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Então vamos lá a saber: se pudessem fazer uma coisa para tornar Lisboa mais empreendedora e mais interessante para empreendedores, o que faziam?

Escusam de vir cá com merdas tipo "mudava a cultura do País", "tornava os politicos mais inteligentes", "alterava a Constituição" ou "criava um comité para ansalisar o assunto".

Acções concretas, específicas e imediatas, que possam ser postas em funcionamento amanhã e que tenham resultados a curto prazo (ie. menos de 1 ano e 1 dia).
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Ricardo Porto's profile photoPaulo Querido's profile photoMário Valente's profile photoVicente Canhoto's profile photo
121 comments
 
Criar os Lisbon <qq coisa>, algo com carácter regular para apresentações de ideias. Ter um processo simples de selecção préviar e com a ajuda de "alguem" garantir que estavam la eventuais "seedcapital"'s. é básico eu sei.
 
Eu ando cá há 15. Mas não desisto. Às vezes dá-me vontade.
 
Jorge, esse concursos de apresentação de ideias há para aí às duzias. Apenas servem para a malta do croquete (que anda a enconar há q tempos) circular à procura de empregos. E para uns q já são profissionais dos concursos de ideias. Ganham o prémio, às vezes em dinheiro, e depois passam ao próximo concurso.

Em suma: essa não conta :-).
 
Eu tentei nos videojogos. Fiquei a saber que a única coisa que querem é dinheiro fácil. Por isso desisti. Prefiro ir para outras paragens onde numa empresa de jogos o fundamental é a paixão pelos mesmos. E que saibam que gerir uma empresa criativa não é o mesmo que gerir uma PT. </rant>
 
Criava um espaço permanente, tipo clube privado, mas que fosse de fácil acesso em que o pessoal pudesse ir a qualquer dia e hora encontrar gente interessante, outros empreendedores, VCs, etc. Num ambiente informal tipo café, mas que organizasse uns eventos de vez em quando para ajudar os mais receosos a desemperrar. Um espaço de partilha de historias entre os que ja chegaram la e os que estao a tentar.
 
Bruno nem vou comentar, apesar de dizeres 2 ou 3 barbaridades. Curto e grosso: pedi sugestões, não lamentações.
 
Acho que Lisboa precisa atrair ainda mais pessoal a viver cá dentro - mais 'massa crítica' e fixá-los em Lisboa a cidade e não nos subúrbios.
Começar a dar a ideia que Lisboa não tem que ser para os 'ricos' e os 'privilegiados'.

Começar por fazer um levantamento de todas as casas com fim habitacional devolutas (pertençam à CML ou não), armazéns e todo os espaços de tamanho considerável para fixar empresas (olho com grande apetite para aquela àrea desde Santa Apolónia até ao Pq das Nações que ainda está meio esquecido [Poço do Bispo, Xabregas, Matinha]) mas a meu ver com potencial muito bom. Depois desse levantamento contactar os proprietários e colocar esses espaços no mercado a um preço competitivo independentemente do seu estado. É bastante ingénua a ideia mas poderia começar a mexer no estupidamente deturpado mercado imobiliário que temos.
 
Para se fazer algo novo tem que se decifrar o que está errado imo. Aí vai uma sugestão: pegar em todos os armazéns pela Marginal abandonados e pertencentes ao estado e renová-los e arrendá-los a baixo custo a novas empresas. Os custos quer de habitação quer de escritórios em Lisboa estão proibitivos.
 
BTW a minha sugestao era baseada no startup coffee a que vou sempre que posso mas que tenho pena que seja apenas uma vez por mês. Já me ajudou bastante ir lá. 
 
podias ter uma politica de rendas + baratas para quem quisessem criar a empresa em Lisboa (da mesma maneira que dás a 1ª anuidade do dominio .pt na empresa na hora). A ideia era facilitar o inicio da empresa. Podias ter alguem da CMLisboa/consorcio, que ia às universidades divulgar as vantagens de criar uma empresa em Lisboa.
 
Gabinete facilitador (burocracias zero), wifi na cidade, libertar armazéns p/ espaço cowork, divulgação (desta infraestrutura) "lá fora". De resto, deixar em paz os que querem empreender :)
 
Não sei se me posso considerar empreendedor, mas espaços não acho que sejam o maior problema. Para mim o maior problema é encontrar pessoas que me possam ajudar a concretizar os meus projectos. Estou a falar de pessoas para contratar, nao para me darem dinheiro.
 
Olha, Rui. Aí esta uma coisa que facilitaria bastante: ter um repositório online com respostas a muitas das perguntas que quem tem uma empresa só vai descobrindo ao longo dos anos e que dava jeito ter sabido antes. Há N coisas semelhantes noutros países mas nenhuma ca. 
 
Armazéns (os tais vazios camarários) com espaço para alugar (barato, simbólico nos primeiros meses) para as pessoas que "fazem coisas". Stands de venda desses produtos. E não estou a falar de artesanato típico, colares e tshirts...mais depressa eu metia o meu portátil a limpar num stand geek de confiança que na vorten...
 
Bruno, o problema cá é que até há gabinetes e cousas mas não dão respostas concretas e simples e estão todos dispersos. Não há uma sincronização entre os organismos que explique de A a Z.
 
Nao falo de informação oficial, falo de ínside info que é muito mais importante. 
 
Há sempre informação que devia ser oficial ( e formalmente é) mas não é prestada de forma a ser útil.
 
É verdade que esta muito dispersa sim, mas nao é a informação mais valiosa para quem tem uma empresa. Conhecer as pessoas certas ou formas de dar a volta aos problemas é muito mais valioso.
 
