nuas, e entendi que era pelo fato de estar presente nas revistas de sexo o corpo dos homens, homens excitados, sem roupa alguma, fazendo o tão desejado sexo. Eu ignorei o fato de me excitar com o corpo dos homens e continuei a ver este tipo de material, sempre considerando que isso em nada tinha a ver com homossexualidade, que o fator que me excitava era o sexo, e não os homens.
Entre meus 12 e 16 anos eu tentei namorar com algumas garotas, mas sem sucesso, eu gostava da amizade delas, eram para mim melhores amigas, e não me atraia sexualmente por nenhuma delas, mas desejava os garotos que eu observava na escola. Nessa época foi a primeira vez que pensei a possibilidade de eu ser homossexual e aquilo me afetou muito, me assustou, me deixou angustiado, e por vezes eu me privava dos prazeres da masturbação, apenas tentando evitar qualquer pensamento que envolvesse algum homem. Era tudo um sofrimento psicológico e eu nunca tive ninguém para conversar, para tirar as minhas dúvidas, o medo fazia com que eu não abordasse esse tipo de assunto com ninguém, nem com meus pais, nem com minhas amigas. Era uma prisão psicológica e assustadora, onde a melhor solução era fingir ser o que eu não era (fingir ser um hétero, no caso) e ignorar o que eu sentia. Me tranquei no mundo das redes sociais, onde até lá eu guardava meus sentimentos, porém era mais fácil mentir para as pessoas sem olhar na cara delas.
A minha adolescência foi marcada por dezenas de amigos virtuais, verdadeiros ou mentirosos. Cheguei a conhecer muitas pessoas de todos os tipos, lugares e idades. Mas nunca tive coragem suficiente para me abrir com elas, e em determinado momento eu cansava de me restringir dos meus desejos, e caia em um mar de pensamentos e desejos tentando me satisfazer, porém sem nunca procurar alguém, estava fora de cogitação para mim ter contato com alguém para uma experiência homossexual, e nunca me interessei verdadeiramente para ter uma experiência heterossexual. E eu fiquei parado no tempo enquanto os anos passavam como em um limbo infernal cercado de dúvida e temores. Cheguei a beijar algumas garotas, mas nada daquilo me atraia, eu não sentia vontade de continuar ou repetir, e isso as afastava de mim.

Apenas depois dos meus 16 anos de idade que reconheci que a possibilidade de eu ser homossexual se tratava de uma certeza. Como contar aquilo para meus pais? Minha mãe jamais aceitaria. Ela sempre ofendia os homossexuais que passavam na televisão ou na rua de casa, sem saber que secretamente cada palavra dela carregada de ódio era como uma facada em mim, e eu entrei em uma depressão que chegou tão sorrateira e silenciosa que eu só percebi quando ela já tinha avançado demais. Desisti de viver, eu estava apenas sobrevivendo. Terminando a escola me privando de todos da classe, e vivendo em meu quarto me afastando da minha família. Eu tinha um blog onde eu desabafava toda a amargura que sentia sem ser especifico sobre minha orientação sexual. Eu me odiava por me sentir o culpado de tudo, e a cada dia eu dava um passo para um penhasco escarpado onde eu pretendia me atirar. Chorava todas as noites e em um diário, como um ser imaginário, eu tentei uma auto-terapia para me aceitar por completo. Demorou meses até eu conseguir dizer para mim mesmo que eu era gay, e aquilo soou tão estranho na minha voz, que passei dias sem pensar no assunto.
Um heterossexual pode pensar "para quê tudo isso?", mas apenas um homossexual sabe o que é ser condenado por todos sem de fato não ter culpa nenhuma. Ter medo de revelar para própria família uma característica que nasceu conosco, mas com medo de não ser mais aceito por eles.
Cheguei a ter colegas gays na escola, e eu os invejava. Não cheguei ao ponto de agredir nenhum, nunca fui de brigar. Mas eu fazia parte do grupinho de alunos que ficava intimidando os gays com ofensas e piadas. Deixando claro para eles de que não eram iguais a nós, heterossexuais! Sim, eu era um homofóbico e sinto uma profunda vergonha disso. Me arrependo todos os dias do caminho que segui, do meu preconceito. Devemos levar em consideração que preconceito, ter um conceito premeditado de algo, é algo que aprendemos de berço (ou seja definir algo que não conhecemos baseado apenas nas coisas ruins que os demais falam a respeito). Em casa, na escola, na praça. É algo que é aprovado pelos nossos pais. Assim como também nossos pais aprovam tratarmos as mulheres como um pedaço de carne suculento que deve ser exibido em revistas, televisões, internet, e até pessoalmente, apenas para o prazer da "raça masculina". Já ser homossexual não é algo que aprendemos, não é algo que seguimos, não é um exemplo que tomamos. Ao contrário, ninguém gostaria de ser homossexual. Quem deseja passar a vida se escondendo e sofrendo com ameaças e até a violência de um mundo preconceituoso? Ninguém quer isso. E é justamente por isso que tantos homossexuais quando descobrem a sua orientação sexual, sofrem tanto.
Outro fator que gera uma certa confusão é o fato de muitos gays descobrirem sua orientação sexual na puberdade, porém só na vida adulta eles assumem isso, depois de ter tentado um relacionamento com várias mulheres por pressão de amigos e da família. Eu próprio já fiquei com mulheres e conheço dezenas de gays que também já ficaram e chegaram a manter um relacionamento com uma mulher para esconder a sua orientação sexual e tentar aparentar o que a sociedade julga "ser normal". Isso faz quem assiste tudo de fora, pensar que o indivíduo era hétero e virou homossexual, o que é algo impossível de acontecer. Se héteros pudessem virar homos, então homos poderiam virar héteros e não haveria gays no mundo. Todos poupariam tanto sofrimento.
- Minha aceitação -
Eu tinha 17 anos quando contei para a minha melhor amiga da escola que eu era gay. Era a primeira vez que eu me assumia para alguém tão próximo, e eu estava nervoso, com receio da reação dela, e durante semanas eu adiei contá-la a verdade, até que estávamos prestes a entrar nas férias escolares, e eu tinha que contar pois não tínhamos contato fora do colégio, morávamos muito afastados um do outro e ela não era adepta das ditas redes sociais. Na largada da escola a chamei em um local mais tranquilo longe dos curiosos e falei para ela que "eu achava que era gay". Ela se mostrou muito surpresa, disse que nunca imaginou isso, que eu não parecia ser gay. Falou que estava feliz por ter sido ela a primeira a saber daquilo, pela confiança que eu investia nela. No entanto ela tentou me convencer que isso era apenas uma fase, e que se eu procurasse uma orientação correta, minha sexualidade mudaria. Isso me deixou chateado, e eu não toquei mais no assunto com ela. Demorei cerca de alguns meses para resgatar a pequena confiança que eu tinha conquistado para me assumir para alguém.
Nós só chegamos a conhecer de verdade quem está ao nosso redor quando somos nós mesmos. Muitas pessoas se afastaram de mim depois que me assumi, amigos de anos. Isso não me deixa triste, ao contrário, me deixa feliz, pois não quero perto de mim pessoas que não me entendam e nem me desejam o bem. Pessoas que me coloquem para baixo, e que não eram amigos de verdade.

