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kancella alexandre
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Nunca queiras conhecer pessoalmente os teus ídolos.
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A melhor resposta para a limpeza que necessita

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antigo ministro da Economia Santos Pereira exortou a justiça a prender banqueiros e políticos que cometeram crimes na gestão da banca.

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Austeridade ou sacanice?

Fonte: Austeridade ou sacanice?

(In Blog O Jumento)

Austeridade é chamar todos os cidadãos a suportar os custos de um esforço nacional de controla despesa pública. Sacanice é um governo escolher um grupo profissional ou social com base em critérios ideológicos ou em ódios pessoais para que suporte os custos da austeridade. Os democratas optam pela equidade e a austeridade não significa necessariamente injustiça. Os canalhas optam pela sacanice, acusam aqueles que odeiam de todos os males do mundo e aplicam-lhe todas as medidas odiosas.
Quando se escolhem pensionistas e funcionários públicos para suportarem um corte brutal de rendimentos, quando se promete que a medida é para um ano pois se destina a compensar um falso “desvio colossal”, quando depois se diz que é para o período de ajustamento e mais tarde se garante que tudo voltará ao normal apenas oito anos depois não estamos perante uma medida de austeridade, estamos perante uma sacanice.
Em Espanha o governo da mesma direita cortou vencimentos e recuperada a normalidade orçamental não só os repôs como os reembolsou. Aqui a ideia era cortar vencimentos e despedir e o cinismo foi tão grande que se inspiraram nos portões dos campos nazis e chamaram ao despedimento requalificação, foram ainda mais longe, disseram que o despedimento era uma oportunidade na vida destes novos judeus.
Não, aquilo que alguns portugueses sofreram nos últimos anos não foi austeridade, foi sacanice. A canalhice foi tanta que como não podiam cortar os ordenados do sector privado e depois de o fazerem no sector público tentaram o golpe da TSU, retiravam uma parte dos ordenados sob a forma de um aumento da TSU e entregavam-na aos patrões sob a forma de uma redução da mesma TSU aplicada aos empregadores. Como a manobra falhou optaram por reduzir o IRC compensando esta redução com um aumento do IRS, sob a forma de uma sobretaxa.
A sacanice foi tão grande que funcionários públicos e reformados levaram duas doses desvalorização fiscal, primeiro pela via dos cortes e depois pelo aumento do IRS. Em relação aos reformados a sacanice foi ainda mais longe e com requintes de inspiração nazi. Não só levaram um corte nas pensões sob a forma de um imposto, como ainda tiveram de pagar o IRS acrescido da sobretaxa como se não tivessem levado qualquer corte.
Bendita austeridade porque essa austeridade pode ser distribuída por todos, ao contrário da sacanice que por definição é adoptada por sacanas e é aplicada àqueles que esses sacanas odeiam. E enquanto o sacana-mor, para não lhe chamar algo que possa ofender a progenitora, estiver na liderança do PSD considerarei este partido como nacional-social-democrata, um partido com a máxima “nacional-social-democracia sempre”.

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Ao mau cagador até as calças empatam

(In Blog O Jumento, 08/02/2017)
cagador
Para conseguir défices bem acima dos 3% a direita inventava desvios colossais para justificar cortes de vencimentos e de pensões, acusava o povo de consumir acima das possibilidades, difamava o país sugerindo que por cá erramos, mais gandulos dos que os outros, cortavam-se férias e feriados, fazia-se de tudo.
As escolas tinham salas empanturradas de alunos para poupar nos professores, morria-se à porta das urgências, os pilares de uma futura ponte perto de Ferreira do Alentejo foram convertidos em postes para ninhos de cegonhas, o Metro deixou de renovar a sua frota, todas as obras pararam. Não havia dinheiro para nada, criou-se um ambiente de terror, não se sabia quanto se iria receber de ordenado no mês seguinte. Não gastar um tostão era símbolo de rigor, competência e amor à nação.
A direita que sempre se afirmou com o dom da competência e do rigor orçamental apostou no falhanço de António Costa, deixou armadilhas montadas nas receitas fiscais, recusou-se a dar contributos para o OE e os seus deputados recebiam o ordenado para roçar o cu no veludo das cadeiras parlamentares, apelaram à direita reunida em Madrid para que condenassem o governo português, exigiram que Bruxelas impusesse um plano B.
A tese era a de que o défice proposta era aritmeticamente impossível de alcançar, já não seria um problema de rigor, a funcionária da Arrows dizia que Centeno nem sabia fazer as contas mais elementares. Ainda esperaram pelo Diabo em Setembro, e cada vez que uma agência de rating se ia pronunciar toda a direita se excitava, sendo o momento mais alto foi quando chegou a vez da canadiana DBRS; se esta desse a notação de lixo viria aí o desejado segundo resgate.
Mas o país sobreviveu à DBRS e às diatribes fiscais da Maria Luís, a esperança deles passou a ser uma armadilha deixada por Passos Coelho, a situação da CGD e do BANIF. As agências rating deixaram de falar no défice, o problema era a banca. A cada subida nas taxas de juro da dívida sentia-se a excitação colectiva da direita. Mas o tal governo que não respeitaria os compromissos internacionais cumpriu com tudo, o défice foi reduzido a mínimos e a CGD vai ser recapitalizada.
Agora o problema já é o crescimento, todos exigem crescimento. Esquecem-se de que era uma palavra proibida por Passos Coelho; e os mesmos jornalistas e comentadores que hoje exigem crescimento no passado elogiavam o Gaspar, o tal ministro que transportava os valores da avó Prazeres, mulher da Serra da Estrela.
Quando o Sôr Pereira exigia medidas para promover o crescimento o Gaspar respondia “não há dinheiro”, perante a insistência perguntou ao colega “qual das três palavras não percebeu”. Os que hoje exigem crescimento numa economia que deixaram descapitalizada elogiavam na altura o traste que era ministro das Finanças.

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Top 10 American War Crimes

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Mas a questão é esta: como é que pessoas inteligentes aceitaram trabalhar com hipóteses tão mirabolantes e blindar os seus modelos em relação à realidade? Uma resposta é a religiosa: converteram-se a uma noção transcendente que afirma que os mercados têm sempre razão porque a razão do comportamento humano é o egoísmo ambicioso.

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Quantos mais terão de fazê-lo?!

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