Também. Mas não vejo esses como os problemas maiores das empresas (no caso do "pessoas certas"). No "dar a volta" a info existe mas não está sistematizada (o que até facititaria a vida ao seu gabinete, é só ir à procura dela e organizar como facs).
 
Tentando sumarizar:
1 - eventos, concursos de ideias
2 - espaço de convivio, get together.
3 - espaços de habitação e escritórios mais acessiveis
4 - gabinete de apoio

Comentando:
1 - já existem muitos eventos do tipo. Não têm tido grandes resultados. Aparecem os do costume, muitos dos quais não fizeram, não pretendem fazer, nem farão alguma coisa.
2 - é uma ideia. Mais uma vez, existindo muitos eventos, coffees, coworkings, etc, pode fazer sentido um espaço permanente
3 - é uma boa proposta.
4 - é uma boa proposta. Sendo certo q este tipo de coaching e ajuda é normalmente o papel de um bom investidor e/ou de um bom advisory board ou conselho de administração.

Critica geral: fico na dúvida se alguma destas proposta tem algum efeito no curto prazo. Sendo certo q são boas propostas para o médio e longo prazo.
 
Criar um espaço, de preferência virtual, que pudesse formalizar a informalidade das experiências uns dos outros, do que se deve fazer e essencialmente do que não fazer, com espaço de partilha e questões. De forma prática, reunir um wiki (mais formal) a um circle (mais interactivo) e possibilidade de hangout de dúvidas (mais em cima do acontecimento)
 
Eu diria que sente-se a falta de um lugar com uma cultura associada onde se possam trocar sinergias. Nao digo co-working, digo mais um edifício com espaço modular mas onde cada empresa pudesse ter o seu canto. Depois poderia ter serviços de apoio, claro, e um café/clube onde se fizessem palestras e eventos regulares e informais. Na minha visão, reunindo-se empresas suficientes e diferentes num espaço destes, o apoio mutuo seria muito benéfico. Por exemplo, uma empresa de Development precisa de um designer para fazer umas coisas, fala com a empresa ao fundo do corredor. Essa empresa precisa de umas fotos para esse trabalho, há um fotografo no ultimo piso. Precisa de elaborar uns T&C, há um advogado no piso de baixo. Eu ja estou num edifício onde tenho esse tipo de sinergias mas a falta de um espaço comum de encontro faz com que nao tenha alma e torna as trocas mais difíceis. E claro que as empresas presentes necessitariam de ser "curadas". Coisas mais rápidas de implementar, talvez o regresso do "Despeca-se já" em honra do Diogo, uma campanha com o apoio dos media que reactivasse a chama empreendedora. 
 
+Bruno Figueiredo Basicamente estás a falar de coworking. Não percebo o q queres dizer com "necessitariam de ser "curadas""....
 
Digo seleccionadas para ir para lá. Já nao acredito muito no modelo de co-working em que se põe tudo ao molho numa sala. Acredito mais em cada empresa ter um espaço seu com porta. Digamos que o modelo é o de uma incubadora de empresas, mas a uma escala maior e com alguma alma. Um espaço que seja sinónimo de empreendedorismo. Cada empresa teria que se candidatar ao espaço mas depois pagava a área que ocupasse, claro. Em alguns casos a fee poderia ser reduzida se o grupo avaliador (ao qual pertenceriam investidores) decidisse trocar isso por equity na empresa em questão.
 
É como num centro comercial. Cada loja é seleccionada para ir para lá, paga o seu espaço e uma percentagem do lucro. Nao interessa muito ao CC ter lá por exemplo varias papelarias ou fotógrafos, mas é importante ter pelo menos um. E depois há as lojas ancora, que são a razão do espaço existir. Tudo o resto é conveniência para atrair para as ancora. E nao estou a dizer um espaço gerido por comité ou associação. Já estou calejado para saber que isso nao funciona. Digo um espaço cujo objectivo seja o lucro com as empresas lá alojadas, nao só na perspectiva da cedência do espaco, mas também do investimento.
 
Não sabia como começar o comentário então; vai mesmo como está na mente:

"Então vamos lá a saber: se pudessem fazer uma coisa para tornar Lisboa mais empreendedora e mais interessante para empreendedores, o que faziam?"

Compreendo e acho pertinente a pergunta mas acho q a palavra Lisboa podia sem problemas ser substituida por Portugal.

Actualmente importamos cerca de 70% do mel consumido em Portugal. O pouco mel por cá produzido, é produzido por apicultores espanhóis. O maior apicultor a operar no nosso território (norte a sul do pais) tem aprox. 17mil colmeias e ao contrario do apicultor rural que só aproveita mel das suas colónias; uma boa exploração consegue-se extrair cerca de 4 produtos tais como geleia real, pólen; ambas de bastante valor.

Long story short: Para explorar este tipo de mercado, ideia; tem de ser por lei fora dos centros urbanos (não estamos no Canadá para colocar apiarios no topo de edifícios) tal como esta ideia há inúmeras ideias que ficam espalhadas pelo pais fora; sem apoios; deixadas ao acaso; daí o 'Portugal'. Portugal tem condições climatéricas muito favoráveis e particulares de Norte a Sul do pais nas quais se podiam desenvolver inúmeras actividades deste tipo. Temos vinho a Norte e Sul; temos cortiça a Sul; que mais temos ou poderiamos ter ou ser referencia de?

well, my two cents +Mário Valente como dizes acima e bem há mt merda por ai que "Apenas servem para a malta do croquete". Algo concreto na minha opinião é uma coisa "mãos na massa" e o resto vem por si, com trabalho. Quebrar o status quo que a criação de centros, eventos e cenas vai fazer a papinha toda e fazer acontecer do nada os nossos projectos, desdo mais parvo ao potencialmente capaz.
 