(Afinal o que é "parecer ser gay"?)

Muitos já me disseram que eu não pareço ser gay e que me admiram por isso. Eles na verdade quiseram dizer que eu não era afeminado. No mundo gay há preconceito entre os próprios gays. É algo como se os gays mais másculos fossem superiores aos gays afeminados, e aqui mais uma vez vemos o machismo impregnado no mundo. Um pai ao descobrir que seu filho é homossexual, prefere acreditar que seu filho é o “macho da relação”, o que penetra o parceiro, o ativo. Pois a opinião da sociedade preconceituosa, e que "quem é penetrado no ato sexual é menos digno do que quem penetra", o passivo, é a mulher da relação, o inferior.
É comum pessoas desinformadas perguntaram a casais gays quem é o homem e quem é a mulher da relação. Julgam por aparências, porém não sabem que os gostos na cama podem diferir do modo de agir e ser do indivíduo. Um homossexual que é considerado pela sociedade um afeminado pode ser o ativo (o que penetra) entre quatro paredes assim como um homossexual que é considerado másculo pela sociedade pode ser apenas passivo (o que é penetrado). Não sou apto de rotulações, para mim o ser homossexual é uma pessoa que se atrai sexual e amorosamente por outra pessoa do mesmo sexo. Gay não é ser afeminado. Fomos rotulados pelo preconceito do mundo como seres femininos. Mas não é nada disso, somos tão masculinos quanto qualquer homem hétero, porém sem o típico machismo. E no final das contas nosso jeito de agir apenas demonstra o que é ser um homem de verdade, sem medo dos julgamentos da sociedade. Não há feminino e masculino. O que existe é pênis e vagina, e homens e mulheres que gostam de um ou de outro ou dos dois. Comportamento, isso é tão diversificado quando as cores do arco-íris, que veio para mostrar que não existe apenas preto e branco, e que o mundo é colorido.
Cada pessoa tem uma preferência. Assim como homens héteros preferem mulheres negras ou loiras, com curvas bem acentuadas ou as mais cheinhas, o homem homossexual também tem suas preferências. Há aqueles que se atraem por gays assumidos assim como tem outros que sentem atrações apenas pelos ditos “héteros”, homens que “só ficam com mulheres”. E esse tipo de gay é o que mais sofre por amores, pois passam a vida tendo relações com homens casados com mulheres, que não passam de homossexuais ou bissexuais que costumam trair suas esposas com algum homem (como o amigo do trabalho por exemplo). E esses homossexuais que se atraem pelos “héteros” sofrem, por só terem sexo e serem tratados como um objeto sexual. Ser gay não é apenas fazer sexo com outros homens, é estar envolvido amorosamente, sonhar formar uma família, assim como héteros tem esse mesmo sonho.
Logo o "parecer ser gay" não existe. Qualquer um pode ter amigos próximos e familiares homossexuais, do qual têm medo de se assumir e sofrem a angustia da dúvida, sem ter ninguém para apoia-los.

(Mais sobre mim)

