Profile

Cover photo
Mário A. G. Leal
Lives in Ribeirão Preto-SP
256 followers|455,456 views
AboutPostsPhotosVideos

Stream

Mário A. G. Leal

Shared publicly  - 
 
quarta-feira, 25 de novembro de 2015

CALOR

O calor está matando, não adianta abano, ventilador, nem nada. Ah! ar-condicionado dá, mas...um dia quem sabe! Olha-se o horizonte e todo ele é uma miragem, tanto forno.
Preguiçoso do calor o homem se encosta e fica; nem falar, pensar, só lentamente. Debaixo deste torpor ficam-se horas. A pele gotejando sob a roupa, desconfortante.
No asfalto que evapora: ninguém.
Parece que o mundo morreu! Não venta nem sopra. Nas ramagens mais altas das árvores tudo quieto.
Sentado em sua cadeira de balanço, João da Rosa, naquela varanda menos quente que o interior da casa, olha a torneira pingando no jardim e fica imaginando um copo de água fresquinha da talha que fica lá na cozinha e ele (Que preguiça!) morrendo de sede.
 ·  Translate
1
Add a comment...

Mário A. G. Leal

Shared publicly  - 
 
RAZÃO

No dia 17.10.2015, comecei a escrever, diariamente, alguns textos com o título “PENSANDO”. Tem sido um exercício interessante e, ao mesmo tempo, difícil. Não tenho a facilidade destes articulistas que conseguem, durante períodos muito longos, escreverem sobre os mais diversos assuntos todos os dias. Procuro não entrar na política embora esbarre vez por outra. Eventualmente se o fizer serei, na medida do possível, genérico. Nunca citando nomes. Se possível!
Vez por outra coloquei alguns poemas do meu livro de poesias ”LIMITAÇÕES”, acredito que ainda me socorrerei destes trabalhos já feitos. O escrever diário requer treino e imaginação e os poemas me ajudarão nestas falhas de inspiração literária.
Tenho tido o cuidado de colocar ao final dos textos, o significado de algumas palavras que entendo serem necessárias. Posso dizer que é muito mais para mim do que para o leitor. Sobre o cuidado com a *sintaxe me socorro com Luis Fernando Veríssimo que diz: “A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer "escrever claro" não é certo mas é claro, certo?”
Não sou tão simplista como Pablo Neruda quando diz: “Escrever é fácil. Você começa com uma letra maiúscula e termina com um ponto final. No meio você coloca ideias”. É aí, no meio, que está o problema: IDEIAS. Pessoalmente, vejo o escrever como uma lavoura árdua onde as palavras que entendo como sementes, devem brotar nos seus devidos lugares para serem usadas adequadamente, e que possamos retirar delas todo o seu conteúdo.
Finalmente, sobre as palavras escrevi um poema, que me socorre mais uma vez para finalizar este texto.

Poema do meu livro “LIMITAÇÕES”

PALAVRAS

Palavras, quem dera conhecê-las.
Todas,
completamente.
Ser íntimo dos verbos e substantivos.
Relação amorosa de pai e filho,
dicionaricamente.
**Aurélio! Aurélio! Aurélio!
Que pena!
Meu nome é Mário.


* Sintaxe é a parte da gramática que estuda a disposição das palavras na frase e a das frases no discurso.
** Aurélio - é de Aurélio Buarque de Holanda. A preocupação com a língua portuguesa e o amor pelas palavras levou-o a estudar e pesquisar o idioma durante muitos anos com o objetivo de lançar seu próprio dicionário. Finalmente, em 1975, foi publicado o Novo Dicionário da Língua Portuguesa, conhecido como Dicionário Aurélio ou somente "Aurelião" ou "Aurélio". Modesto, ele vetou a inclusão, na sua obra, do verbete "Aurélio" como sinônimo de dicionário.
 ·  Translate
1
Add a comment...

Mário A. G. Leal

Shared publicly  - 
 
CALOR

O calor está matando, não adianta abano, ventilador, nem nada. Ah! ar-condicionado dá, mas...um dia quem sabe! Olha-se o horizonte e todo ele é uma miragem, tanto forno.
Preguiçoso do calor o homem se encosta e fica; nem falar, pensar, só lentamente. Debaixo deste torpor ficam-se horas. A pele gotejando sob a roupa, desconfortante.
No asfalto que evapora: ninguém.
Parece que o mundo morreu! Não venta nem sopra. Nas ramagens mais altas das árvores tudo quieto.
Sentado em sua cadeira de balanço, João da Rosa, naquela varanda menos quente que o interior da casa, olha a torneira pingando no jardim e fica imaginando um copo de água fresquinha da talha que fica lá na cozinha e ele (Que preguiça!) morrendo de sede.
 ·  Translate
1
Add a comment...