+Francisco Cabrita 1) Lá vêm as generalidades: "Lisboa não, tem de se pensar em Portugal"; pois tá bem, mas essa metafísica não me interessa, a questão colocada é sobre Lisboa;

2) "algo concreto é uma coisa mãos na massa"; fds! isto quer dizer o quê?; q cada um deve fazer o q tem a fazer e não estar à espera q lhe façam a papinha? Pois claro, óbvio, estás a rezar o Padre Nosso ao vigário.

Nada disso parece estar a funcionar. O q é q se pode fazer, concreto, que possa contribuir para q mais pessoas "metam as mãos na massa"?
 
+Mário Valente , arranjas um site, forum, whatever. "Como montar o seu negócio com sucesso de A a Z". Fazes um call for help de factos: é preciso isto, que se arranja aqui. Marca ali. Programa de contabilidade acolá. Apoios tal. Com exemplos existentes. Discussões do que tem pernas para andar. Bom motor de pesquisa. Verificação por pares, como na wikipedia.
 
1) ok; compreendo mas não concordo. Somos um país minúsculo e q não sabe aproveitar esse facto.

2) Do teu sumário; do ponto 1 ao 4 a meu ver são cenas "mais do mesmo"; a palavra metafísica tb era bem usada aqui. Não me interpretes mal; o que quero dizer é que não é por haver mais desses eventos ou locais de culto ao empreendedorismo que ele se vai fazer vingar.

Concreto: Sai da cidade num autocarro com um banner "Trocamos dinheiro por ideas" ou outro slogan e corre o pais. Vais encontrar pessoas limpas de vícios das grandes metropoles e com mais 'tomates' para loucuras; tenta 'educar' o maior número de pessoas, jovens e adultos, mostrando projectos de sucesso e insucesso aproveita e mostra tb como os ajudarias. Com a viagem cria a tua rede e usa-a em favor dela própria; vais ter malta do Norte à procura de cooperação no Sul. Seria enriquecedor! Seria falado!

Notas adicionais:
1) não sou de esquerda
2) deixa crescer de novo o cabelo e leva a guitarra
3) have fun
 
Na minha experiência, quando queres motivar pessoas a fazer algum, tens de as compensar de alguma forma, não necessariamente de forma financeira.

Insuflar o ego do artista e distingui-lo dentro da sua comunidade de pessoas que têm a mesma actividade é uma forma muito poderosa de compensação que muitas vezes dá bons resultado e nem sequer requer muitos investimentos.

Eu também não acredito em oferecer compensações a pessoas que ainda não mostraram que são capazes de fazer alguma coisa para além de ir a iniciativas que compensam as pessoas só porque foram lá aos croquetes.

No entanto, uma coisa que tenho experimentado e frequentemente corre bem é compensar as pessoas que já fizeram algo que pretendo motivar que outros também façam.

E depois promoves essas pessoas de forma publica o mais possível de maneira que os outros vejam e se interessem por conseguir esse mesmo tipo de compensação.

Se me permites, e sem querer fazer qualquer espécie de auto-promoção aqui, vou-te dar um exemplo do meu site de componentes de PHP. O site recebe muitos componentes que são mais do mesmo. Isso não agrega muito valor. Preferia os que são mais inovadores.

Em vez de excluir quem não faz o que gostaria, eu decidi compensar quem já fez o que quero, ou seja contribuir componentes inovadores. Depois promovo estes todos meses para provocar os restantes.

Exactamente o que comecei a fazer a partir de 2004 foi um concurso mensal que nomeia todos componentes inovadores. No mês seguinte os nomeados são votados pelo povo. No mês depois apura-se o resultado e os mais votados começam as escolher prêmios de patrocinadores. Como normalmente há mais patrocinadores do que premiados, todos nomeados recebem premios a menos que não sejam votados, pelo que sempre há compensação para quem se esforça.

http://www.phpclasses.org/award/innovation/

Depois até existem rankings mensais, anuais, individuais e por países, só para acirrar mais o campeonato.

http://www.phpclasses.org/winners/

O resultado disto tem sido espectacular. Todos meses pelo menos 20% dos componentes contribuidos são inovadores, o que é cada vez mais dificil. Depois de 12 anos em actividade e de receber mais de 6000 componentes, não é tão fácil ser inovador.

Mesmo assim, continua a resultar tão bem que hoje em dia o site tem milhentos componentes que não existem em mais lado nenhum e o por isso o site recebe muitos visitantes trazidos de borla pelo Google, alguns dos quais se tornam novos contribuidores e alimentam um ciclo interminável de crescimento.

A ideia tem muito mais nuances que não vale a pena detalhar aqui porque acho que já percebeste a lógica. Quem quiser saber mais do que eu fiz, veja este video de uma palestra que dei sobre o assunto em Dezembro na Universidade de Aveiro:

http://www.youtube.com/user/manuellemos?feature=mhee#p/c/5D2ECC3642A9E303

Os slides estão aqui:

http://www.slideshare.net/manuellemos/negocio-dos-sites-de-contedo-contribudo-pelo-utilizador

O que importa reter é a lógica de jogo. Definem-se objectivos que são valorizados e depois espera-se que os jogadores venham jogar para ganhar.