Depois dos meus 17 anos tudo mudou. Enxerguei o mundo com outros olhos e isso fez o medo se tornar mais intenso, notei a seriedade da situação e de que não era algo passageiro. Tentar se assumir para alguém próximo não fez eu me orgulhar do que eu era, e o primeiro passo é a aceitação pessoal. Se não nos aceitarmos nunca vamos encontrar a felicidade, a satisfação. Eu dependia da minha confiança e do meu orgulho. Sempre fui muito orgulhoso, um verdadeiro leão pomposo e qualquer falha que eu próprio reprovasse poderia me derrubar.
Eu fui um adolescente muito afastado do mundo, trancado em um mundinho que eu mesmo criara, onde só entrava que eu permitisse. Mas as ofensas e o medo eram coisas que não precisavam de nenhuma permissão para me assombrar todos os dias. E em um desses dias me ocorreu a ideia de que seria tão mas fácil caso eu tirasse a minha própria vida. Eu era tão fraco psicologicamente e depressivo, vivi anos com essa agonia e naquela ideia parecia uma luz no fim desse negro túnel. Uma esperança para pôr um fim no sofrimento. A ideia me ocorreu várias vezes nos meses seguintes e foi a primeira vez e em uma madrugada eu peguei uma faca na cozinha, eu não sabia como faria, mas tentaria até conseguir. Trancado no quarto eu fiquei até o amanhecer chorando por ser tão fraco a ponto de ser incapaz de tirar a minha vida. Quando eu fechava os olhos eu imaginava a manhã seguinte, meu pai arrombando a porta do meu quarto e ele e minha mãe se depararem com meu corpo caído de qualquer jeito, e meu sangue derramado, era algo triste demais para mim. Na minha mente eu acreditava que “eles poderiam me odiar pela minha orientação sexual, mas eu não podia fazer esse tipo de coisa com todos que me amavam”. Eles nunca souberam disso, era um segredo que eu guardava comigo até então, algo tão vergonhoso. Ser homossexual não é nenhuma vergonha, mas ser fraco a ponto de tentar tirar a própria vida é a coisa mais vergonhosa e covarde que alguém possa fazer.
Eu consegui me reerguer até um certo tempo, mas meses depois sem ter com quem conversar, sem saber se um dia eu encontraria alguém, se eu teria um futuro, tentei mais uma vez o suicídio. Com uma lâmina eu cortei meus pulsos, enquanto eu fazia aquilo entregue aos prantos percebi que eu não queria acabar com a minha vida, pois havia mil maneira de eu fazer aquilo de verdade sem ter tempo de me arrepender, eu estava apenas me castigando. Meu psicológico perturbado. Como se a dor, e o sangue tivessem o poder de fazer tudo melhorar, ou como se eu fosse um ser humano pior que os outros fadado ao sofrimento. Essa foi a minha última “tentativa de um suicídio” e foi muito complicado esconder cicatrizes. Apaguei essa ideia da minha mente, eu odiava o mundo por pensar que o mundo me odiava, então pensei que o melhor a fazer era não desistir, não dar esse gostinho de felicidade para todos os preconceituosos, todos que lutavam todos os dias contra a felicidade de nós, homossexuais.
Os jovens que se suicidam todos os anos, eles não eram fracos, eram fortes, todos somos. Eles só precisavam de alguém que mostrasse a força que eles têm e eu espero poder mostrar isso aqui com minhas palavras. Se eu tivesse me suicidado anos atrás, eu jamais teria conhecido a felicidade que eu vivo, nem o amor, e nem poder ajudar outros iguais a mim. Somos fortes, o mundo que é um covarde, tenta nos expulsar de sua "realidade fingida", nos esconder, nos extinguir, pois tem medo de encarar que mesmo sendo "diferentes" nós podemos encontrar a felicidade.
Acredito que não somos uma minoria, há homossexuais, bissexuais, pansexuais e heterossexuais. Porém quando uma pequena parte dos bissexuais, pansexuais e homossexuais se assume, os demais fingem ser heterossexuais, são pessoas que não conseguem ser felizes e muitas dessas pessoas não querem que os demais sejam felizes. Isso nos faz parecer a minoria. E tantos se assumirem na atualidade faz com que os seguidores de ideais tão homofóbicos, acreditem que "o mundo está virando gay". Quando a diversidade sexual do mundo sempre foi tão rica.

A minha família além de ser bem tradicional, sempre teve pavor de boatos. Na rua onde eu sempre morei, uma família é uma cópia da outra. Fala dos outros, mas esconde ao máximo qualquer problema interno para não ser o assunto da vez. E o pior para os meus pais não seria ter um filho gay, e sim que as pessoas soubessem que o filho deles era gay.
São tantos passos, primeiro os pais aceitarem que tem um filho homossexual, depois aceitar que os outros saibam disso, depois aceitar que você de fato vai se relacionar com uma pessoa do mesmo sexo, depois aceitar essa outra pessoa frequentando sua casa, ou até como um possível membro da sua família. E nem todos aceitam. Tantos filhos que são maltratados, violentados, expulsos do lar onde sempre moraram, ficam sozinhos sem ter alguém, e caem na prostituição, e tantos casos parecidos com esse criam uma ilusão de que quem é homossexual, deve ganhar a vida na prostituição. Fazem muitas ideias erradas de nós, se ao menos se dessem ao trabalho de conhecer um pouco o que é ser homossexual.
A homossexualidade é apenas uma característica, os humanos não são compostos apenas de sexualidade, temos várias outras qualidades, defeitos, e dezenas de características que nos diferenciam um dos outros. E o que nos torna uma pessoa melhor ou pior é a nossa índole, e não a nossa sexualidade. Não é por uma pessoa ser homossexual que ela vai ser um mau pai, ou um filho ruim, ou irmão, tio, sobrinho, neto... O mundo que aprendeu erroneamente a ligar a índole das pessoas a sexualidade. O mesmo é o caso de traições, onde é aceito que os homens tenham amantes, e pratiquem sexo fora do casamento, porém não é admitido que uma mulher faça o mesmo. Machismo puro. Em um casamento nenhum dos dois tem direito de fazer sexo com alguém de fora sem o consentimento do parceiro, seja homem ou mulher, seja homossexual, bissexual, pansexual ou heterossexual. Temos que nos reeducar e aprender que nós homossexuais não somos piores que os heterossexuais, ao mesmo que aprender que as mulheres não são piores que os homens, e do mesmo jeito que aprendemos que os negros não são piores que os brancos e que nem os judeus são piores do que os alemães nazistas.
Eu não entendia muito disso na época em que me descobri homossexual, pensei estar sozinho e precisei me virar para me aceitar e esconder esse segredo (que para mim era tão vergonhoso). Chorei por muitas noites, sentia isso tudo como uma maldição, e durante esse tempo nunca tentei fingir que eu era hétero, nunca fui atrás de garotas, eu fugia na escola das que queriam ficar comigo. Em casa eu nunca falava em nada relacionado a sexualidade, aprendi desde cedo a nunca mentir, então omitir me fazia sentir menos culpado. O que adiantaria contar isso para meus pais? Além de toda vergonha que eu sentiria, só iria deixar eles tão maus quanto eu estava, a minha mãe não iria suportar isso, ela não iria me aceitar, iria me odiar e nunca mais me dirigir a palavra. Eram essas coisas que eu imaginava, era um medo tão horrível, uma pressão tão grande que mesmo depois que me aceitei, eu estava depressivo e quase enlouquecendo.