Mário A. G. Leal

Shared publicly  - 
 
sexta-feira, 20 de novembro de 2015

A DIFERENÇA DO QUE INCOMODA A CADA UM DE NÓS

Dois caboclos conversando no ermo da floresta após um dia todo de luta, com enxadas e machados, preparando um terreno para plantar.
- Cumpadi, andei pensando comigo um “trem” diferente.
- O que é que é? – disse o cumpadre.
- Cê já reparou que existe o Sol?
- Cunversa besta ... Quem não!!!
- Intonce, esta noite num consegui drumi pensano no assunto.
- Eita!
- Virava de uma banda pra outra e o assunto não desgrudava da mente.
- Uai sô, conta o causo que tô ficano curioso!
- É que fiquei pensano quando acabar a luz do Sol, se já pensou na tranquera que vai sê?
- Rapaz, é verdade. Nunquinha que eu pensei nisso.
- Intonce, é ou num é de ficar sem sono?
- É verdade! Agora to incomodado tamém. Quem que joga lenha naquele braseiro lá? Uai, tem que ter alguém jogano lenha pra manter aquele troço aceso, né não?
- Foi isso cumpadi, foi isso que me deixou mais aceso que o Sol. Quem será que segura aquela brasa acesa. Quem?
- Hum, hum, hum, acho que num vamo sabe disso! – finaliza o compadre.
Durante um tempo os dois olhavam para Sol que entrava através dos galhos das árvores e era possível ver em suas feições o questionamento que aparecera. Dentro de suas limitações tentavam entender como o Sol se mantinha aceso todos os dias.
- Vô chegano qui tá na hora.
- Inté Cumpadre!
Enquanto via o compadre partir ficou sentado pensando sobre o assunto. Quem acendeu o Sol? Quando é que vai apagar o fogo? Se apagar, pensava ele, vai morrer tudo por aqui. Por algum tempo ficaria incomodado com a questão:

“E se o Sol apagar?”
 ·  Translate
Textos de Mário A G Leal Crônicas, Artigos e Poesias
1
Add a comment...

Mário A. G. Leal

Shared publicly  - 
 
quarta-feira, 18 de novembro de 2015

POSSO AJUDAR?

- Posso ajudar?
É comum, hoje em dia, nas camisetas dos funcionários de algumas empresas a frase: “POSSO AJUDAR?”
Dentro da empresa, seja qual for, a mensagem é entendida e aceita por todos. Quantas pessoas não se socorreram destes atendentes. Mas se nos voltarmos para o dia-a-dia não acreditamos na frase ou na intenção: “Posso ajudar?”.
É simples, você fura um pneu e chega alguém parecendo oferecer ajuda. Seu sensor de perigo começa funcionar. Provavelmente você já foi assaltado. Se não foi você, foi seu pai, seu filho, sua esposa, seu tio, SEUS vizinhos... Alguém conhecido foi! O local onde você está é, de certa forma, ermo. Passa um aqui, outro ali, que não estão nem aí para o seu pneu. Menos ainda para você. Você engole seco. A “ajuda” vem vindo:
- E aí tio, que furada hem!
Você tenta (Sim, tenta!) tomar uma atitude segura, mas sabe que no fundo está desconfortável pra não dizer APAVORADO!
- É verdade. – responde sem dar muita atenção e com a autossuficiência beirando o colapso. Embora imperceptíveis, suas mãos tremem. O medo vai desestabilizando tudo...
Seus pensamentos estão em: “Onde é mesmo que fica o macaco?”. O sol a pino com termômetros na marca dos 39ºC. O calor produz o suor que escorre por seu rosto e o receio dobra a transpiração. Seus pensamentos não se coordenam, não são lógicos. Sua sensação de segurança está batendo em “0”.
- Quer que eu troco o pneu? – pergunta o menino.
Sim porque não passava de um menino. Mas hoje em dia menino de 15 anos está roubando, traficando, matando e estuprando numa boa. Que segurança se tem?! Neste momento uma “luzinha” se acendeu e ele respondeu no automático:
- Obrigado, o seguro já está chegando!
Entrou no carro fechou a porta, travou todas e ligou para a Seguradora. O menino se foi sem dizer mais nada. Ainda bem. Deu sorte!!!

Assim estamos nos dias de hoje, reféns da incompetência geral.

Até quando?
 ·  Translate
Textos de Mário A G Leal Crônicas, Artigos e Poesias
1
Add a comment...