No teu caso queres atrair empreendedores para Lisboa. Não te vou dizer para fazeres algo semelhante porque o contexto do problema que queres resolver é bem diferente, mas a lógica de definir objectivos a valorizar, compensar e divulgar quem atingiu esses objectivos, de preferência de forma relativamente frequente para acelerar as coisas, e esperar que outros também queiram jogar, é a mesma.

Concretamente o que podes fazer agora é pensar em algo nestes termos. Queres que os empreendedores venham para Lisboa, elabora alguma espécie de jogo que só os empreendedores que estão em Lisboa possam jogar usando parâmetros do mundo real, como quantidade e potencial dos produtos introduzidos no mercado, aumento na facturação e nos lucros, etc.. Isto são apenas exemplos que me vieram à cabeça agora, não são necessariamente estes que vais usar.

Depois arranja patrocinadores para oferecer os prêmios e isto nem te custar sequer nada do bolso tirando o tempo e trabalho para organizar. Chama a imprensa para arbitrar, e assim eles dão-te publicidade nos meios de comunicação social de borla e fazem isto chegar aos ouvidos dos empreendedores que estão a vacilar em vir para Lisboa.

Bem acho que já deu para sacares o esquema. Concerteza deves ter ideias próprias sobre como fazer isso, não necessariamente da forma que sugeri. Mas se quiseres fazer um brainstorm, podemos combinar um hangout aqui ou no Skype um dia destes.
 
Andy [Warhol] said a lot of things
I stored them all away in my head
Sometimes when I can't decide what I should do
I think what would Andy have said

He'd probably say you think too much
that's 'cause there's work that you don't want to do
It's work
the most important thing is work
It's work
the most important thing is work
 
Excelente resposta metafísica. Pena é não servir para nada.
 
Mário, pelo contrário! O que quero dizer é que (eventualmente) passamos muito tempo a "pensar" e teorizar e que isso por vezes tolda em vez de fazer acontecer. Depois, já que falamos nisso, empreender em PT e pensar em qq tipo de apoio quer dizer a maior parte das vezes esbarrar numa parede de burocracia inacreditável. Abri o COWORKLISBOA em Fev. 2010, sem qq tipo de apoio, privado ou estatal. Se tivesse optado por uma destas vias acho que ainda estava a tentar decifrar o site do IAPMEI...
Mas pedias propostas. Gostava de uma rede de "Pitch Corners" espalhados pela cidade(s). Podia ser uma coisa física mesmo, com a devida componente informática. Um pequeno palco electrónico onde qualquer um poderia em X minutos propor uma ideia ou acção. Pense-se no Speaker's Corner londrino.
Temos de pensar menos e fazer mais, mesmo.
 
+Bruno Figueiredo O Cowork, se levado a sério, é exactamente o que dizias no post anterior. Um designer a contratar o programador e ambos a contratarem o contabilista que por sua também precisa deles. Compreendo a tua desilução com alguns modelos que entretanto apareceram, mas convido-te a visitar o meu espaço e, melhor, a experimentar trabalhar por lá uns dias. Mas vêm outros modelos a caminho, como sempre. A resposta ao repto do MV acaba por ficar bem estampada nestas opiniões.
 
Eu já lá estive, nao te lembras? Acho que ate fomos apresentados. Eu acho que na escala em que operas funciona bem, mas eu acho que há mais valor numa coisa maior, curada e em que as empresas tenham o seu espaco fechado. Já trabalhei em muitos espaços semelhantes e acho que mais de 4 ou 5 pessoas numa sala deixa de ser produtivo.
 
Claro que sim, Bruno. Mas o convite era para experimentares trabalhar por lá uns dias. Deixa-me pôr a questão desta forma. Em média, cada novo coworker consegue dois ou três novos trabalhos/clientes no COWORKLISBOA. Isso é o que me dá mais gozo fomentar e constatar. A maior parte das vezes nem tem que ver comigo, pura e simplesmente acontece, porque o espírito ali é mesmo esse. É sorte? Como diz o anúncio, a sorte dá muito trabalho. O COWORKLISBOA, à escala europeia, é um espaço GRANDE. São 666 m2, com mesas, estúdios (já conheces esta nova sala?), cafetaria, sala "multitudo", etc. Em PT não há mais nada desta dimensão e na Europa contam-se... "uma coisa maior em que as empresas tenham o seu espaco fechado"?!
 
+Mário Valente dou-te toda a razão, há demasiados concursos de ideias e outros disparates do género cuja única utilidade económica é publicitarem/promoverem as empresas ou marcas que as promovem usando as audiências dos meios cavalgados, sejam os media ou organismos oficiais.

O Cowork é uma coisa positiva, pelo pouco que sei. E não só no médio/longo prazo: no curto pode significar a diferença entre avançar ou não avançar. Além das vantagens citadas, tem valor de respaldo e encorajamento.

(Se eu tivesse uma ideia para tornar Lisboa mais interessante para empreendedores, tentava vendê-la aos empreendedores, não ta dava a ti.)
 
Este sistema de comentários do Google Plus é uma porcaria. Não se consegue saber quem está a responder a que comentário e só dá em confusão.

+Mário Valente por acaso respondeste ao meu comentário acima? Se respondeste, qual foi o teu comentário de resposta?
 
+Nuno Donato Lá vêm as "metafisicas"....

1) é Lisboa porque é Lisboa; quem quiser pode dedicar-se a resolver o problema à escala do País;

2) "quem é verdadeiramente empreendedor nao precisa de ajudas"... a sério? No shit. Estás a ensinar o Padre Nosso ao vigário;

3) "espirito", "educacao", "para a vida", "gestão", "liderança", "inteligencia financeira". Bullshit. Já ouvi essas merdas todas durante o MBA. É tudo muito bonito. Para gastar dinheiro e só ter resultados daqui a 10 anos, se é q aparecem.

