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Antonella Yllana
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(translation below)

Todos nós nascemos com o único propósito mais elevado de amar e ser amados das formas mais profundas, criativas e incondicionais.

We are all born with the only highest purpose of loving and being loved in the most profound, creative and unconditional ways.

photo: Mahal Yllana by Tita Giovanna Krozel
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Fiz muito mais do que imaginei poder e sei bem menos do que ainda posso saber. Com medo e coragem, pouco a pouco, saboreio as extraordinárias dimensões do ser. 

I did much more than I thought I could and know much less than I still can come to know. With fear and courage, little by little, I savor the extraordinary dimensions of being.


photo by  Jerry Uelsmann
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Presença é plenitude.
Presence is wholeness.
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"Hoje é o dia de sua vitória perante o que você era ontem."(Miyamoto Musashi)

"Today is the victory over yourself of yesterday." (Miyamoto Musashi)

art by Cameron Gray
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A cabeça vazia 
Está cheia de lua
Meu coração-lua
Meu corpo-lua
Terra de dor e deleite
Luz que sangra leite
Leite meu e não-meu
Leite religioso e ateu 
Leite de vida florida
Leite de mulher renascida
Ternura que derrama
Neste seio que acalma
Abertura que é tanta
Que não cabe na alma
Nem na cabeça vazia
Nem no corpo moído
Na carne serena e plena 
Derramando vida nua
Chovendo leite de lua

arte por Gioia Albano
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(translation below)