Mário A. G. Leal

Shared publicly  - 
 
segunda-feira, 16 de novembro de 2015

QUANDO TINHA 8 ANOS

Quando tinha oito anos, morávamos em Avaré ao lado da Catedral. De manhã minha obrigação era a escola. Minha lembrança viva de formarmos filas, empertigados, cantando o Hino Nacional. Eram filas duplas e separadas por turmas da 1ª até 4ª série. Todos sabiam. Quando o hino acabava íamos, em formação e em silêncio, para as classes. Era natural, era o normal.
Na parte da tarde, em certos dias, saíamos um grupo de moleques para caçar rolinha na palhada de uma máquina de arroz. A máquina batia o arroz em casca e jogava as palhas que formavam montes nos fundos. Sempre voavam juntos com as palhas algum arroz em pedaço ou mesmo inteiros. Este era o objetivo das rolinhas. Nosso objetivo: conseguir uma quantidade de rolinhas para serem fritas em casa. Estilingue no pescoço e um *embornal cheio de castelos, o cascalho de rio, escolhidos a dedo, um a um. O mais redondo possível para aumentar a precisão do tiro. Íamos, como meninos de oito anos, disputando corrida. Correr não fazia diferença alguma na condição física de nenhum de nós. Quantas vezes correndo imaginava voar. Você está pensando: “Eu também já fiz isto”. É, é comum dos meninos!
Havia um meio muro que nos escondia do monte feito pela palhada. Ficávamos sentados na calçada, em conversas de moleques esperando o momento de, todos juntos, levantarmos e mirarmos no bando de rolinhas que se assentavam em busca das quireras. Enquanto sentado, costumava pegar um punhado de castelos na mão e escolher o que me parecia melhor. Você já deve ter observado o tenista quando, antes do saque, recebe algumas bolas e sempre faz opção por descarte após análise das mesmas. Com certeza este hábito começou por um antigo tenista que, na infância, usava estilingue; só pode ser esta a razão! Eu fazia isto todas as vezes que me preparava para atirar. Nos bons dias cada um levava seis ou mais rolinhas para casa.
Em casa é que acabou não dando certo. As rolinhas, muito pequenas, davam um trabalhão para mamãe preparar. Nas primeiras vezes, foi tudo bem, ela preparava com especial carinho e caprichava no tempero. O tempo e o tamanho das rolinhas, menores que uma codorna, davam tanto trabalho que mamãe me fez entender que não compensava.
Quando disse acima que íamos caçar, era o que acontecia. Não percebia o matar, pois a finalidade era comer.

Depois disto mudei pra pescaria. É outra história.


*Embornal - Sacola confeccionada em tecido grosso (lona,mescla,brim),com alças laterais do mesmo tecido, usada à tira-colo.
 ·  Translate
1
Add a comment...

Mário A. G. Leal

Shared publicly  - 
 
PEGA LEVE

- Afinal, o quê você está pensando da vida?
- Oh pai, pega leve!
- Como pegar leve se o “senhor” se jogou na piscina com o smartphone que te dei semana passada! Sabe quanto custou?
- É que eu fui salvar a Camilinha, ela estava se afogando.
- Meu filho, a Camilinha é campeã de natação, que conversa é esta!
- Como é que vou saber?
- Bom se você assistisse televisão ou lesse jornais saberia! Mais um pequeno detalhe que lhe escapa: ELA É SUA IRMÃ! – esbraveja o pai.

Conectado com o MUNDO, desconectado em casa. A realidade atual é mais ou menos isto. Seria cômico não fosse triste.
 ·  Translate
1
Add a comment...

Mário A. G. Leal

Shared publicly  - 
 
SENADOR PRESO

Anteontem 25.11.2015, ouvi boa parte, senão quase todo o debate, em momento sinistro acontecido no Senado Federal onde, senadores se posicionavam para discutir se a votação seria aberta ou não.

Não estavam julgando a culpabilidade do senador naquele momento.

Parece que eles vivem em um mundo a parte, que não foram eleitos, que não devem mostrar como julgam decisões em momentos como os que aconteceram. Percebia-se a posição do Presidente do Senado pelo voto secreto, posição esta que foi derrotada pelas inúmeras defesas de um voto transparente. Mesmo permitindo a escolha (Da decisão do SIM ou do NÃO) pelos senadores presentes, não merece crédito algum, pois, apenas recuou de sua posição insustentável. Posição de quem prefere esconder a mostrar. Típica da politicagem mais suja deste País. Posição de pessoas não confiáveis.
Assim foi demonstrado, por maioria esmagadora, vencemos!