Como disse na pergunta inicial, propostas concretas. Não é discutir o significado da vida e o impacto da cultura portuguesa no conceito de liberdade das Nações Unidas.
 
Pá, a sério: digam uma coisa. Uma! Concreta!

Não estou minimamente interessado em discutir o sexo dos anjos, o mesmo q é discutido por essas universidades adiante à 20 anos e em programas de TV com mentes esclarecidas q fazem o diagnóstico há outros tantos.
 
Lisboa APIs. Começando por: transportes (Carris, Metro, etc).
 
Bom. Lá vai uma ideia. Criava, a partir de um dos autocarros de dois pisos da Carris uma carreira do Empreendedor. O que é? Num sistema "hop-on", qualquer um (investidor, angel, empreendedor, simples escroque ou turista endinheirado) pode apanhar o autocarro e propôr uma ideia de negócio aos ocupantes do mesmo. A cidade passaria a ter um "circuito do empreendedor", com paragens pelas zonas nevrálgicas do tecido empresarial da cidade. Como funciona de forma similar aos circuitos turísticos, os turistas de visita à cidade seriam envolvidos. Ao serviço poder-se-ia chamar: BUS-i. ©Fernando Mendes :-)
 
+Fernando LOL!... Mas é uma boa ideia... we'll see...
 
Ah... Temos um condutor e um revisor (mediador) a bordo. Claro. E video para tudo ir parar "lá". Quem está online tb pode assistir LIVE ao percurso e ideias. Talvez até interagir com quem vai dentro do autocarro...
 
Faz falta uma pessoa que ajude a abrir portas, ou um conjunto de pessoas, nem que seja serviço pago. Tipo "epá a minha ideia pode ter como cliente a empresa X" e essa pessoa sabe como chegar à pessoa certa da empresa X.
 
+Celso Pinto Mais a sério respondo o q já respondi antes: isso é suposto ser o papel de investidores inteligentes e/ou um conselho de administração inteligente e/ou um advisory board inteligente.
 
+Celso Mas isso já existe por todo o lado. Soluções de apoio ao empreendedor, coaching, etc. O que falta é que seja FÁCIL e EFICAZ. Há dias dizia isso a uns amigos que são experts em startups, empreendedorismo, coaching, etc. O discurso desta área está demasiado contaminado e NÃO chega ao pessoal que APENAS quer saber COMO põe aquela ideia a "bombar"! Se têm de fazer um doutoramento em empreededorismo ou tirar um ano para decifrar e deslindar que programa de apoio lhes é mais conveniente, desistem. Ponto.
 
As pessoas (e os gajos do marketing sabem-no muito bem) "atacam-se com golpes baixos": SEXO ou HUMOR ou NON-SENSE. Ou tudo junto.
 
Mário Valente, ainda és um ÁS a agitar isto. :-)))
 
+Fernando Mendes sim, eu vi bem o espaco e sei as sinergias que se podem encontrar mas nao é pratico nem económico quando tens mais de 3 pessoas. Além disso nao da para toda a gente. Eu preciso de silencio absoluto e de grande privacidade porque tudo o que faço é altamente confidencial. O meu escritório é num edifício que tem cerca de duzentos escritórios, todos entre 20 e 40m2, o que e bom para empresas vindas de um espaco inicial de coworking. Já tenho feito alguns trabalhos para empresas lá alojadas mas acho que o espaco nao tem alma por nao ter espaços comuns e acho que se criaria mais valor se as empresas presentes fossem seleccionadas pelo potencial de contribuição para o ecosistema. Eu sei que o modelo do teu espaco funciona (e parabéns) para muitos mas para mim nao acho que seja o modelo mais eficaz para criar valor para projectos maiores, que façam verdadeiramente a diferença. Just my 2 cents.
 
Mais de 3 pessoas é um comício! :-) Os nossos estúdios comportam no máximo 4. Tens de aceitar que a ENORME maioria dos pequenos negócios nas áreas ditas criativas não ultrapassa este número de colaboradores. Claro que cowork é sobretudo pensado para freelancers. Quanto ao silêncio, devo dizer-te que APENAS UMA pessoa experimentou o espaço e não ficou. Sabes porquê? Achou silencioso de mais. :-))) Uma boa parte dos termos que usas não fazem sentido de facto quando se fala destes novos espaços e paradigmas do trabalho. Privacidade, sigilo, confidencialidade, tudo termos que remetem para uma forma de trabalho que, na minha opinião, tem os dias contados. A partilha, colaboração e rede são as (novas) chaves... No COWORKLISBOA, empresas de web design trabalham lado a lado e não passa pela cabeça de nenhuma delas preocupar-se com essas questões. Da partilha e colaboração têm tirado muito bom proveito! 1 ab. Bruno, tenho de dormir! :-)
 
Nao percebi. Comportam no Maximo 4 Pessoas? O que vi estava tudo em open space. E ainda há sim necessidade de confidencialidade em alguns negócios. O que faço implica conhecer a fundo informação de negocio de grandes empresas e elas precisam que eu proteja essa informação. 
 
Eu torno Lx mais empreendedora se me disseres como convenço os meus amigos super competentes a deixaram de ser corporate whores e a virem trabalhar comigo, a ganhar conforme o que renderem, que pode ser de nada em alguns meses a muito em outros. Pelo menos nos primeiros 6 meses de trabalho deles.
 