(Viajem)

Quando eu já estava com 18 anos, viajei para outro estado, para a casa da minha mãe biológica, conhecer meus irmãos e rever ela depois de tantos anos. Nós raramente mantínhamos contato, eu fugia dela e para falar a verdade até hoje eu fujo, talvez tamanha semelhança comigo me faça sentir melhor afastado como um ímã colocado ao contrário.
Contei para ela toda a situação e ela me disse sempre saber que eu era homossexual e que se preparara durante esses anos para o momento que eu assumisse isto para ela, e fosse então viver essa realidade. Ela aceitou melhor do que eu esperava e aliviou um pouco o meu pesar. Ela nunca culpou meus pais (no caso meus avôs paternos) e nem meu pai, por eu sofrer tamanha pressão. Por eles não saberem do que se passava comigo e pelo fato da criação deles ter sido tão rígida a respeito de sexualidade. Ela então me convidara para passar algumas semanas em sua casa e tentar me encontrar, me entender com toda a liberdade que eu necessitava, e assim fui para um local desconhecido onde haviam pessoas que eu mal conhecia apesar de ser a minha família, pela primeira vez sozinho.
A viajem foi incrível, todos os que eu conheci e revi foram maravilhosos, e o fato de eu ser gay foi algo que não abalou muito eles, quando numa manhã de Natal descobri que todos da família de lá já sabiam da minha sexualidade, e me abraçaram dizendo que me aceitavam assim mesmo, e que sempre me amariam, e senti um misto de sensações naquele momento que jamais vou esquecer, me senti orgulhoso, muito envergonhado, e uma leveza fora do comum. Evitei tocar no assunto em voz alta, minha homossexualidade tão exposta não era algo comum para mim, e a vergonha que se apoderou de mim foi algo que eu não esperava, e depois descobri que é algo perfeitamente normal depois de se assumir para os pais, para a família, mesmo eles aceitando, a vergonha é inevitável, a menos que a homossexualidade seja tratada como natural desde a infância.
Consegui refletir bastante na paz que encontrei longe de toda aquela pressão e culpa em que eu vivia. Era uma experiência nova conversar abertamente sobre gostar de rapazes. Eu tinha começado a me tornar mais forte do que imaginei ser algum dia.

- Me assumindo para a família - (De Volta)

Voltei para casa na esperança de me assumir para meus pais nos meses seguintes, coisa que eu não fui capaz de fazer, estava mais rebelde do que o normal, e as intrigas dentro de casa eram diárias. Para mim a minha mãe sabia exatamente o que se passava, e como carrasca me condenava, e tentava mudar com pressão algo que não mudaria nunca. Para ela sexualidade era uma questão de escolha e não de uma orientação "involuntária".
Me tranquei novamente no meu mundinho online, mas mudando o que eu era, comecei a me assumir para as pessoas que eu conhecia todos os dias na rede. Conheci pessoas iguais a mim, que os pais aceitavam, que os pais expulsaram, que os pais não sabiam, que ainda não aceitavam. Conheci homossexuais novos, velhos, experientes e que ainda não sabiam muito bem o que se passava com eles. Fiz muitos amigos, mas também conheci o preconceito, a homofobia. Na internet eu já fui ameaçado dezenas de vezes, cheguei a receber ameaças de um nazista. Fiquei chocado por ainda existir esse tipo de gente no mundo, e no começo tive receio, mas depois aprendi a responder as provocações a altura e a experiência me ensinou a ignorar o desnecessário, ser criticado sem me afetar, sem me chatear. Sempre vai haver alguém para falar mal, pelas costas ou na sua cara, e naquele caso eles falavam livremente por estarem escondidos atrás de um monitor. Foi uma época que aprendi muitas coisas e amadureci um pouco como homossexual.
Apesar de toda essa evolução eu ainda tinha dúvidas, sobre minha real sexualidade. Eu me excitava com pornografia homossexual e heterossexual, me atraia por ambas, mas amorosamente só me atraia por homens e nunca por mulheres. Eu passei por uma grande fase de dúvidas onde eu não sabia me definir como bissexual ou homossexual. A maioria dos gays passam por uma fase logo no início, quando começam a se assumir, onde dizem ser bissexuais, isso é comum, normal. Dizer que gosta de meninos e meninas é menos pesado do que dizer que gosta apenas de meninos, e durante a minha adolescência ouve uma época que ser bissexual foi o alvo da moda, e a cada 10 pessoas que você conhecia, pelo menos 8 diziam ser bissexuais, mesmo nunca tendo ficado com alguém do mesmo sexo, e os gays entraram nessa moda para se sentirem parte da sociedade que consideravam "normais", ou seja a maioria. Ser normal não é ser heterossexual, ou ser branco, ou ser norte americano. Ser normal na nossa sociedade significa fazer parte da maioria e seguir a rotina da maioria, isso é ser normal, então se todos estavam se assumindo bissexuais, ser um deles era ser normal.
Esse foi um dos fatos que me deixava mais confuso acerca de minha sexualidade. Eu não sabia se inconscientemente eu estava me forçando a achar garotas nuas atraentes, e até excitantes, por querer parecer normal, por ter passado a vida aprendendo que isso era o certo ou por realmente eu me atrair por garotas. Mas essa atração era incomparável a que eu sentia pelos garotos. Poderia aparecer na minha frente a mulher dos sonhos de muitos homens héteros, que ela não era capaz de me excitar tanto como um rapaz qualquer. O Ser Masculino era o que me satisfazia, mesmo que em pensamentos, e foi por esse motivo que resolvi me assumir gay. Ninguém precisava saber que eu as vezes me atraia por garotas, isso era um detalhe.
E foi assim que inverti o papel. De um homossexual que fingia ser heterossexual, passei a acreditar que eu era um bissexual que fingia ser homossexual. Assumir gostar de homens, e esconder gostar de garotas. Tive os meus motivos para isso. Pensei que se meus pais soubessem que tinha uma pequena possibilidade de eu me satisfazer com mulheres, eles achariam que ser gay havia sido uma escolha e que eu poderia conviver com uma mulher e esquecer meu lado homossexual, e isso era algo que eu não queria, que eu não podia. Mesmo sem nunca ter me relacionado sexualmente com uma mulher, e mesmo sem nunca ter me relacionado com um homem, eu sentia que necessitava ter um homem comigo, e não ter uma mulher. Muitos me julgavam e diziam que eu deveria experimentar sexo hétero para então decidir se eu não gostava, mas isso é tão incomum, afinal quantos héteros tem que experimentar sexo gay para terem certeza de que não gostam? Sexo não é comida que experimentamos para saber do que gostamos, sexo é instinto, onde somos guiados pelo que nos atrai. Se eu olho para um homem e me sinto bem com aquilo, significa que eu me atraio por homens. Se eu me sentisse assim com mulheres saberia apenas no olhar, ou no cheiro, no contato. Somos animais, máquinas quase perfeitas, o resultado de bilhões de anos de evolução. Uma evolução onde a homossexualidade foi constante.
Mesmo com essa dúvida que mantive em segredo, resolvi que tentaria fazer sexo com uma garota, se eu não conseguisse, ou se eu não gostasse, me assumiria para meus pais como homossexual, porém se eu gostasse e visse que podia me satisfazer inteiramente com aquilo, não tinha precisão alguma de me assumir como homossexual. Então fui e chamei uma garota, mas confesso que não consegui passar nem do primeiro beijo. Me senti deslocado, envergonhado, e sem vontade para continuar, o impulso era apenas a pressão e não o instinto, o sexo não me chamava. Decidi que era a hora de conversar com meus pais.

