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Paulo Cardoso
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Inconformado! Luto por justiça social
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Vá lá pessoal! Acertar os relógios e fazer tudo direitinho. Sim, porque se não estiver direitinho não dá… A partir dos 80 não se preocupem, qualquer hora é boa – é para a desgraça 😊

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Crónica / A política no seu pior (19-05-2017) - Programa "Desabafos" / Rádio Portalegre

Em Portalegre e com poucas surpresas, já são conhecidos os cabeças de lista das habituais candidaturas às autárquicas. Mas quem escolhe os candidatos? Dentro das candidaturas nem sempre a escolha é democrática e transparente; para alguns eleitores, infelizmente, uma caneta, um jantar ou uma promessa, podem mover montanhas…

O naipe de candidatos a Portalegre pode parecer um festival de paraquedistas, mas morar ou ter nascido por cá, não é a discussão que importa. O modelo e as opções políticas deviam ser o fundamental de uma eleição. Partindo do princípio, que todas as opções convergem na intenção de uma boa gestão para os municípios, o que distingue então as várias candidaturas? Esta é a questão que separa os que se preocupam, os que querem um brinde, um porco no espeto e aqueles que aparecem nas listas. Aguardemos pelas propostas; algumas, infelizmente, discutidas por um grupo restrito de apaniguados…
Digo isto, porque infelizmente chegados a esta altura, pareceu valer tudo em matéria de negociações e convites de candidatos. Esta escolha e a elaboração dos programas ocorre muitas vezes sem democracia participativa. E muitos dos que vão preencher as listas, não conhecem e muito menos, participaram nos programas que alegadamente subscrevem.

Refiro-me com conhecimento de causa aos enredos partidários, reveladores de manobras nada aceitáveis e desprovidos de democratismo. E depois, para quem não percebe que a vida partidária não é um oásis, nem um clube de bairro, acrescentam ainda mais anti partidarismo e antipolítica. É com esta falta de ética que cresce o absentismo e beneficia os infratores.

O caso mais mediático ocorreu com a indicação pessoal de Passos Coelho para a C.M.L. ao escolher a atual vereadora campeã de ausências, Teresa Leal Coelho. Mas nos candidatos ao concelho de Portalegre existem outros exemplos: Depois de João Carlos Laranjo ter tido o apoio para ser o candidato do PSD, as reviravoltas partidárias, mudaram os atores no partido que mais anos governou o país e Portalegre; até no BE, a Concelhia de Portalegre foi chamada à pressa para ratificar, quando já estava tudo “cozinhado”… (assunto a desenvolver)

As abordagens em matéria de coligações, também, me incomodaram. Até chegou a parecer prostituição política. Neste distrito as tentativas esfumaram-se, mas no Porto, foi preciso vir ao de cima o anti partidarismo e a alegada irritação de Rui Moreira, para se definirem posições sem misturas esquisitas…
Se há questão que ninguém ignora em matéria de eleições, é a campanha da hipocrisia e das promessas, onde Assunção Cristas lidera neste momento em Lisboa. Depois de promover a famosa "lei dos despejos", numa clara agressão aos desvalidos, diz-se agora preocupada com a habitação social, ignorando as responsabilidades do seu partido na pantanosa GEBALIS. A agravar o populismo recheado de hipocrisia e ao estilo de José Sócrates, vem reclamar 20 novas estações de metro até 2030. Estes exemplos, infelizmente vistos por todo o país, exemplificam bem a falta de vergonha. Mesmo de botas e calças que traja quando visita os bairros sociais, não se escapa da lama que criou…

Os investimentos “eleitorais” já começaram e vamos assistir ao “folclore” das promessas bonitas e dos slogans; vão gritar bem alto que estão contra o clientelismo político, quando alguns são especialistas no clientelismo partidário e assumem lideranças pouco transparentes. Como é costume, também, iremos encolher os ombros ao destaque que vai ser dado aos Isaltinos, Loureiros e Roldões que historicamente alinham com quem alimente os seus narcisismos e caciquismos.

