Há uma semana, participei de um Learning Shot (1), cujo tema era “How to Measure Performance in Agile Projects” (2)

A convite do +Alexandre Magno , da +Happy Melly Br, participei do evento para compartilhar a experiência da CI&T com métricas e produtividade para projetos ágeis.

Esse é um tema que nos últimos anos vem ganhando cada vez mais relevância na comunidade ágil internacional e percebo nas pessoas, ao mesmo tempo, muita sede por respostas mais pragmáticas e muita confusão devido à enorme polêmica e controvérsia que o assunto causa.
E essa experiência foi extremamente enriquecedora e proveitosa e me permitiu não apenas confirmar essa percepção mas, principalmente, aprender na prática o que líderes de diversas empresas e segmentos, juntamente com seus times, tem aprendido nas tentativas de medições e acompanhamento de performance.

Grande parte da confusão e polêmica deve-se ao fato de algumas pessoas insistirem em determinar que qualquer tentativa de se medir e acompanhar performance tem, necessariamente, um viés de controle ou comparação e, até mesmo, de exposição pejorativa da reputação individual  dos colaboradores.
Ou, ainda, imaginarem que todo esforço em se coletar métricas para acompanhamento de produtividade, por exemplo, tenha nas entrelinhas, camuflado, um caráter maquiavélico e que, no fundo, reflete única e exclusivamente a intenção que os chefes tem de pressionar e espremer as pessoas - melhor, seus funcionários (sic) - para que elas produzam mais e mais, para aumentar os resultados financeiros dos projetos.

Certamente, nos primórdios da revolução industrial, esses foram alguns dos princípios de gestão empregados para aumentar progressivamente o número de unidades de “Fords modelo T na cor preta” por pessoa por dia.
Obviamente, nada impede que as lideranças de qualquer empresa, mesmo na era do conhecimento, sigam por esse caminho… Alguém se arriscaria ?

Pessoalmente, não acredito que empresas sérias e lideres inspiradores, que valorizam o potencial criativo e o engajamento de seus colaboradores como seu principal ativo competitivo, possam estar interessados em artifícios e técnicas para controle e micro-gestão das pessoas e para a exposição nociva de sua performance individual.
Coleta de métricas de desenvolvimento de software e acompanhamento objetivo da produtividade de times ágeis são um pilar fundamental para qualquer plataforma de melhoria contínua e aprendizado corporativo.
É assim que pensamos aqui na CI&T e é isso que temos feito por aqui.

Para mim, quando se fala em performance ou, mais especificamente, produtividade em projetos ágeis, há uma premissa fundamental : nenhuma pessoa é improdutiva porque quer!
De maneira geral, as pessoas são improdutivas porque seu trabalho está sendo impactado por alguma razão. Dentre as principais razões, com base na minha experiência, estão: falta de processo, processo errado/inadequado, falta de habilidade/conhecimento.

E métricas de produtividade coletadas regularmente para compor uma base histórica, são fundamentais para que um time consiga entender sua performance atual e compará-la com a de sprints ou projetos passados. Isso permitirá ao time entender o que está falhando e o que já está melhorando e precisa ser consertado ou melhorado no processo que estão usando,  ou então que benefícios estão deixando de ter por terem deixado o processo de lado ou, ainda, quais habilidades e conhecimentos precisam desenvolver ou aprimorar.
 
Esse é o link para o slide deck que apresentei no evento:
https://docs.google.com/a/ciandt.com/presentation/d/1piiXY5uuTGL6S-mF8F-gG6nb0JTid0sXpaZ1BRXICAE/edit#slide=id.gacbaee34b_0_312
Nesse deck você encontrará também os links para 3 artigos que escrevemos sobre nosso método para normalizar a complexidade funcional.



Gostaria de trocar ideias, dar sua opinião ou contar sua experiência com esse tema ? 
Deixe seus comentários aqui no post!

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(1) Learning Shots são eventos muito bem organizados e regidos pelos novos conceitos e ferramentas, totalmente fora da caixa, que são propostos pelo framework Learning 3.0. Esses eventos promovem um ambiente colaborativo, que viabilizam a construção de conhecimento por trabalhadores criativos através da confrontação de problemas reais com ideias e experiências/vivências de pessoas ou comunidades de prática.

(2) Learning Shot: “How to Measure Performance in Agile Projects”:
https://eventioz.com.br/e/learning-shot-how-to-measure-performance-in-agile

Mais sobre o Learning 3.0:
http://www.learning30.co/

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