Profile cover photo
Profile photo
Flávio Gikovate
2,507 followers -
Médico-psiquiatra, psicoterapeuta, conferencista e escritor. In memoriam - Perfil administrado por sua equipe. Site: www.flaviogikovate.com.br
Médico-psiquiatra, psicoterapeuta, conferencista e escritor. In memoriam - Perfil administrado por sua equipe. Site: www.flaviogikovate.com.br

2,507 followers
About
Posts

Post has attachment
Add a comment...

Post has attachment
"Tudo o que possuímos está sob ameaça: trabalho, amor, saúde. Só fica menos inseguro quem estiver pronto para aguentar qualquer tipo de tombo." Flávio Gikovate

Curso de Psicoterapia Breve Online: https://bit.ly/2RpyIXD
Site: www.flaviogikovate.com.br
Livros: www.gikovatelojavirtual.com.br
Instagram: www.instagram.com/flaviogikovate/
Facebook: www.facebook.com/FGikovate
Twitter: www.twitter.com/flavio_gikovate
Youtube: www.youtube.com/flaviogikovate

Livro relacionado: "Nós, os humanos": http://bit.ly/1y89NYp
Photo
Add a comment...

Como definir maturidade emocional?

Penso que a maturidade emocional se caracteriza pelo atingimento de um estado evolutivo no qual nos tornamos mais competentes para lidar com as dificuldades da vida e, por isso mesmo, com maior disponibilidade para usufruir de seus aspectos lúdicos e agradáveis.

Talvez a principal característica da pessoa madura esteja relacionada com o desenvolvimento de uma boa tolerância às inevitáveis frustrações e contrariedades a que todos nós estamos sujeitos. Tolerar bem frustrações não significa não sofrer com elas e muito menos não tratar de evitá-las. A boa tolerância às dores da vida implica certa docilidade, capacidade de absorver os golpes e mais ou menos rapidamente se livrar da tristeza ou ressentimento que possa ter sido causado por aquilo que nos contrariou.

Pessoas maduras também se aborrecem com as frustrações, mas não “descarregam” sua raiva sobre terceiros que nada têm a ver com o que lhe ocorreu. Freud dizia que a maturidade se caracterizava pela substituição da raiva pela tristeza e penso que ele tinha razão. Acrescentei mais um ingrediente, qual seja, o de que devemos tratar de nos livrar da tristeza o mais depressa possível.

A maturidade emocional tem muito a ver com o que, hoje em dia, se chama de inteligência emocional (I.E.): competência para se relacionar com pessoas em todos os ambientes, habilidade para evitar conflitos desnecessários e até mesmo tentar harmonizar interesses e agir sempre em prol da construção de um clima positivo e agradável nos ambientes que frequenta. Assim, a pessoa mais amadurecida busca também a evolução moral, condição que a leva a agir de modo equânime, atribuindo a si e aos outros direitos e deveres iguais.

Pessoas com boa I.E. também agem com certa estabilidade de humor, de modo que não são criaturas “de lua”, aquelas que nunca se pode saber com antecipação em que estado de humor estarão. É claro que a estabilidade de humor não significa estar sempre alegre e feliz; o humor das pessoas mais equilibradas é proporcional ao que está lhes acontecendo, sendo que os momentos de tristeza são vividos com dignidade e classe.

As pessoas mais tolerantes às frustrações, moralmente mais bem desenvolvidas e de humor estável são capazes de despertar a confiança daqueles que com elas convivem. Assim, tornam-se bons parceiros sentimentais, bons amigos, sócios, colegas de trabalho…

A maturidade acaba vindo acompanhada de uma série de boas propriedades e elas são motivo de satisfação dos que foram capazes de avançar na direção de conquistá-la. É claro que o processo de evolução é interminável e jamais deveríamos nos considerar como um “produto acabado”; estar sempre progredindo tende a determinar um estado de alma positivo, um justo otimismo em relação ao futuro – sim, porque quem está crescendo pode esperar mais coisas boas para si lá adiante.

