Nó na garganta

E o mar o devolveu
Como algo que não era seu
Como vida que, por vida, se perdeu
E então o mundo chora
E não se consola
Uma criança nunca mais irá à escola
E nos sentimos sós
O que será de nós?
Quem moverá nossas mãos?
Quem levantará nossa voz?
Será que temos algo com isso?
Será que já caímos no precipício?
Será que perdemos o juízo?
Onde estará o paraíso?
Eu dou um nó na cabeça de tanto pensar
Não fique triste
Não se aborreça
Nós vamos superar
Afinal de contas
Sempre seguramos as pontas
Para o nó não desatar

Poema de: Carlos Adriano Santos
www.poetacarlosadrianosantos.blogspot.com
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