Digo mais, foi esmagadora porque a população brasileira não está aguentando mais a safadeza geral nas *hostes políticas. Estamos beirando um cansaço terminal. Ouvi senadores, com o dom da palavra, defendendo o seu voto secreto em uma postura de quase um deus. Vestal, disseram alguns (Aqui um contraditório visto que as vestais eram mulheres que tomavam conta do templo da Deusa romana: Vesta). Este e outros estão defendendo a anarquia geral ao esconder seu posicionamento aberto para questões de importância nacional. Dizendo da sua ilibada reputação, mas se permitindo votar secretamente um assunto que não deve ser secreto em respeito ao povo brasileiro, ao povo que o elegeu. Digo mais, nenhum voto, nas duas casas Legislativas, poderia ser secreto. Não estão em um cassino jogando, estão legislando pelo povo e não para si. Diga a que vieram em voz alta e não debaixo do pano em jogo de cartas marcadas e impróprio para menores de 50 anos.

A votação aberta foi para manter ou não o Senador em prisão determinado pelo Superior Tribunal de Justiça. Se foi preso com provas cabais, não tem “lei de conluio” neste País ou, se havia, espero que tenha acabado neste dia. Tem lei. É bandido, vai para a cadeia. Ser Senador foi uma conquista, ser bandido foi uma opção. Cadeia é para a opção de bandido.
Sem essa de prerrogativa que permite a safadeza garantida. Cargo nenhum tira a condição do indivíduo de cidadão. Cidadão, guindado com voto a um cargo público e não a uma categoria de blindado a justiça. Deve, pague! É para qualquer cidadão. Qualquer um.

Chega!

SINGAPURA NELES!!!

* Hostes - s.f. - Grande reunião de soldados armados; exército ou tropa.
 ·  Translate
Textos de Mário A G Leal Crônicas, Artigos e Poesias
1
Add a comment...

Mário A. G. Leal

Shared publicly  - 
 
segunda-feira, 23 de novembro de 2015

DIA DO MÚSICO – 22 de Novembro

Algumas músicas tocam na corda mais fina dentro de nós, aquele agudo que machuca sem ferir; outras, a melodia que nos faz chorar sem deixar tristeza; outras ainda, tem o canto que nos traz recordações e que podem trazer tristezas; tem aquela música que alegra o nosso dia. Claro, tem aquela música que você detesta! A música deveria ser obrigatória nas escolas. Não tenho conhecimento de que seja neste momento. Seria uma matéria para trazer vida a vida dos nossos jovens. Música é pura matemática dentro do seu tempo de execução, toque fora e a música se perde. É assim 1 e 2 e 3 e 4... Não tem saída. Música é inspiração para muitos, trazendo sentimentos às notas musicais. Música é entretenimento dos bons: enriquece.

Enfim é música!

Tem a música daquele filme... Lembra?
Tem a música do Airton, o Sena, quanto orgulho!
Tem a música gospel, o jazz, o samba e o pagode.
Tem a música caipira e a de raiz.
Tem a música clássica, de câmara.
Tem a Garota de Ipanema, do Tom Jobim e Vinicius de Moraes.
Tem até samba de uma nota só.
Tem o xote, o xaxado, o forró e o baião. Salve seu Luiz Gonzaga!
O Sul tem vanerão e a chamarrita.
É bom quando tem música!
 ·  Translate
Textos de Mário A G Leal Crônicas, Artigos e Poesias
1
Add a comment...

Mário A. G. Leal

Shared publicly  - 
 
quinta-feira, 19 de novembro de 2015

SOBRE A COMUNICAÇÃO

Felipe, cujo trabalho era de programador em computação, acordou mais tarde naquele dia e encontrou um bilhete da esposa em cima da mesa da cozinha: “Querido, passe no Supermercado e traga leite, se tiver bananas, traga 12”.
No final da tarde, chegando em casa, deixou a encomenda em cima da mesa e foi direto para o banho. Quando sua esposa viu 12 litros de leite em cima da mesa ficou perplexa.
- Felipe? Felipe? – chamou.
Ele dentro do banheiro e com chuveiro ligado responde:
- Me chamou? Estou no banho!
- Está bem, depois conversamos.
Felipe sai do banheiro, com a cara de quem havia tomado uma boa chuveirada e pergunta:
- Que foi Deise?
Ela responde a pergunta com uma pergunta (Isto é coisa de franciscano e deveria fazer parte de outro texto qualquer.):
- Porque você trouxe 12 litros de leite?
- Ué amor, trouxe apenas o que você pediu, era para trazer mais?
- Mas eu não pedi 12 litros de leite!!!
- Pediu sim, guardei seu bilhete e posso provar.
Ela não se conteve e pediu:
- OK, mostre o bilhete!
Felipe foi até o banheiro e, do bolso da calça, retirou o bilhete amassado.
- Está aqui! – apresentando o pequeno bilhete e completando – Você disse que era para trazer leite e, se tivesse bananas, para trazer 12. Foi o que fiz. Fui à seção de frutas verificar se havia banana. Positivo, havia banana. Voltei ao setor de laticínios e peguei os 12 litros de leite. Simples!!!
A lógica da comunicação no entendimento do programador estava perfeita. Deise ficou atônita com a explicação que dava resposta a sua exclamação:
- Mas eu não pedi 12 litros de leite!!!
A brincadeira acima é uma piada que roda o mundo, na área de computação, assim como existem outras onde a “lógica”, muitas vezes distorcida, chega a explicar o inexplicável.

