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Revista diária fundada em 13 de maio de 2000.
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Com medo de vinculação com genocídio em #Ruanda, Estado de #Israel nega acesso a informações

* O genocídio mais rápido de toda a Humanidade, Ruanda, é comumente visto como uma tragédia em que as nações de todo o mundo nada fizeram para evitar.

* Essa é a visão que interessa a muitos governos que forneceram armas e equipamentos para os assassinos – incluindo, conforme mostra uma reportagem do jornal israelense Haaretz, o governo de Israel.

* Em uma corte em Tel Aviv, um grupo de pessoas tenta obter documentação tida como sigilosa para apontar responsáveis.

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Bandeiras tarifárias: ataque ao bolso do consumidor

Por Heitor Scalambrini Costa 

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Boa parte da esquerda brasileira – incluindo seus meios ideologizados amplamente presentes na Internet brasileira – está difundindo uma notícia de que Aécio Neves seria, segundo a própria revista-empresa do PSDB (a VEJA), o “pior” senador do Brasil. 

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Refugos humanos: o meio milhão abandonado pela sociedade brasileira.

Por Gustavo Barreto, da redação

Uma das coisas que mais me horrorizam e me tiram o sono — como agora — é o descaso da maior parte da população com a situação dos presídios. Da direita à esquerda, dos liberais aos libertários, praticamente toda a sociedade brasileira ignora a situação. Há poucas exceções.

O que são os presídios no Brasil? Um sistema que cria criminosos reais, cria o ódio generalizado, cria o crime com patrocínio do Estado. São 500 mil presos em todo o Brasil, dos quais no mínimo 200 mil estão presos arbitrariamente. Com um advogado e o julgamento do Judiciário, estariam todos — no mínimo 200 mil pessoas — nas ruas. Se fossem ricos ou da classe média, estariam fora.

Eu desejo vida longa em 2014 e muita força para aqueles que se esforçam para mudar essa situação e salvar vidas.

Para quem não conhece, sugiro ver o filme Ônibus 174. O homem que fez reféns em um ônibus no Rio de Janeiro em 2000 é Sandro Barbosa do Nascimento, um sobrevivente do massacre da Candelária, em 1993. Não sabia ler nem escrever, nunca lhe deram uma oportunidade de trabalho, educação, saúde. O Estado quase o assassinou. Ele tinha plena conhecimento de que ninguém lhe daria oportunidades, de que o sistema o via como um lixo, como um refugo humano.

Na prisão um ou dois anos antes, Sandro tinha um bom comportamento, como descreveu um dos agentes penitenciários que o conhecia e que descrevia a sua cela da seguinte forma: “Isso não é uma prisão, eu não sei o que isso é. Aqui mal cabem 10, tinha 25, 30.” E ele se comportava bem. Ele, ainda assim, se comportava bem.

Fugiu da prisão após uma fuga em massa, a porta estava aberta e ele decidiu ir embora. A ele foi negado emprego, mais e mais vezes, após sua saída. Era inútil para a sociedade, apesar da tentativa de retomar sua vida na Nova Holanda. Como muitos prisioneiros, ele tinha plena conhecimento de que a sociedade o descartara completamente.

A refém morta usada por ele como escudo, a professora Geisa Firmo Gonçalves, grávida de dois meses, levou o primeiro tiro da polícia militar. A polícia não só atirou nela, como também o executou sumariamente. Ninguém sabia quem atirou primeiro e tentaram linchar Sandro. O primeiro tiro era do Estado. A reação instintiva se seguiu.

Uma de suas vítimas, uma refém do ônibus 174, destaca: “Ele (Sandro) tinha a minha idade, viveu o mesmo que eu vivi. Eu só pensava: o que fez ele fazer isso? O que passou pela cabeça dele?” Em outro momento questionou o próprio: “Sandro, você sabe quem é a maior vítima disso tudo? [Sandro abaixa a cabeça pensando] É você.”

Sandro nasceu em 1978 e hoje teria 35 anos. Seu ódio naquele momento vinha, para além de toda a sua sofrida vida, pela violenta morte da sua mãe na favela, na sua frente. O pai ele desconhecia. Sandro sempre relembrava isso, durante toda a sua vida.

Não tem final feliz, certo ou errado. É simplesmente uma tragédia. Geisa poderia ser a mãe, a filha ou a irmã de um de nós. Sandro nosso filho, irmão, pai.

O Estado, que tem várias oportunidades de ajudar, quase nunca está lá. E as pessoas mais desfavorecidas sabem disso muito bem, não tem ingênuo. “Ele (Sandro) contem todos os sentimentos de ódio e de raiva que também estão contidos nas pessoas impotentes”, disse uma das reféns, posteriormente.

Eu tenho horror da violência urbana. E mais horror ainda de gente que fecha os olhos para esse problema e acha que morte de quem quer que seja — bandido ou não — é algo normal ou necessário.

* * *
Entrevista sobre o tema: “(…) O sistema prisional brasileiro não foi estruturado para cumprir a tarefa de ressocializar quem é condenado ou para diminuir os índices de violência. Para Sergio Graziano, especialista em Direito Penal, é um mecanismo criado para controlar as massas e as demandas sociais. Ele explica que os presídios são um “referencial político ideológico” que orienta a forma como o poder público atua perante problemas sociais de grande complexidade. “É mais fácil criminalizar condutas, como é o caso das drogas ou das manifestações sociais, do que estudar e produzir políticas públicas que tentem resolver os problemas”,observa.”

Leia clicando aqui: http://migre.me/hjRVW
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