- Me assumindo para amigos -

Porque não manter isso em segredo? Afinal a minha sexualidade era algo particular e que só cabia a mim e a quem eu fosse me relacionar.
Cresci aprendendo que a família é o que mais importa na vida, e que temos que fazer de tudo para nos mantermos unidos. A família é nosso alicerce na vida, nosso lar. Também aprendi a nunca contar mentiras, jamais. A minha mãe tinha um lema, que diz até hoje, que “se roubarmos, matarmos, nos drogarmos, é para chegar e falar para ela, nunca manter segredos”. E foi por esse motivo que eu me sentia tão pressionado para contar a ela mais do que para meu pai. Aprendi que eles deveriam saber primeiro, e saber por mim. Eu que deveria contar para eles o que se passava, como já falei anteriormente aqui no meu bairro (e principalmente na minha rua), as notícias se espalham muito rápido e os boatos são inevitáveis, então eu me assumir em casa seria o ideal antes de sair contando para amigos.
Mesmo assim contei sobre eu ser homossexual para a minha melhor e mais antiga amiga. Nunca falamos sobre sexo ou assuntos relacionados. Ela é praticamente uma irmã e um dia resolvi contar para ela. Ela se mostrou surpresa, mas curiosa, nervosa, foi interessante. Nunca desaprovou, nunca me colocou para baixo. No dia que revelei isso a ela, ela me contou que sabia que não era uma escolha. Saber que uma das pessoas que eu mais amo aceitara assim, me deu forças para me assumir para meus pais. Ter tanto medo disso era saber o grau de preconceito de minha mãe em relação aos homossexuais.
Eu ainda não acreditava na minha força, na minha coragem. E isso causou tantos problemas. Não consegui falar para minha mãe. E a pressão que eu mesmo colocava sobre mim tinha elevado a minha depressão a um nível que nunca imaginei chegar, e eu vivia trancado, não me distraindo com algum livro ou no PC como eu costumava ficar, mas sim sofrendo internamente. Talvez eu tenha apenas sido um idiota mimado, perdido demais. Talvez eu tenha sobrevivido a uma experiência onde muitos encontraram o seu fim.
Aconteceu numa noite quando cheguei do trabalho, a minha mãe me perguntou o que estava acontecendo comigo, porque eu andava tão estranho, se tinha alguém me ameaçando, me perseguindo, me fazendo mal... E eu explodi em emoções, tudo se transformou em raiva, um escudo para o medo, e elevando a minha voz falei que o problema era ela, por ela saber que eu era gay e mesmo assim não demonstrar aceitar isso. Foi tudo tão surreal. Um momento que eu nunca sonhei que aconteceria, nunca imaginei. E deixei a pura raiva me guiar. Talvez tenham sido cinco míseros minutos, mas para mim pareceu horas. Nada nunca vai me fazer esquecer daquela noite. Contei sobre me sentir ameaçado pelo preconceito dela, e que me assumiria homossexual, que iria conhecer alguém e namorar, tentar ser feliz. Ela ficou sem reação, óbvio que não estava preparada para aquela situação, e estar sozinha ali comigo pode ter a deixado mais perdida do que eu estava. Ela me disse que isso era errado, que alguém “colocou na minha cabeça que eu era isso, pois eu não era”. Acho que minha mente acabou bloqueando algumas das coisas que ela me disse naquela noite.
Passei quase dois dias sem consegui dirigir a palavra a ela, por vergonha e por raiva. E ela fingia que nada havia acontecido. Me assumir para ela e para o meu pai foi um processo que levou meses. Até eles ficarem de fato convencidos de que eu era gay e de que nada iria mudar isso.
Eu não podia falar em voz alta que eu era gay, nem deixar com que ninguém da rua ou que nenhum conhecido da família soubesse disso, estas eram as regras impostas pela minha mãe.
Tem famílias que recebem a notícia de forma bem mais drástica. Tenho amigos que apanharam muito dos pais, que sofreram violência, que foram expulsos de casa. Passaram fome, e sofreram todo o preconceito de uma sociedade suja. Já ouvi casos que terminaram em morte. É tudo tão triste, nos revolta, mas não podemos fazer nada, não temos voz, não temos vez. Por sermos considerados a "minoria", a “escória”.
Se assumir homossexual em uma família que segue esses "preceitos" preconceituosos da sociedade é algo delicado e arriscado. Algo sofrido. Nós sofremos por não sermos felizes da maneira que nossos pais desejam ou então por estarmos fazendo nossos pais sofrerem, e é então que nos sentimos inteiramente culpados por tudo. Os pais por sua vez também se sentem culpados por toda a situação. Eles pensam que foi algum erro na criação deles, e sofrem com esse pensamento, entender que a homossexualidade é natural dos seres vivos é um processo que pode levar a vida toda.
Depois desse episódio senti liberdade e tranquilidade para assumir a minha sexualidade para amigos e colegas e aos poucos todos já sabiam. Alguns tratando como natural, outros me julgado, e alguns se afastando. Isso é o normal a acontecer. Nem todos querem estar abertos para a realidade e preferem acreditar nas teorias pregadas por regras ultrapassadas dezenas de séculos, regras essas que julgavam ter escravos algo normal e apedrejar mulheres ser justiça.