Deise que o diga!

Tenho certeza de que Deise, na próxima vez, pedirá em seu bilhete:

“Querido, compre:
1 litro de leite
12 bananas”.
Não tem erro!
 ·  Translate
Textos de Mário A G Leal Crônicas, Artigos e Poesias
1
Add a comment...

Mário A. G. Leal

Shared publicly  - 
 
erça-feira, 17 de novembro de 2015

LUCIDEZ

E estes passos suaves que vem pelo corredor trazem sua presença. Com as dificuldades típicas da idade, vem caminhando na toada dos seus 85 anos. E lá se foram 85 anos de luta e construção. A vida na roça a tornara forte, guerreira. Lá, nasceram os filhos em meio a Natureza que, naquele tempo, se mostrava exuberante e generosa. A beira do “*corguinho”, nos finais de semana, todos iam pescar lambari, algumas vezes conseguiam um piau. Poucas vezes. Diferente de quando moça, a pressa neste momento não tem sentido, não é mais possível. São os passos de toda uma vida, passos que deixaram caminhos para muitos. Sou sua descendência e tento ser espelho da fortaleza que esta embutida naquele corpo frágil. Seus cabelos brancos são como uma coroa que conseguiu por mérito e serviços prestados. O cheiro de um delicado perfume a precede. Ela tem o cuidado de não interferir na movimentação da casa com sua postura tranquila e pacificadora. Quando solicitada, com sua voz suave, dá conselhos preciosos. Ensina receitas. Cura as feridas do corpo e da alma e, sempre diz:

- Que Deus te abençoe!

Com as bênçãos dela fica mais fácil a vida.


*Corguinho – pequeno riacho.
 ·  Translate
1
Add a comment...

Mário A. G. Leal

Shared publicly  - 
 
SOLIDARIEDADE

É fácil ver como nós, os brasileiros, somo solidários. Na verdade, todos os povos são assim: solidários. É ver a farta menção aos atentados ocorridos na França nas marcas da bandeira francesa em inúmeros perfis do FB em todo o mundo. Assim como os que marcaram a bandeira francesa, sou solidário na dor e desespero porque passam neste País amigo: a França.

PARA PENSARMOS

Informação deste site: http://www.cartacapital.com.br/sociedade/violencia-brasil-mata-82-jovens-por-dia-5716.html
Homicídios
Violência: Brasil mata 82 jovens por dia (POR DIA, ou seja, TODO DIA).
Eles foram vítimas de 30.000 assassinatos em 2012; do total de mortes, 77% eram negros, o que denuncia um genocídio silenciado de jovens negros, afirma Atila Roque, da Anistia Internacional.
Deveríamos montar uma tarja que mostrasse este absurdo, acima, que fica esquecido, visto que nem é lembrado, na nossa preocupação e solidariedade com o que acontece no mundo.

Quem sabe, jogar um pouco da lama e das mortes na tragédia das Minas Gerais em nossos perfis.

Lama esta que vem escorrendo desde Brasília por todo o Brasil.
 ·  Translate
1
Add a comment...
Story
Tagline
Meus escritos: poemas e crônicas (Poet - Writer)
Introduction
Não sou tão simplista como Pablo Neruda quando diz: “Escrever é fácil. Você começa com uma letra maiúscula e termina com um ponto final. No meio você coloca ideias”. É aí, no meio, que está o problema: IDEIAS. Pessoalmente, vejo o escrever como uma lavoura árdua onde as palavras que entendo como sementes, devem brotar nos seus devidos lugares para serem usadas adequadamente, e que possamos retirar delas todo o seu conteúdo.

http://pensandomarioagleal.blogspot.com.br
Places
Map of the places this user has livedMap of the places this user has livedMap of the places this user has lived
Currently
Ribeirão Preto-SP
Work
Skills
poet - writer
Links