OK, aqui vai uma proposta concreta que se pode implementar de imediato: "Startup Tuesdays".
1) Arranjas um bar de Hotel ou espaço semelhante numa localização acessível e fazes um acordo com eles (o espaço em troca de levares la pessoas a consumir - o Tivoli Oriente tem um espaço bom para isto).
2) Fazes umas parcerias com Media e Univs para divulgarem. Em troca podem ir la fazer umas reportagens ou simplesmente ver o meio associado a iniciativa. Por exemplo, a Exame, Expresso, Oje, etc… As faculdades poderiam por cartazes.
3) Pedes à Ruido Visual para te criar uma imagem e uns anuncios (pode ser com um gajo agrilhoado a uma secretária) para por nesses meios.
4) Em cada edição arranjas alguém inspirador para falar uma meia hora. Pode ser sobre case studies, praticas internacionais, financiamento, o que é preciso para arrancar, etc.
 
+Bruno Figueiredo Continuas com a historia dos eventos, q nao servem nem têm servido para muito.

+TT Asterisco Vou assumir q estás a gozar e nem vou comentar.
 
+Mário Valente sem dúvida, mas faltam em quantidade e qualidade, em particular para o board. +Fernando Mendes epá, expert também eu sou :-> e gente que tenha feito algo em grande (ie. além fronteiras) e com sucesso moderado há?
 
+Mário Valente True, mas acho que também por serem coisas que as pessoas acabam por não saber muito bem que existem ou que têm uma dimensão reduzida. Havia algo semelhante a isto que proponho em Cambridge (na Judge Business School) quando lá estava a viver e funcionava muito bem. Tinha sempre pelo menos uma centena de pessoas e vários projectos começaram lá. Mas sim, este tipo de coisa não tem grande historial cá, mas não percebo se por não serem bem feitos ou por as pessoas não terem apetência. Mas depois vê-se por exemplo o Florida After Seven que é uma coisa feita como deve ser e está sempre cheio.
 
Celso. Há. Imensas empresas a internacionalizarem-se com sucesso, mas também com muito esforço de ir desbravar terreno e à procura de oportunidades. há as que vão e as que ficam à espera de ser levadas... Essas nunca se safam. 
 
Não, até pagavas para ir. Ajudava a filtrar os realmente interessados. Podias comprar um passe ou era tipo 5 ou 10 libras cada um.
 
Catarina, obrigado pelo bitaite. Não se trata de handholding mas sim de ter gente com experiência factual que não se importe de acompanhar a evolução do empreendimento e, adicionalmente, possa contribuir para o mesmo abrindo o "rolodex". Para mandar postas de pescada não faltam candidatos. Como o +Mário Valente disse, este é o papel de um advisory board como deve ser. Portanto, se me perguntam o que falta hoje e que pode ser resolvido já amanhã: advisors com experiência.
 
fazia uma parceria com um dos ISPs móveis para oferecer dados móveis gratuitamente a todos os freelancers e pequenos empreendores, com a condição de eles usarem uma pen USB que torne bem visível o seu estatuto. Precisamos de nos tornar mais visíveis.
 
+Bruno Figueiredo Eu não perguntava se o evento UK era à borla ou não. O que perguntei e pergunto é: o Florida After Seven tem bebidas à borla, certo?
 
A mim pagam-me para mandar esses bitaites e postas de pescada. :D mas tudo fino, vc saberá mais de internacionalização de empresas com certeza :D
 
1) criação de um mapa de metro para empreendedores; onde ir, como comprar, que paragens deve fazer para poder ter sucesso, etc
2) rendas baixas para startups
3) alojamento para empreendedores estrangeiros barato
4) criacao de um campus que nao esteja ligado a academicos mas a empresas, se possivel a outras startups reais
5) criar uma iniciativa local, entre escolas, para o empreendedorismo desde os mais jovens
6) lobbying pelas startups lcais entre, nomeadamente junto das embaixadas estrangeiras
7) publicidade em cada aeroporto europeu para atrair empreendedores estrangeiros
 
Acho que sim. Ainda não fui lá, só vi fotos. Mesmo assim acho que as pessoas não vão lá pelas bebidas. Vão porque parece ser um sitio bom para networking entre malta ligada ao design. Mas o Leo Xavier saberá dizer-te melhor.
 
Catarina, é exactamente desse tipo de funções de que falo. Não vejo onde estamos em desacordo.
 
+Bruno Figueiredo Portanto, tu nunca foste ao FA7 mas dizes q é feito "como deve ser" e q está sempre cheio. E tb "achas" q as pessoas não vão lá pelas bebidas. Tá bem...
 
Celso, talvez tenha entendido mal a sua frase, pareceu-me que se estava a dirigir a mim sobre os bitaites e postas de pescada. Se não foi o caso, tenho muito gosto em contribuir para a conversa com a minha área de expertise. Mas noutra altura, pq de facto há muitas empresas a precisar dela (lol)
 
+Vitor Domingos Tu fazes-me lembrar 2 pilares fundamentais que existem na educação americana e que cá fazem tanta falta. O primeiro são os clubes de debate. Os americanos são treinados desde muito novos a fazer apresentações públicas (show & tell e afins) e com isso aprendem a falar de forma muito mais clara e convincente, que é uma característica fundamental para empreendedores. Depois tem os clubes de empreendorismo nas escolas, em que tentam criar um pequeno negócio. Não admira que depois criem tantas empresas, o bichinho é-lhes colocado desde cedo. Precisamos de fazer lobby para estas coisas serem incluidas nos programas sei lá do 8º ou 9º ano.
 