Depois das eleições e porque as políticas continuam a ser as de austeridade, vamos assistir a mais do mesmo. Os eleitos assumem posições no “jogo do atira culpas” e muitos dos derrotados regressam ao seu cantinho, sem se envolverem na luta que apregoaram; enquanto outros, vão rumar para as estruturas públicas ou partidárias com cargos confortáveis para suavizar a dor da derrota…

Nos próximos quatro anos vão ser os mesmos que comparecem nas iniciativas populares agora tão concorridas. Alguns candidatos que andaram “distraídos” estão agora, ávidos de mostrar ao povo que estão com as suas gentes. Pelo menos até ao voto e, até vão levantar uma bandeirinha que depois esquecem. Gosto da política e conheço políticos fantásticos, mas agora fiz questão de expor a política no seu pior…

Paulo Cardoso

(Todos os direitos reservados ao abrigo do código do autor)
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http://www.radioportalegre.pt/index.php/desabafos/paulo-cardoso.html

Nota: Os “Desabafos” regressam em setembro.
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19/05/2017 na Rádio Portalegre - “Desabafos” com Paulo Cardoso
Tema – A política no seu pior…
FM: 100.5 Mhz e 104.5 Mhz
Horários: 7h30m; 11h30m;13h30m; 17h30m;23h30m
On-line – http://www.radioportalegre.pt/
Podcasts / Audio
http://www.radioportalegre.pt/index.php/desabafos/paulo-cardoso.html
«Em Portalegre e com poucas surpresas, já são conhecidos os cabeças de lista das habituais candidaturas às autárquicas. Mas quem escolhe os candidatos? Dentro das candidaturas nem sempre a escolha é democrática e transparente; para alguns eleitores, infelizmente, uma caneta, um jantar ou uma promessa, podem mover montanhas…»
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Trump é mesmo o pior do pior e o tiranete da Venezuela é outro mal das américas… Os “milagres” do Mexia salvam-no a ele enquanto enterram Portugal... Ao invés, Salvador Sobral salvou-nos, mas não existiu um milagre para a gata do Rui Cardoso Martins Escritor que após a sua intervenção radiofónica, nos deixou... Quanto melhor conhecemos os caramelos como o Trump, o Maduro e o Mexia, mais gostamos dos animais.

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Cristas no seu melhor e no seu pior... Votos de uma boa semana, depois de um fim-de-semana tão emocionante!

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Crónica / Eleger caciques e ditadores (05-05-2017) - Programa "Desabafos" / Rádio Portalegre

Muitos recordam o Abril de 74 como a porta da liberdade, o fim da guerra colonial e da instauração da democracia, com direitos para os trabalhadores e para as mulheres. Poucos comentam que graças a essa mudança, os partidos políticos passaram a ter um papel fundamental na vida da nossa sociedade.

É comum ouvirem-se comentários pouco abonatórios, contra os partidos e a política. Uma grande parte deve-se ao desconhecimento da complexa vida partidária e da falta de motivação pela política. Assim sendo, a política em vigor, é aquela que resulta da escolha dos portugueses, inclusive, dos que se abstêm, porque não contam para mudança alguma. Os abstencionistas fazem do voto, uma oportunidade perdida de serem participativos na sociedade. Reclamam, mas não fazem escolhas, criticam, mas não apresentam propostas.

Acontece que os partidos são constituídos por pessoas, cada uma com a sua personalidade e vontade própria, fruto dos seus conhecimentos e da sua experiência. E na essência, um partido é o resultado do seu coletivo, mas como em tudo, a perfeição e o amplo consenso não existem. Tal como nos clubes, nas associações, nas cooperativas, nos movimentos, nos sindicatos, etc., aparecem pessoas diferentes e algumas, com intenções e interesses pessoais. É aqui que surgem os oportunistas, os caciques e os sedentos de protagonismo. Estes recorrem invariavelmente a métodos nada transparentes, que enegrecem os coletivos e conseguem ainda impor-se.

Infelizmente são inúmeros, os casos de enriquecimento ilícito com políticos ou por via destes. Assim como, favorecimentos, jogos de interesses que envolvem o poder político, o sistema financeiro, gestores públicos e os grandes grupos económicos. O combate à corrupção é travado por leis e políticas à medida, para os que se aproveitam do Estado e afundam o país. Leis estas, aprovadas por uma maioria de deputados eleitos pelo povo,

Se há outro campo que também é alvo de críticas e com razão, é a tendência dos partidos para garantir “jobs for the boys” aos alinhados nas direções dos partidos; sim, porque dentro dos partidos quem é crítico da direção, dificilmente tem um “tacho” garantido. Não se confunda “tachos” com eleitos. Os “tachos” são por norma, nomeações para cargos públicos, assessorias, ou até funcionários do partido. Claro que existem casos com mérito e de louvar, com empenho e provas dadas, até com o sacrifício pessoal.