Crônicas Brasileiras – A Epidemia das Cesáreas
Todos sabem que, após a invasão do Tibete pelos chineses, o budismo não apenas se espalhou ainda mais pelo mundo afora, como teve que mudar constantemente sua linguagem para se adaptar às novas culturas. Ou seja, uma grande adversidade criou uma imensa força. Como estudante e tradutora do budismo tibetano, tive que pensar nisso hoje ao refletir sobre a cultura do parto no Brasil.
Tenho 42 anos e estou grávida de oito meses e meio agora. Minha gravidez tem sido uma peregrinação. Isso não foi assim somente porque gosto de viajar. Já fiz duas peregrinações a pé, completando duas vezes os 800 quilômetros do Caminho de Santiago, na Espanha. As experiências passadas apenas me deram parte da força necessária para fazer algo que tinha que ser feito neste momento de minha vida. No entanto, posso dizer que não tem sido nada fácil.
Quando engravidei, imediatamente comecei e me instruir sobre o universo da maternidade, até então completamente desconhecido para mim. Fui uma mulher que nunca quis ter filhos e, durante grande parte de minha vida, realmente acreditei que jamais seria mãe. Assim sendo, quando mudei de ideia e engravidei, me entreguei completamente a esta nova aventura, da mesma forma que o fiz com todas as outras grandes paixões de minha vida.
Não tardei a descobrir que havia algo de muito errado com a maneira como as crianças estão nascendo em meu país. Basta pesquisar um pouco na Internet para chegar aos seguintes dados desconcertantes:
O Brasil tem um milhão de cesáreas desnecessárias todos os anos, o mais alto índice do planeta, o que a Organização Mundial da Saúde considera uma "epidemia". 84% dos partos na rede privada são cesáreas, enquanto o recomendado pela OMS é de 15%.
Uma questão importante que leva a isso é a falta de esclarecimento das mães brasileiras em relação ao parto normal. Segundo dados da pesquisa da Fiocruz, um terço das mulheres que optaram por cesárea desde o início da gestação o fizeram por medo da dor do parto normal, que é evitável com métodos naturais e anestesia. Fato também curioso é que 70% das mulheres pesquisadas desejava um parto vaginal no início na gravidez. Contudo, poucas foram apoiadas nessa decisão. Uma das hipóteses para a mudança de ideia ao longo da gestação seria o tipo de orientação recebida no pré-natal. No decorrer do pré-natal, sem que haja real necessidade do procedimento, elas são convencidas ou incentivadas a realizarem cesáreas, sendo que muitas cirurgias são pré-agendadas. A imprecisão natural da data da concepção aliada à pressa em se fazer a cirurgia acaba fazendo com que a cesárea seja um dos principais causadores de partos prematuros no Brasil. Os planos de saúde e os obstetras a eles vinculados sistematicamente estimulam a fazer cesáreas. Criou-se uma "cultura da cesárea" no Brasil, embora o procedimento traga três vezes mais risco de morte materna do que o parto normal. 
Segundo um estudo do Jornal Americano de Obstetrícia, o número de óbitos maternos é 10 vezes maior em cesáreas que em partos normais. No caso dos bebês, a mortalidade infantil para nascidos em cesáreas é 11 vezes maior, quando comparada aos nascidos em partos normais. Isso acontece porque a cesárea é uma intervenção cirúrgica e, como tal, envolve riscos. Além do mais, estudos apontam que bebês nascidos de parto normal têm menor propensão a doenças respiratórias, auto-imunes e até obesidade, enquanto as mães tendem a desenvolver menos sintomas de Depressão Pós-Parto.
Há diversas razões que levaram à situação atual. Nenhuma realmente justifica o que está acontecendo em meu país. Tudo isso fez com que, meses atrás, eu iniciasse uma intensa pequisa e uma busca incessante para descobrir como seria o parto daquele que provavelmente será meu único filho.
Pessoalmente, acredito que a gravidez e o parto são momentos muito importantes tanto para a mulher como para a vida que está chegando. Para mim, trata-se de um caminho profundamente espiritual. No entanto, sei que em meu país ainda não há muita gente que pensa como eu. Desde o início, percebi que havia uma enorme pressão de médicos, família, conhecidos e amigos. Queriam me convencer de qualquer maneira que eu tinha que esquecer meus sentimentos “malucos” e acatar aquilo que os médicos me diziam. Para me fortalecer e ser capaz de nadar contra a corrente, ou seja, de tomar decisões dificílimas em uma fase de tanta fragilidade, tive que ler e viajar, meditar e rezar muito. Apenas assim, desenvolvi a força necessária para sair de meu mundo conhecido e procurar por pessoas que pensavam como eu.
Vim parar em Florianópolis, a 1577 Km de minha casa, onde há um forte movimento de mulheres e homens conscientes que querem mudar a cultura do parto no Brasil. Não sei se conseguirei ter meu filho como desejo, com um parto domiciliar e humanizado. Estou consciente de que tudo é possível. Sei que a vida e a morte não estão sob meu controle. Permaneci saudável até agora e fiz de tudo para me abrir a esta possibilidade, mas aceitarei o que quer que seja que o porvir reserva para mim. Pelo menos, se todo este esforço ajudar a trazer um pouco mais de consciência e força para as mulheres e os homens brasileiros que pensam como eu, então já terá valido a pena.
A cultura do medo foi absorvida por todos nós, no mundo inteiro, antes mesmo de nascermos. Ela se faz sentir em inúmeros tipos de violência, seja na economia, nas escolas, nos hospitais, em outras instituições, em casas de família ou nas ruas. Os piores medos são aqueles que nem sabemos que temos. O primeiro passo para a cura é tomar consciência deles.

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Brazilian Chronicles - The Epidemic of Cesareans