- O preconceito - (Depois da Tempestade)

Depois da tempestade, se aproximou de mim sorrateiramente um furacão...
Em verdade tudo fica melhor depois que nos assumimos e principalmente depois que somos aceitos por quem amamos, mas quando isso não acontece temos que ser mais fortes, e conquistar o nosso espaço. No meu caso eu estava tentando conquistar um pouco do meu espaço e um pouco de liberdade dentro do meu lar. Eu não fui castigado, não fui proibido de nada que eu costumava fazer, apenas deveria fingir praticamente que eu não era um homossexual, e essa discriminação feriu muito o meu orgulho. Ser gay era algo que já me deixava orgulhoso na época, e eu não queria me esconder novamente. Fingir ser algo que eu não era, brincando naquele teatrinho infernal. E isso era uma tortura para mim. Eles podem achar e dizer que é desnecessário gritar para o mundo a sua sexualidade, mas desnecessário é esconder um detalhe tão banal quanto esse. Não poder namorar, paquerar, e ter que mentir para todos sempre. Uma vida de aparências, quantos não vivem assim? Se casam, tem filhos, traem suas esposas com amigos do futebol ou com garotos de programa e no final ninguém encontra a felicidade, ninguém se sente verdadeiramente realizado. Nunca desejei esse tipo de vida para mim, e não aconselho ninguém a fingir ser algo que não é para agradar alguém, seja para agradar sua família, amigos ou seu chefe. Se continuarmos nos escondendo, como o mundo vai nos aceitar? Todos têm que ver que nós existimos, e em todos os locais. No trabalho, na escola, nos hospitais, no governo, nas ruas, nas igrejas, na vizinha, e até dentro de sua casa.
Eu não ia esperar por um aval dos meus pais para eu poder viver, e mesmo enfrentando as barreiras que eles me colocaram, eu aos poucos fui me assumindo para meus amigos, no curso que eu fazia na época, no trabalho, amigos mais próximos. E toda a mudança não ocorre da noite para o dia, mas em questão de meses a naturalidade começava a se mostrar como um raio de sol numa fresta de uma negra e pesada cortina de regras, medos e preconceitos.
Senti que era a hora de procurar alguém de verdade, não um príncipe encantado, sempre fui muito realista e eu estava com 20 anos de idade sem nunca ter me relacionado sexualmente, e isso não me fez sonhar com um homem perfeito, e muito menos com um relacionamento instável. As correntes que me impediram de mergulhar na exploração sexual haviam sido o medo e a vergonha de ser o que eu era, porém agora nada me prendia e eu me sentia uma nova pessoa, para ir atrás do que eu desejava e pela primeira vez viver de verdade.

- Se livrando das correntes -

O mundo que até então eu conhecia se resumia a rede, a internet. Onde mesmo tendo uma enorme gama de coisas, ainda não é o bastante para quem quer viver de verdade.
Uma vez chegaram a me dizer que eu não era gay, pois eu não podia ser algo que eu não praticava. Mas ser gay é uma prática? É o mesmo que dizer que uma pessoa não é homem por não praticar coisas de homem, ou dizer que uma pessoa não é branca, por não praticar coisas de brancos. Mas o que é na verdade coisas de brancos, coisas de homens e coisas de gays? Seria ter a pele branca, ter um pênis e se atrair por pessoas do mesmo sexo, isso não é uma prática, é uma característica que nasce conosco.
Mesmo assim tentei conhecer algumas pessoas em redes sociais. Eu nunca tinha entrado em contato com ninguém que morasse por perto, na cidade e muito menos no meu estado. Sempre me senti mais seguro conversando com pessoas de fora, de muito longe, para me sentir protegido de várias maneiras. Mas resolvi encarar o desafio e tentar sair de minha zona de segurança. Conversei com alguns rapazes de perto, acho que eu procurava mais a amizade deles do que uma relação sexual, mas nenhum parecia se agradar, ou então eu não sabia bem como fazer, como conversar, como me aproximar. Na internet, quando eu sabia que nada passaria do monitor eu era muito confiante, mais quando eu sabia que estava há poucos passos do mundo real, o nervosismo atrapalhava tudo.
Eu não conseguia entender porque para mim tudo era tão complicado, a minha adolescência já tinha sido uma verdadeira tragédia, e agora a minha vida adulta começava de maneira igual prometendo ser mais depressiva ainda.
Acho que por eu ser depressivo, ou então um suicida fracassado, sempre tive a ideia de que eu viveria apenas até os meus 21 anos de idade. Foi uma ideia que nasceu tão naturalmente na minha mente que eu nem me lembro ao certo quando aconteceu. Então no momento eu fiz 20 anos acreditava que tudo poderia acontecer nesse último ano. E de fato aconteceu.