+Bruno Figueiredo Fazemos assim: o FA7 é organizado uma ou duas vezes com as bebidas a pagantes. E depois digam quão cheio está. Se for com um entrance fee (mesmo q seja 5€) então nem precisam de dizer nada q eu sei já o resultado: zero.
 
Era capaz de nao ter tanta gente mas olha que mesmo assim ainda teria bastante. E o FA7 é so para o networking. Eu digo uma coisa em que alguém possa ir para aprender também. Aí há menos resistência a pagar 5 Euros.
 
+Bruno Figueiredo Pois e se calhar começavasse até na 1ª classe. Melhor, faziam-se umas Novas Oportunidades para os pais e os avós dos rebentos, assim nascia logo no seio de familias empreendedores. Não melhor ainda, construiasse um máquina do tempo para voltar atrás umas centenas de anos e mudar a cultura portuguesa, evitar o terramoto de 1755 e salvar os dodós da extinção.

Isto sim, são acções práticas q podem ser colocadas no terreno rapidamente e com efeitos no curto prazo.
 
Oh pá, eu sou pragmático, e a única medida que me interessaria como "empreendedor" (se é que me deixam usar a palavra) era simplicíssima: redução de impostos para novas empresas em áreas tecnológicas cujos escritórios fossem exclusivamente em Lisboa para praí 5%; isenção de TSU durante 3 anos para todos os funcionários contratados; IVA a pagar apenas com confirmação de pagamento por parte de quem foi facturado. Podes dizer que isto não são medidas municipais mas sim governamentais, mas o programa do actual Governo afirma algures de que muita da taxação passaria a ser recebida directamente pelos municípios (vamos ver o quê, e em que quantidades).

Londres e Nova Iorque têm medidas semelhantes para qualquer estrangeiro que se queira estabelecer lá. Não são paraísos fiscais: são tipo Zona Franca da Madeira, onde se pagam impostos. 1% em ambos os casos, da última vez que fui pesquisar :)

Mesmo que só se apliquem a estrangeiros... sou sócio de uma pico-empresa sediada em Nova Iorque, fundada por residentes, e aos quais não se aplica essa legislação de "zona franca". Em 2009, a facturação foram uns 130 mil dólares. Impostos aplicados: US$57 (ou 47, já não me lembram). Isso é que é apoiar o empreendedorismo...

Não sou contra a que se façam muitos forums, muitas redes sociais de empreendedores, muitos apoios a empresas, muitas conferências e seminários. É bom para "awareness raising". Mas a única coisa que me interessa mesmo saber é: "quanto é que me vão ao bolso?" Uma empresa que tenho sediada em Lisboa pagou em 2010 90% do seu rendimento de taxas, impostos, contribuições, multas, e despesas ditas obrigatórias que não são cobradas pelo Estado mas que o Estado obriga a ter (ex. contabilidade, etc.). Isto é matar o empreendedorismo para as pico-empresas de raíz.
 
Falando em NY: http://techcrunch.com/2011/05/25/ron-conway-new-york-tech-is-here-to-stay/

"He attributed the growing success of NYC as a tech hub to the fact that the city is today seeing the founding of second and third generation companies, which indicates a growing level of maturity (and experience), as well as a stability of the city’s overall startup network, that didn’t exist 10 years ago." - Ron Conway
 
+Luis Sequeira Como sabes sou totalmente a favor da baixa (eliminação?) de impostos (em particular do IRC).

Mas o "tuga" não gosta. "Baixar impostos?! A esse fdp gananciosos q são os empresários/empreendedores? Naahh..."

Prefere q lhe tirem o dinheiro em impostos e depois lho devolvam em subsidios. Menos a "comissão de gestão", claro.

Burros.
 
acho que os impostos são um falso papão. Há não sei quantos países do norte da europa com impostos altos e economias vibrantes. A nossa carga fiscal não é muito elevada comparada com o resto da europa. A obsessão dos nossos empresários em evitar pagar impostos significa que as nossas empresas estão permanentemente descapitalizadas e logo mais vulneráveis às crises e incapazes de investir em novas oportunidades mesmo quando elas lhes caiem no colo.
 
+Tiago Henriques Bullshit. Não há paises EU com impostos altos e economias vibrantes. O q há são países da EU com economias vibrantes e impostos altos. Percebes a diferença?
 
percebo a diferença, mas Portugal já tem das cargas fiscais mais baixas da zona Euro. Olho para os países com mais sucesso da europa e vejo que a sua vantagem competitiva não é a fiscalidade. Não estou convencido de que a solução para os problemas de Portugal seja reduzir os impostos. Agora se me falares em acabar com esta fiscalidade bizantina que só os contabilistas percebem, já estou muito mais interessado.
 
Tiago, nem por acaso na semana passada alguém dizia, na RTP2, que o peso fiscal em Portugal está 187% acima da média europeia quando relacionado com o nível salarial. Ele deu um bom exemplo: alguém que ganhe 1000 Euros/mês, depois de todos os impostos (IVA's, IMI's, etc. etc. etc.) fica apenas com 270 Euros para se governar.
 
"O que é mais elevado em Portugal é o peso dos Impostos Indirectos, que são os impostos mais injustos porque não atendem ao rendimento do contribuinte (pobres ou ricos quando adquirem o mesmo maço de cigarros pagam a mesma importância de imposto). Em 2003, as receitas que tiveram como origem os impostos indirectos representaram em Portugal 41,9% das receitas fiscais do Estado, quando a média na União Europeia foi apenas de 33,8% do PIB (quadro I). Depois de 2003, esta situação agravou-se mais em Portugal, pois em 2005 em cada 100 euros de receitas fiscais 62,3 euros terão como origem impostos indirectos (quadro II)"

http://ferrao.org/19_InjusticaFiscal_Defice_J.htm

Isto é de 2005.
 