É um pouco por isto, que vão surgindo os Movimentos com pessoas que não se revêem nos partidos e outras que se afastam por desilusão, ou por divergência. Dado que um Movimento é um coletivo que se candidata a cargos com funções políticas, não passam de partidos políticos sem ideologia assumida. Mas será que tomam opções políticas sem uma ideologia? É possível, mas estamos perante um coletivo sem uma definição concreta, onde “tudo” pode acontecer… No entanto, com os partidos a pagarem caro a fatura dos seus erros sistemáticos, são os Movimentos que captam o eleitorado.

A França mostra-nos isso mesmo com Emmanuel Macron a lutar pelo sistema que falhou e, Le Pen cresce, devido ao descontentamento nos partidos tradicionais, que sustentam a corrupção partidária e económica., sem soluções à vista. O insulto e a mentira sobrepõem-se à política e Macron, é mais do mesmo dos partidos deste sistema falhado, enquanto Le Pen é o agravar da situação, iludindo com um populismo “trumptiano” e uma saída à inglesa.

Mas tal como nos partidos, também, nos movimentos podem aparecer os oportunismos e os vícios deploráveis. Muitos são os casos em que as pessoas se afastam e reforçam o poder dos infractores. Este é o dilema da política. Que há então a fazer? A participação é a melhor defesa da democracia e a denúncia a melhor arma, até para não sermos cúmplices, ou passarmos o resto da vida a queixarmo-nos.

É preciso acreditar na oportunidade que Abril nos deu e lutarmos pela democracia, porque sem participação ela não é garantida. Se não lutarmos pela democracia nos empregos, nos serviços públicos, nos partidos, nos movimentos, etc., damos espaço ao oportunismo, ao clientelismo político e partidário. Enquanto dormimos e sonhamos, os perigos avançam. A democracia é uma ferramenta, não é uma garantia e por isso, como nos revela a experiência, até em democracia é possível eleger caciques e ditadores.

Paulo Cardoso

(Todos os direitos reservados ao abrigo do código do autor)
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05/05/2017 na Rádio Portalegre - “Desabafos” com Paulo Cardoso
Tema – Eleger caciques e ditadores
FM: 100.5 Mhz e 104.5 Mhz
Horários: 7h30m; 11h30m;13h30m; 17h30m;23h30m
On-line – http://www.radioportalegre.pt/
Podcasts / Audio
http://www.radioportalegre.pt/…/desabafos/paulo-cardoso.html
«Muitos recordam o Abril de 74 como a porta da liberdade, o fim da guerra colonial e da instauração da democracia, com direitos para os trabalhadores e para as mulheres. Poucos comentam que graças a essa mudança, os partidos políticos passaram a ter um papel fundamental na vida da nossa sociedade.»
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Um exemplo que me emocionou. Estou irritado com tantas insinuações que existe democracia na Venezuela, Cuba, Angola, etc. Conheço muitos que batem com a mão no peito pelas democracias, mas são autênticos ditadores. A palavra de ordem é denunciar! Por causa desses vermes é que a extrema-direita cresce...

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Projeto lei sobre o trabalho noturno e por turnos. Hoje em debate na A.R.

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Festa e constrangimento. A Distrital do BE não respeitou o 25 de Abril, nem a democracia e nem o próprio BE. Pela primeira vez desde os últimos anos, as cerimónias do 25 de Abril não contaram com a presença do BE. Como eleito pela Concelhia, agradeci o convite à Sr.ª Presidente e lamentei o sucedido ao qual sou alheio, pois nem sequer fui informado pela Distrital. No final, seguiram-se as perguntas dos presentes que estranharam o acontecimento, ao que respondi: - é o estado a que chegou o BE no distrito e mais não disse. Prometi que um dia vou denunciar publicamente o clientelismo partidário e a falta de democracia...
VIVA O 25 DE ABRIL!
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