Outra característica da maturidade é o senso de responsabilidade sobre si mesmo, assim como o desenvolvimento de uma sólida disciplina: isso significa controle racional sobre todas as emoções, especialmente a preguiça. Uma razão forte também exerce controle e administra a inveja, os ciúmes, os anseios eróticos e românticos, assim como a raiva e a agressividade. Controlar não significa reprimir e muito menos sempre deixar de agir de acordo com as emoções; significa apenas que elas passam pelo crivo da razão e só se tornam ação quando por ela avalizadas. Esse é mais um motivo para que sejam criaturas confiáveis, uma vez que exercem adequado domínio sobre si mesmas.

Os mais evoluídos emocionalmente tendem a ser mais ousados e a buscar com determinação a realização de seus projetos. Têm menos medo dos eventuais – e inevitáveis – fracassos, pois se consideram suficientemente fortes para superar a dor derivada dos reveses. Ao contrário, aprendem com seus tombos, reconhecem onde erraram e seguem em frente com otimismo e coragem ainda maior. Costumam ter melhores resultados do que aqueles mais ponderados e comedidos, condição que não raramente esconde o medo do sofrimento próprio dos que enfrentam os riscos.

Finalmente, para que possamos viver com serenidade e alegria, temos que aceitar uma propriedade essencial da nossa condição: somos governados pelo que chamo de “princípio da incerteza”; ou seja, não sabemos responder as questões essenciais que caracterizam nossa existência: qual o sentido da vida, de onde viemos, para onde vamos, por quanto tempo estaremos aqui etc. É sobre esse solo de areia movediça que temos que construir nosso castelo e fazê-lo com otimismo e persistência mesmo sabendo que ele pode ruir a qualquer momento.

Livro relacionado "Mudar – Caminhos para a transformação verdadeira": https://bit.ly/2FAs6hU
Add a comment...

Post has attachment
Add a comment...

Sempre é bom pensar que nossa mente se ocupa mais do que está faltando do que daquilo que temos tido de bom: e isso é fonte de muitos erros!

Quando acordamos, nossos primeiros pensamentos são os relacionados com nossos problemas e dificuldades: mesmo quando não são tão relevantes.

Apesar de perigoso, faz sentido que nossa mente se ocupe mais do que vai indo mal: sua função principal é tentar nos afastar dos sofrimentos.

Para que possamos saber qual a eficiência das nossas decisões e do nosso modo de viver convém nos atermos também ao que temos feito de bom.

Mesmo que as coisas boas nem sempre cheguem rápida e naturalmente à nossa mente, convém lembrar delas: nosso julgamento será mais adequado.

Se aquilo que vai mal nos vem naturalmente e isso não acontece com o que vai bem, é preciso cuidado para não nos entristecermos injustamente.

Se não nos acautelarmos, nossa mente pode operar contra nós, fazendo avaliações equivocadas, pessimistas e geradoras de estresse indevido.

A mente é peça indispensável para que nos livremos de certas dores. Só se torna fonte de prazer quando, ativamente, é direcionada para isso.
_________________________________
- Considerações feitas pelo Dr. Flávio em dez/2014 (Twitter): https://bit.ly/2TSo2xp; ...; https://bit.ly/2SV7uED
- Livro relacionado "Nós, os humanos": https://bit.ly/2FxZvtj
Add a comment...

Não convém subestimarmos os aspectos operacionais relacionados com a vida em comum: dinheiro, filhos, sogras etc. podem ser fonte de brigas.

Se nos namoros o lado sentimental predomina, nos casamentos ele pode ser bastante prejudicado por conflitos derivados dos problemas práticos.

É importante, para fins de acordos, que os casais aprendam a conversar sobre suas divergências de uma forma calma, carinhosa e construtiva.

As brigas e descontroles diante das divergências são sinal de imaturidade e não ajudam em nada na busca de boas fórmulas de convívio prático.

Tentar impor seus pontos de vista ao parceiro não tem o menor cabimento nos dias de hoje: a fórmula em que um manda e outro obedece caducou!

Discutir as divergências com cuidado e carinho tem um objetivo principal: que os aspectos operacionais não venham a perturbar o lado emocional.

Podemos medir o quanto os aspectos práticos e operacionais prejudicam o emocional do casal: quando saem de férias, tudo fica uma maravilha!
__________________
- Considerações feitas pelo Dr. Flávio em set/2016: https://bit.ly/2M8D8fg
- Livro relacionado: "Para ser feliz no amor - os vínculos afetivos hoje": https://bit.ly/2M2Cu32
Add a comment...