Everyone knows that after the invasion of Tibet by the Chinese, Buddhism not only spread further around the world, as it had to constantly change its language to adapt to new cultures. That is, a great adversity created an immense force. As a student and translator of Tibetan Buddhism, I had to think about it today while I reflect on the birth culture in Brazil.
I am 42 and I am eight and a half months pregnant now. My pregnancy has been a pilgrimage. That has not been like that just because I like to travel. I've completed two pilgrimages, walking twice the 800 kilometers of the Camino de Santiago, in Spain. Past experiences just gave me part of the strength I needed to do something that had to be done at this time of my life. However, I can say that it has not been easy.
When I became pregnant, I immediately began to learn about the universe of maternity, hitherto completely unknown to me. I was a woman who never wanted to have children and, almost all my life, I really believed I would never be a mother. So when I changed my mind and got pregnant, I surrendered completely to this new adventure, just as I did with all the other great passions of my life.
I soon discovered that there was something very wrong with the way children are being born in my country. Just a little research on the Internet informed me on following disconcerting facts:
Brazil has one million unnecessary caesareans every year, the highest rate in the world, which the World Health Organization considers an "epidemic". 84% of births in private hospitals are cesarean sections, while what is recommended by the WHO is 15%.
An important issue that leads to this is the fact that Brazilian mothers-to-be have no or little information concerning vaginal delivery. According to the Fiocruz research, a third of women who chose cesarean delivery from the beginning of pregnancy did it for fear of normal birth`s pains, which are preventable with natural methods and anesthesia. An also curious fact is that 70% of women surveyed want a vaginal birth in the early pregnancy. However, few feel supported in their decision. One hypothesis for the change of mind during pregnancy would be the type of guidance given in prenatal care. During the prenatal, without real need of the procedure, they are convinced or encouraged to perform cesarean sections, and many surgeries are pre-scheduled. The natural vagueness of the date of conception allied to the haste to do the surgery ends up making cesareans one of the major cause of premature births in Brazil. Health plans and obstetricians related thereto systematically stimulate their patients to do cesareans. A "culture of cesarean" has been created in Brazil, although the procedure brings three times more risk of maternal death than the normal delivery.
A study by the American Journal of Obstetrics, says that the number of maternal deaths is 10 times higher in cesareans than in normal deliveries. In the case of babies, infant mortality in cesarean sections is 11 times higher compared to those born in vaginal deliveries. This happens because the cesarean section is a surgical procedure and as such, involves risk. Moreover, studies show that babies born vaginally are less prone to respiratory and autoimmune diseases and even obesity, while mothers tend to develop fewer symptoms of Postpartum Depression.
There are several reasons that led to the current situation. None really justifies what is happening in my country. All this meant that, months ago, I initiated an intense research and a relentless quest to find out how I will give birth to the child that will probably be my only son.
I personally believe that pregnancy and childbirth are very important moments for both the mother and the life that is coming. For me, it is a deeply spiritual path. However, I know that in my country there are not yet many people who think like me. From the start, I realized there was a tremendous pressure from doctors, family, acquaintances and friends. They wanted to convince me anyway I had to forget my "crazy" feelings and abide by what the doctors were telling me. In order to strengthen myself and be able to swim against the current, ie, to take very difficult decisions in a time of so much fragility, I had to read and travel, meditate and pray a lot. This was the only way to help myself to develop the strength I needed in order to get out of my known world and look for people who thought like me.
Now I am in Florianopolis, 1577 Km far from my home. Here there is a strong movement of conscious women and men who want to change the birth culture in Brazil. I do not know if I will be able to give birth to my son as I desire, in a pool and at home. I am aware that everything is possible. I know that life and death are not under my control. I remained healthy so far and did my best to open up to this possibility, but I will accept whatever the future holds for me. At least, if all this effort helps to bring a little more awareness and strength to Brazilian women and men who think like me, then it will have been worth it.
The culture of fear has been absorbed by all of us, worldwide, even before we were born. It makes itself apparent in many types of violence, whether in the economy, schools, hospitals, other institutions, in private homes or on the streets. The worst fears are those which we do not even know we have. The first step in healing is to become aware of them.

http://www.rick-cafe.com/?sc=3&ida=117
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(translation below)

O que é a devoção? O lago negro e profundo da solidão. A semente quebrando-se em flor. A loucura do amor. A razão das alturas. Nunca poder voltar. O caminho que leva a soltar.

What is devotion? The black and deep lake of loneliness. The seed breaking into a flower. The madness of love. The reason of heights. Never being able to return. The path that leads to letting go.

photo by Kindra Nicole
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As canções da inocência levantam voo rumo ao infinito.

The songs of innocence soar towards the infinite.
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Ao olhar para trás, sinto-me pleno de gratidão.
Ao olhar para frente, sinto-me pleno de visão.
Ao olhar para cima, sinto-me pleno de força.
Ao olhar para dentro, descubro a paz.
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Há fios invisíveis que nos tecem enquanto nós nos tecemos.

There are invisible threads weaving us while we weave ourselves.

art by Cameron Gray
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