- Conhecendo meu amor -

Em uma noite qualquer notei na minha lista de contatos um garoto. Eu sabia de onde ele era, já havia visto algumas vezes a sua foto em um aplicativo na internet, ele era da minha cidade, e eu não fazia nenhuma ideia de como ele foi parar na minha lista de contatos. Por três dias notei que ele entrava sempre no mesmo horário, depois das 10h da noite e nunca nos falávamos. Então na quarta noite decidi que puxaria assunto. Esperei ele entrar online e falei com ele. Descrever esses acontecimentos hoje é algo tão surreal, é como falar de dois estranhos que existiram há muito tempo e que eu mal tive oportunidade de conhecer.
A conversa continuou pela madrugada e descobri que tínhamos muito em comum, e ele queria me conhecer pessoalmente. Para ele parecia não ser nada novo conhecer pessoalmente algum cara da internet, porém para mim toda a situação era carregada de medo e possíveis falhas. Ainda com receio fui adiando o encontro por mais uma semana, e todos os dias conversávamos um pouco mais. Eu sabia que o dia chegaria, mas eu queria saber o máximo que pudesse sobre ele, a minha confiança é algo de difícil conquista, e se tratando de amigos da internet, eu demorava meses para confiar em algum deles. Já ouvi tantos casos de encontros que não terminavam muito bem, com pessoas que só queriam fazer o mal. Pessoas que se conheceram na rede e uma delas desapareceu quando foram se conhecer pessoalmente, ou então foi violentada, até casos de assassinatos. Isso é a realidade, porém não apenas com amizades virtuais, não corremos o risco de sermos assassinados ou agredidos apenas por pessoas que conhecemos na rede, pessoas ruins existem em todos os lugares, pode ser um vizinho, alguém da família, do trabalho, ou da escola. Por sermos homossexuais é quase que comum ter sempre alguém desejando o nosso mal, e eles se sentem livres para praticar esse mal por não sermos protegidos por nenhuma instituição que eles julgam serem dignas, como igrejas ou governos. Temos que ter muito cuidado, pois há pessoas que nos caçam como leões caçam suas presas, porém no caso dos homofóbicos a nossa morte serve apenas para alimentar seu ódio.
Eu não esperei alguém perfeito e não aconselho que ninguém o faça, apenas viva, a perfeição está no modo em que vivemos, nas situações que vivemos, e não nas pessoas. Eu sempre tive medo de ficar sozinho, mas nunca tinha parado para pensar a respeito. Até então eu nunca tinha planejado um futuro, não sabia como continuar depois de ter me assumido. Tudo para mim durante anos tinha se resumido a um túmulo, e mesmo depois de superada essa fase obscura da minha juventude, eu ainda estava tentando me acostumar com um fato de uma vida livre dos meus próprios preconceitos. Estava então desesperado para não perder mais tempo, e depois de uma semana e poucos dias decidi que era a hora certa e marquei um encontro com ele. Tudo estava planejado, seria apenas para nos conhecermos e conversamos um pouco, ele parecia ser uma pessoa agradável, o único entre tantos que realmente me chamou atenção, que estava dentro dos padrões que me atraiam. Ele acabou faltando o encontro e isso me deixou muito mal, não no sentido de ficar triste, eu fiquei com raiva, achei tanta falta de consideração e uma infantilidade terrível a desculpa que ele me deu, mais tarde me confessou que não foi ao encontro por estar muito nervoso, por não me conhecer direito e ter receio que eu fizesse algo de ruim com ele. No final das contas ele estava no mesmo patamar que eu. Mais que isso. Ele era mais novo, não se via como um homossexual, ninguém sabia de sua sexualidade, e ele só estava fazendo aquilo por instinto. Ele vivia em um mundo só dele e tão diferente do meu. Eu passei a minha adolescência toda preocupado com rótulos e com minha sexualidade, já ele ignorava tudo isso, e apenas vivia. Nunca o invejei, apenas o achava tão interessante quanto ele poderia me achar.
Nós brigamos por conta da falta de consideração dele, de ter faltado ao tão aguardado encontro. Depois da discussão, ele não queria mais saber de mim e eu consegui convencê-lo de irmos com mais calma. Consegui o número do celular dele (que ele não tinha me passado até então). Alguns dias depois sem planejar resolvi ligar para ele e pedir para nos encontrarmos no centro da cidade, era a primeira vez que nos falávamos por telefone e ele ficou muito surpreso, mas concordou e desta vez apareceu no local. Ele era mais tímido do que eu, e mal nos falamos, ficamos apenas numa conversa forçada sobre estudos e outras coisas superficiais. Mas me senti bem na presença dele. Marcamos de nos encontrar no dia seguinte e já mais tranquilos a conversa foi ganhando um tom mais pessoal. No terceiro dia seguido de encontros eu o beijei e mais uma vez isso o surpreendeu. Ele esperava sexo, mas um beijo foi algo que fugiu do mundo dele. Ele, assim como eu, nunca tinha beijado outro homem, apenas mulheres.
Beijar uma mulher para mim era o mesmo que beijar a bochecha da minha mãe. Havia o contato, e até um certo grau de sentimento, porém nada que passasse apenas de afeição, o toque não despertava mais nada em mim, era tão vazio, tão seco. Já quando toquei meus lábios nos deles pela primeira vez, foi uma experiência fascinante. Era algo viciante e que mexia com cada célula do meu corpo, tive a certeza naquela noite do que eu queria, do que eu gostava, do que me atraia, tive certeza do que eu era.
Ser homossexual pode parecer estranho, ou considerado estranho, na sociedade, nas religiões, e por tantos homofóbicos, e héteros que não se importam com a felicidade alheia. Mas para um homossexual, estar com outro igual é a coisa mais normal do mundo, é como encaixar as peças de um quebra-cabeça do qual passamos a vida toda em uma tentativa frustrada de encontrar. Eu me senti tão normal e feliz. Não falei de paixão, eu não me apaixonei, mas o ato em si foi algo único.
Ter alguém para conversar, alguém que se sentia do mesmo jeito que eu, era o que eu precisava. Logo nos tornamos melhores amigos. Eu fiquei sabendo mais tarde que ele tinha se apaixonado por mim, mas eu na minha inocência não notei nada e continuamos nessa amizade colorida que passou dos limites dos beijos, dos toques, e assim mergulhei de cabeça no mundo real.