+Tiago Henriques Em primeiro lugar estás a referir-te à carga fiscal sobre o trabalho, o q é completamente irrelevante para o caso (onde é importante é a carga fiscal das empresas). Em segundo lugar tb vais saltar com um estudo qq a dizer q a corporate tax (IRC) em Portugal é das mais baixas da Europa (25%). Ao q eu respondo (a ti e ao estudo) q vão fazer umas continhas e calcular qto é que é o effective corporate tax rate no caso de startups. Em alguns chega aos 60 e 70%.
 
Pá, a sério, leiam o post original: sugiram medidas concretas. Eu não estou para andar a discutir as mesmas merdas de sempre. Já se está a discutir os impostos... Eu caguei nos impostos, são exagerados mas tenho de os pagar. É a vida....

Para tornar Lisboa mais "empreendedoristica", há sugestões? Se não há, fecho os comentários e pronto. Ou então passo a ignorar ou eliminar as questôes metafisicas.

Não tarda muito e aparecem à baila o Sócrates, depois Salazar e depois o Hitler... Oh. Wait.
 
+Mário Valente o FA7 não tem bebidas à borla... há sim um patrocínio que coloca lá uns comes à borla (chamussas, mini-pizzas, etc) mas a comida voa em 5 minutos ;-)
 
+Rui Aires O q?! Chamuças?! Não há croquetes?! A comida demora tanto a voar pq são chamuças... Se fossem croquetes voava mais rápido. E tb tinham mais pessoas.
 
Voltei agora... Então... já há ideias [MESMO] para o Mário Valente ou ainda estamos na "metafísica"? (o termo arrisca-se a ficar colado a estes temas).
 
+Mário Valente +Rui Aires Estás a ver como a malta não vai lá pelo croquete? E sem ele já são dezenas de pessoas a ir lá. A diferença é a qualidade da organização.
 
+Mário Valente Porque a Quodis costuma ter bastante atenção ao detalhe e pelo que ouvi falar. Mas sim, tenho de ir lá. E percebi a ironia :)
 
+Mário Valente +Bruno Figueiredo e que tal ir lá esta quinta feira para uma batatada ao vivo sobre estes assuntos ? ;-)
 
+Paulo Querido Parafraseando o teu comentário lá mais atrás: "qd eu tiver uma sintese da thread, vou vendê-la aos empreendedores ou aos investidores, não ta dou a ti"..... :-)
 
Fazer um festival de música e cinema à maneira tipo SXSW com um evento tecnológico associado (conferência?), abrir espaços para gente criativa ao lado de geeks - tipo recuperar prédios a cair aos bocados em Lisboa onde os primeiros andares sejam para bandas de garagem e os últimos para startups e "microempreendimentos" pessoais. A boémia e a criatividade andam sempre associadas ao empreendedorismo (Richard Florida).
 
+Nuno Donato por isso é que eu disse: bandas, freaks e malucos nos andares de baixo tipo caves; geeks, "caixas-de-óculos", nerds, hackers e fatinhos nos andares de cima ;)
 
Li quase 100 posts e fogo, vou dizer uma asneira.
FODA-SE... tou farto de da palavra empreendedorismo...

Mas carago o que faz falta a quem tem uma ideia de jeito?

2 coisas: capital e um CEO de jeito.

Destas 2, parece-me que a segunda e' a mais escassa.

Logo...
 
E as sugestões megalómanas continuam.... Em Portugal das duas uma: ou um gajo não tem ou então, se é para ter, tem de ter a melhor do mundo. #estadios #euro2004
 
Pois, mas eu não tenho esse tempo todo, tenho mais q fazer.
 
Pois, tornar uma cidade empreendedora em cinco anos a partir do zero é absolutamente impossível. É necessário ter em conta todo um ecossistema que fomente o empreendedorismo. E esse ecossistema só surge de uma forma emergente e descentralizada; não planificada com recurso a régua e esquadro por uma burocracia estatizante/estatal ;)
 
Mas respondendo ao teu Fodasse, +Mário Valente vamos por partes...

Estamos a falar e uma "coisa" para tornar Lisboa mais empreendedora e mais interessante para empreendedores, so' isso, nada de grandes ideias. e no curto prazo.

Esclarecimentos previos,pf.:

1. Para quais emprendedores? Todos? Os melhores? Quem os escolhe?

2. Quem origina/ paga a coisa?

Obgd
 
queres brincar... eu estava a falar a serio, se puderes responde pf... p/ tentar avancar c/ a discussao...
 
+Mário Valente fazes bem :) Chama-se a isso, modernamente, crowdsourcing. Antes teve outros nomes menos... 2.0, if you know what I mean.

Mas pronto, two cents: a única forma de tornar a cidade de Lisboa mais empreendedora e atradente para empreendedores -- notai que estamos a falar da capital de um país chamado Portugal -- é diminuir impostos para eles e canalizar o dinheiro dos contribuintes nacionais e da União Europeia para os respetivos bolsos, usando os instrumentos de assalto chamados Fundos. Ah, ISSO faria surgir 50 empreendedores debaixo das pedras....
 
Ora e como a coisa já chegou ao ponto q eu esperava (politica, insinuações, megalomanias) ficam os agradecimentos a quem deu uma para a caixa aqui do ceguinho e estão fechados os comentários.