Post has attachment
O curso "Psicoterapia Breve: Uma abordagem Eclética" foi desenvolvido pelo Dr. Flávio Gikovate para psicólogos, psicoterapeutas e demais profissionais dedicados à área médica bem como a todos os interessados em assuntos relacionados ao comportamento humano.

Curso online: https://bit.ly/2RpyIXD
Trecho da primeira aula: https://bit.ly/2D4LB0e

Relação das aulas:

1 - A história da minha chegada à Psicoterapia Breve.
2 - Uma breve introdução histórica a respeito da Psicoterapia Breve.
3 - Fundamentos teóricos da abordagem: – Somos seres biopsicossociais.
4 - Fundamentos teóricos da abordagem: – O sexo e o amor são dois fenômenos autônomos.
5 - Fundamentos teóricos da abordagem: – Uma reflexão moral peculiar.
6 - Fundamentos teóricos da abordagem: – Uma visão otimista e "monista" da condição humana.
7 - A primeira consulta e a elaboração de um projeto terapêutico.
8 - O tratamento das fobias: uma abordagem mais comportamental.
9 - O tratamento dos distúrbios sexuais: uma visão psicodinâmica.
10 - O tratamento dos distúrbios sexuais: uma abordagem comportamental.
11 - A questão homossexual e o posicionamento do terapeuta.
12 - O tratamento dos conflitos afetivos e conjugais.
13 - Separação conjugal: a questão do luto e das perdas em geral.
14 - A questão da solidão, da timidez, das pessoas que "amam demais", das que intimidam etc.
15 - Outros transtornos comuns: TOC, bipolaridade, TDAH, depressões, distúrbios alimentares (anorexia, bulimia, obesidade), dismorfobia.
16 - As dependências físicas e psicológicas: cigarro, álcool, drogas.
17 - Quando medicar? Como e com qual finalidade? (A fronteira da Psicologia com a Neurologia).
18 - Algumas das grandes questões: desamparo e insignificância cósmica (A fronteira da Psicologia com a Filosofia).
19 - A maturidade emocional: disciplina, boa tolerância às dores da vida e às dúvidas, manter-se disponível para novos conhecimentos etc.
20 - Uma conclusão geral e mais casos clínicos.
Photo
Add a comment...

Post has attachment
"Muitos buscam envolvimento com pessoas comprometidas para se defenderem do medo do amor: entram nas histórias já com a porta de saída aberta." Flávio Gikovate

Curso de Psicoterapia Breve Online: https://flaviogikovate.elore.com.br/apresentacao/curso-de-psicoterapia-breve-com-flavio-gikovate
Site: www.flaviogikovate.com.br
Instagram: www.instagram.com/flaviogikovate/
Facebook: www.facebook.com/FGikovate
Twitter: www.twitter.com/flavio_gikovate
Youtube: www.youtube.com/flaviogikovate

Livro relacionado: "Para ser feliz no amor - Os vínculos afetivos hoje": https://bit.ly/2M2Cu32
Photo
Add a comment...

O que pensar daquelas pessoas que demonstram ser amigas sinceras quando isso não passa de puro fingimento. É a isso que chamamos hipocrisia.

O hipócrita quase sempre age de forma a dissimular sua verdadeira personalidade com o objetivo de iludir o outro para levar alguma vantagem.

Muitos são aqueles que, na intimidade, agem com grosseria e violência, ao passo que, socialmente, são cordiais e delicados. Isso é hipocrisia!

Muitos namorados agem de forma hipócrita, escondendo sua verdadeira identidade e intenções. São causadores de grande dano ao que é inocente.

Muitas vezes a hipocrisia faz parte do processo de se fazer passar por melhor do que se é. A vaidade se alimenta da aparência de idoneidade.

A hipocrisia define óbvia falha de caráter. É própria daqueles que não possuem sentimentos de culpa e não se preocupam com a dor que causam.
_____________________
- Algumas considerações feitas pelo Dr. Flávio em mai/2011 (Twitter): http://bit.ly/2GuEAWv; ...; http://bit.ly/2GzB51n
- Livro relacionado: "O Mal, o Bem e Mais Além - Egoístas, Generosos e Justos": https://bit.ly/2sjvqpI
Add a comment...

Post has attachment
Add a comment...
Wait while more posts are being loaded