- Sexo -

Sexo é algo tão complexo, mas que quando experimentado percebemos que é tão simples.
Depois que tive minhas experiências, uma certa porcentagem de toda a tensão que eu sentia desde que me assumi se extinguiu, e eu vi o mundo com outros olhos. Não era apenas sexo mas agora a pura certeza de que estar com outro homem me satisfazia por completo. Eu podia ainda me excitar com revistas e imagens de mulheres, mas não me sentia totalmente satisfeito. Senti que aquilo foi o que eu sempre esperei, e desde meus 5 anos de idade quando meu olhar era atraído por aquele garoto na escolinha, eu tinha uma certeza adormecida de que estar com um igual seria a minha realização como ser humano.
((Vamos aqui colocar um homem hétero no meu lugar em uma sociedade com seus "valores" invertidos. Imagine um rapaz hétero passar metade da sua vida sofrendo por desejar mulheres, mas ter medo de ser hétero, ter medo que todos reconheçam que ele é um hétero. Se privar de experiências e prazeres, se privar de sentimentos por conta desse medo e dessa proibição. Então finalmente ele faz sexo com uma mulher e percebe que independente do que todos digam, esse é o natural para ele e sempre vai ser assim, sendo proibido ou não de ter relações heterossexuais.))
Foi o mesmo comigo. Todos julgam a homossexualidade como algo antinatural, mas ela está presente e impregnada na natureza, em quase todas as formas de vida. Porém o preconceito, a homofobia, a discriminação só está presente entre os humanos. Olhando por este ponto de vista, o que de fato vai contra a natureza? O que é antinatural?
Experimentei o que eu desejava e assim me satisfiz. Não há segredos, não há proibições quando os envolvidos estão de acordo. E não me arrependo de ter esperado tanto tempo sem nunca experimentar o que tantos julgam ser “a razão da vida”. Aconteceu no momento certo e nada poderia ter sido mais exato na minha vida do que a esperar por esse momento.

- Namoro e Paixão -

Meses de uma amizade colorida onde pude desfrutar de outras experiências e pude perceber que eu já era maduro o suficiente antes de ter iniciado minha vida sexual. Não é o sexo que nos amadurece (por isso existem tantos adolescentes com doenças sexualmente transmissíveis, e tantas adolescentes grávidas). Precisamos de maturidade para ter uma vida sexual saudável.
Algo mais complexo que o sexo é o amor, e a paixão. E isso pode ser a parte mais complicada na vida de muitos homossexuais. Encontrar sexo fácil não envolve nada mais que o contato dos corpos, mas encontrar alguém que nos ame, alguém com quem podemos contar sempre, e que assuma uma relação homossexual correndo os riscos presentes atualmente, é uma busca quase sem fim.
Tive a sorte de me apaixonar, e viver todo o início de uma vida perfeita a dois com o meu melhor amigo. Sim, o que eu conheci na rede. Meses mantendo contato ele resolveu arriscar e propôs um relacionamento sério. Eu confesso aqui que “eu não planejava entrar em um relacionamento sério com alguém tão cedo”, não agora que eu havia acabado de me assumir, queria viver um pouco mais aproveitando tudo que minha vida de solteiro pudesse me dar, porém eu estava cativado por ele, não apaixonado, eu o via como um grande amigo, e gostava da nossa relação, por este motivo e outros inexplicáveis resolvi aceitar a proposta e experimentar como seria namorar outro homem. E confesso que foi uma experiência incrível! Os meses trazem a paixão, e os anos trazem o amor, e o amor parece uma chama que nada consegue extinguir, nem o ódio do mundo é capaz de fazê-lo.
Um relacionamento homossexual não é diferente de um relacionamento heterossexual. A única diferença que impera é a mente aberta de ambos os envolvidos. Não há rótulos, não há machismo ou feminismo. Não há nada demais além do amor. Algo que não é fácil de ser descrito, mas eu diria que é a certeza plena da felicidade, olhando para o horizonte sem enxergar mais aquelas nuvens escuras que anunciavam uma tempestade que me assombrou durante toda a minha juventude.

- Depois da Tempestade vem o Arco-íris -

Pouco mais de quatro anos depois eu continuo com ele, e continuamos enfrentando o preconceito, trilhando este caminho cheio de obstáculos. A vida em si é um grande desafio. Se você é mulher, é um desafio; se é negro, é outro desafio. Independentemente do que nascemos, a vida é um um grande mar de obstáculos a serem superados. Para alguns esses obstáculos são maiores, podendo até ser mortais. No meu caso, eu tive sorte em muitas partes dessa trajetória, mas precisei também ter muita força e certeza de querer continuar. Os pilares que controlam a sociedade (sim, esses pilares não estabilizam a sociedade, eles controlam como bem entendem), não facilitam a vida para ninguém. Vivemos na crueldade dominada pelo dinheiro e pelo poder, onde vivenciamos a violência, a fome e a miséria. E no meio de toda essa guerra, vamos erguendo uma bandeira já esfarrapada e cheia de remendos, uma bandeira das cores do arco-íris, para mostrar a todos que precisam que não estão sozinhos, estamos aqui por vocês. E também para mostrar a essa sociedade podre, o quanto somos fortes, e não vamos desistir por nada.

- Por Will Dávila, o homossexual que hoje ama e se orgulha do que é.
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Jantar que rolou ontem do nosso 5° dia dos namorados juntinhos! --
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13/06/16
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- Por isso muitos me tratam como se eu fosse um rebelde sem causa, revoltado com o deus cristão. Mas não sou um revoltado, apenas não acredito na existência de nenhum deus. Cada pessoa é livre para questionar os ditos "mistérios" do universo, assim como são igualmente livres para tirar suas próprias conclusões. A verdade é que o ser humano não necessita de crenças, necessita de respostas. E cada um segue o caminho que desejar para obter essas respostas. A nossa mente é livre. - WD
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Depois de meses de procura, finalmente encontrei o volume 2 de Sailor V, o último que faltava pra eu completar a minha coleção, que iniciei em Junho de 2014! -

Agora só falta eu completar Sankarea e ai darei um tempo nos mangás para voltar pros livros... <3
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05/06/16
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Só há uma chance para se viver, e essa chance se chama AGORA, e você a perde a cada segundo que passa olhando para o passado ou esperando o amanhã. - WD
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O cara se sentir superior aos outros por qualquer besteira, só mostra que na real ele não é superior em nada.
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03/06/16
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